Governo do Distrito Federal
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Memorial dos Povos Indígenas

 

Memorial dos Povos Indígenas. Fotos: Júnior Aragão/SECDF

 

Programação

 

 

O Memorial dos Povos Indígenas sedia até este domingo (17) a exposição Índios: os primeiros brasileiros, que desde setembro do ano passado reúne parte do acervo da coleção indígena que não foi atingida pelo incêndio no Museu Nacional. Cerca de 30 mil pessoas já passaram pela mostra, entre estudantes, pesquisadores, professores e turista. Ao todo, fora de Brasília, foram 230 mil visitantes. Saiba mais: https://goo.gl/3Fn1f1

 

No mês de março, a rampa expositiva do Memorial dos Povos Indígenas ficará fechada para a montagem da exposição Séculos Indígenas, que entra em cartaz em abril e destaca a visão de mundo de povos originários a partir da arte rupestre.

 

Ainda em março, o Memorial sedia, no dia 21, a Roda de Diálogos: Memória e Lutas Indígenas. O encontro visa fortalecer os processos de produção e difusão de registros de memórias essenciais à garantia dos direitos indígenas.

 

 

Memorial dos Povos Indígenas

 

Construído em 1987, o Memorial dos Povos Indígenas foi projetado por Oscar Niemeyer em forma de espiral que remete a uma maloca redonda dos índios Yanomami. O espaço tem área construída de 2.984,08m2, com acesso principal através de uma rampa. Tem por objetivo mostrar a grande diversidade e riqueza da cultura indígena de forma dinâmica e viva. Com esse propósito, promove diversos eventos com a presença e a participação de representantes indígenas de diferentes regiões do país. No acervo, há , peças representativas de várias tribos, incluindo exemplares da coleção Darcy-Berta-Galvão com destaque para a arte plumária dos Urubu-Kaapor; bancos de madeira dos Yawalapiti, Kuikuro e Juruna, máscaras e instrumentos musicais do Alto Xingu e Amazonas.

 

Endereço: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK.

Horário de visitação: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

Telefone: (61) 3344-1154 / 3342-1156

E-mail: agendamento.mpi@gmail.com

 

Preservação e Dinamização do Memorial dos Povos Indígenas 

 

Em dezembro de 2017, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal firmou com o Centro de Trabalho Indigenista  uma parceria regida pelo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC)  para atuar no projeto Preservação e Dinamização do Memorial dos Povos Indígenas (MPI), conforme aprovado em Chamamento Público.

 

O projeto tem como objetivo geral reafirmar a missão do Memorial, fortalecendo a promoção, o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural indígena e buscando realçar o protagonismo dos povos indígenas no exercício de seus direitos e nos processos de conformação dos tecidos socioculturais no Brasil.

 

Com vigência de dois anos, a parceria segue até o final do ano de 2019, com a implementação de um conjunto de ações alocadas nos seguintes eixos temáticos:

 

01) Acervo do MPI – Serviços de documentação do acervo, reorganização da reserva técnica, adequação e modernização do laboratório de conservação.

 

02) Realização de Exposições – Uma exposição de longa duração, em diálogo com as coleções que integram o acervo do MPI; uma exposição de média duração; e duas de curta duração.

 

03) Educação patrimonial – Atividades voltadas a contribuir para a implementação e efetivação da Lei 11.645/2008, por meio da formulação de um programa e respectivos conteúdos programáticos que deem visibilidade às perspectivas indígenas nos processos educativos e formativos de segmentos sociais não indígenas, com vistas à superação de abordagens reducionistas ou preconceituosas dos temas que envolvem as formas indígenas de organização no Brasil.

 

04) Articulação e trocas culturais dos povos indígenas – Dinamização da ocupação do Memorial, reforçando sua vocação para representar um espaço de articulação política e interação cultural entre povos e comunidades indígenas, bem como das suas relações com segmentos da sociedade envolvente.

 

05) Promoção e cultura digital – Forte investimento na valorização de produções audiovisuais indígenas e no fomento e promoção de novas iniciativas nesse campo.

 

06) Pesquisa e memória institucional – Pesquisa e sistematização de dados sobre a história e atuação do MPI, com levantamento e organização de acervos físicos e digitais de fotografias e materiais gráficos das exposições e eventos realizados desde sua fundação, entrevistas com pessoas que participaram da gestão das atividades da instituição ao longo de sua história, consolidando um processo de constituição de memória, por meio deste acervo histórico institucional.

 

07) Obras de adequação da infraestrutura – Investimento na adequação do espaço interno do MPI à realização de exposições e atividades propostas no projeto.

 

A realização deste projeto é financiada por recursos orçamentários provenientes da Secretaria de Cultura do GDF, que serão complementados por recursos de outras fontes, captados pela Organização da Sociedade Civil.

 

Pioneira no Distrito Federal, a parceria é mediada por um Termo de Colaboração e sua execução é regida pela Lei 13.019/2014 e decreto distrital 37.843/2016. Conhecidos como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), a lei e o decreto tratam do regime jurídico de parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, em regime de mútua cooperação, para o alcance de finalidades de interesse público e recíproco, mediante a execução de atividades ou de projetos previamente estabelecidos em planos de trabalho.

 

 

História do Memorial dos Povos Indígenas

 

Projetado por Oscar Niemeyer em forma de maloca redonda dos índios Yanomami, o Memorial dos Povos Indígenas foi construído em 1987, com financiamento da Fundação Banco do Brasil, em terreno doado pela TERRACAP no Eixo Monumental Oeste, localidade privilegiada de Brasília.

 

Pela sua localização e importância arquitetônica, antes de abrir como Memorial dos Povos Indígenas, o prédio foi transformado em museu de arte moderna e inaugurado com uma exposição do artista venezuelano Armando Reverón.

 

Inconformados com a perda do prédio, os lideres indígenas, apoiados por diversos representantes da comunidade brasiliense, incluindo intelectuais, artistas e outros simpatizantes da causa, iniciaram longa campanha para retomar o espaço. Os pajés fizeram suas “rezas” para proteger o local e impedir o seu funcionamento até que o prédio fosse designado novamente como museu indígena.

 

Apesar de vários projetos terem sido elaborados para o seu funcionamento, o prédio permaneceu desativado e em 1989 foi transferido para o Poder Federal. Ainda assim, permaneceu fechado durante muitos anos.

 

Em março de 1995, o espaço retornou à administração do Distrito Federal e iniciaram-se as obras de recuperação. Em 19 de abril daquele ano, o “Dia do Índio”, representantes das tribos Karajá, Kuikuro, Terena e Xavante realizaram cerimônia especial para comemorar o restabelecimento do espaço como Museu do Índio.

 

Estava presente o antropólogo Darcy Ribeiro, um dos seus maiores idealizadores e defensor da causa indígena. Mesmo assim, o prédio continuou fechado pela maior parte do tempo e com aparência de abandono. No dia 20 de abril de 1997, o corpo do índio Gaudino Pataxó, assassinado por jovens de Brasília, foi velado no local.

 

O Memorial dos Povos Indígenas somente começou a funcionar de forma definitiva a partir do dia 16 de abril de 1999, quando o recém-eleito governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, juntamente com a então secretária de Cultura, Maria Luiza Dornas, 55 índios do Alto Xingu, o chefe Aritana Yawalapiti e outras lideranças indígenas festejaram a reabertura do prédio como Memorial dos Povos Indígenas.Desde então, o Memorial permanece aberto ao público, recebendo visitantes de todos os estados do Brasil e do exterior.

 

No dia 19 de abril de 2000, o governador Joaquim Roriz honrou o Chefe Aritana com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, a mais alta condecoração concedida pelo Governo do Distrito Federal, em reconhecimento das suas qualidades como líder indígena e ao seu desempenho pessoal na abertura e funcionamento do Memorial. Esse gesto exemplificou o espírito de cooperação que permitiu ao governo do Distrito Federal e à liderança indígena trabalhar em conjunto para manter o espaço em atividade.

 

Aberto ao público diariamente, o Memorial empenha-se hoje em organizar regularmente exposições, eventos e apresentações indígenas. O ápice da programação é sempre o Dia do Índio (19 de abril), que, todos os anos, é comemorado com uma semana de atividades variadas, com exposições especiais, palestras, debates, apresentações e muitas visitas.

 

Objetivos

 

O Memorial dos Povos Indígenas tem como objetivo primordial mostrar a grande diversidade e riqueza da cultura indígena de forma dinâmica e viva. Com esse propósito, promove diversos eventos com a presença e a participação de representantes indígenas de diferentes regiões do país, como os vários grupos de Xavante do Mato Grosso, os Tukano e Baré do Amazonas, os Terena do Mato Grosso do Sul, os Guarani de São Paulo, os Pataxó da Bahia, os Ashaninka e Kaxinawa do Acre, os Kayapó do Pará e os grupos Yawalapiti, Kuikuro, Waurá, Kalapalo, Kamayura, Matipu, Aweti, Meinako e Nafuquá do Alto Xingu, em Mato Grosso.

 

O intercâmbio cultural com povos indígenas de outros países também é um compromisso permanente do Memorial, que já recebeu visitantes como representantes da Assembléia das Primeiras Nações do Canadá e dos Maoris da Nova Zelândia.

 

O Memorial incentiva ainda parcerias com outros museus e instituições do gênero, abrindo caminhos para o intercâmbio de informações sobre as diferentes culturas tradicionais, bem como de novas idéias e técnicas para o melhor funcionamento do espaço.

 

 

Galeria de Fotos do Memorial dos Povos Indígenas

 

Acesse aqui: Galeria MPI