Governo do Distrito Federal
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14/02/12 às 11h20 - Atualizado em 13/11/18 às 14h36

Mocidade do Gama: Lendas indígenas na passarela do samba

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MOCIDADE DO GAMA

A falta de patrocínio e de uma quadra para ensaios não são obstáculo para a Mocidade do Gama. A escola, segundo a diretora de Carnaval, Edilamar Melo, vem travando uma grande batalha para fazer o que ela chama de “carnaval relâmpago”.

É mesmo o amor pelo samba que faz a escola enfrentar o desafio. Para Edilamar, isso faz com que o tempo seja apenas um detalhe. Apoio a Mocidade do Gama tem. A comunidade voltou a participar ativamente do processo de construção do carnaval. O número de 850 componentes surpreendeu a direção.

Com tanta empolgação, a expectativa não podia ser outra: manter-se no grupo especial para também dar continuidade aos projetos sociais iniciados no ano passado.

O ENREDO

A Mocidade do Gama inspirou-se nos rituais dos índios da etnia Kayapó e suas relações com os espíritos Karuãnas, para desenvolver seu enredo para o carnaval 2012.

A essência do enredo é retratar os rituais Kayapó dentro do universo místico em que eles vivem, sempre sob a liderança do Pajé (Feiticeiro ou Xamã), que tem como auxiliares nas atividades de pajelança os Karuãnas. Um retrato dos índios e seus inúmeros personagens das lendas e folclores brasileiros.

A direção da escola acredita que se trata de um tema de expressiva relevância para os povos das florestas do Brasil, que merecem ser conhecido por todos os não-índios.

Dessa forma, a escola verde e branca espera cumprir a tradicional missão de levar à comunidade novos conhecimentos e novas informações associados ao carnaval a que se propõe realizar anualmente.