Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal

Memorial dos Povos Indígenas

 

Exposição que mostra arte, vida e trabalho da mulher Kayapó atrai grande público. Aqui.

 

 

Assista o vídeo sobre a exposição “Bosque das Línguas Indígenas no Brasil” (copie e cole no navegador):

 

https://drive.google.com/file/d/1hz5PF9y9uMiFEnTvpxzc2rc7u-aRN3qw/view?usp=sharing

 

 

Memorial dos Povos Indígenas

 

Construído em 1987, o Memorial dos Povos Indígenas foi projetado por Oscar Niemeyer em forma de espiral que remete a uma maloca redonda dos índios Yanomami. O espaço tem área construída de 2.984,08m2, com acesso principal através de uma rampa. Tem por objetivo mostrar a grande diversidade e riqueza da cultura indígena de forma dinâmica e viva. Com esse propósito, promove diversos eventos com a presença e a participação de representantes indígenas de diferentes regiões do país. No acervo, há , peças representativas de várias tribos, incluindo exemplares da coleção Darcy-Berta-Galvão com destaque para a arte plumária dos Urubu-Kaapor; bancos de madeira dos Yawalapiti, Kuikuro e Juruna, máscaras e instrumentos musicais do Alto Xingu e Amazonas.

 

Endereço: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK.

Bairro: Zona Cívico-Administrativa

Município: Brasília

Estado: DF

Horário de visitação: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

Telefone: (61) 3344-9272 / 3344-1154 / 3306-2874

E-mail: mpi@cultura.df.gov.br

Instagram: @mpidf

 

 

História do Memorial dos Povos Indígenas

 

Projetado por Oscar Niemeyer em forma de maloca redonda dos índios Yanomami, o Memorial dos Povos Indígenas foi construído em 1987, com financiamento da Fundação Banco do Brasil, em terreno doado pela TERRACAP no Eixo Monumental Oeste, localidade privilegiada de Brasília.

 

Pela sua localização e importância arquitetônica, antes de abrir como Memorial dos Povos Indígenas, o prédio foi transformado em museu de arte moderna e inaugurado com uma exposição do artista venezuelano Armando Reverón.

 

Inconformados com a perda do prédio, os lideres indígenas, apoiados por diversos representantes da comunidade brasiliense, incluindo intelectuais, artistas e outros simpatizantes da causa, iniciaram longa campanha para retomar o espaço. Os pajés fizeram suas “rezas” para proteger o local e impedir o seu funcionamento até que o prédio fosse designado novamente como museu indígena.

 

Apesar de vários projetos terem sido elaborados para o seu funcionamento, o prédio permaneceu desativado e em 1989 foi transferido para o Poder Federal. Ainda assim, permaneceu fechado durante muitos anos.

 

Em março de 1995, o espaço retornou à administração do Distrito Federal e iniciaram-se as obras de recuperação. Em 19 de abril daquele ano, o “Dia do Índio”, representantes das tribos Karajá, Kuikuro, Terena e Xavante realizaram cerimônia especial para comemorar o restabelecimento do espaço como Museu do Índio.

 

Estava presente o antropólogo Darcy Ribeiro, um dos seus maiores idealizadores e defensor da causa indígena. Mesmo assim, o prédio continuou fechado pela maior parte do tempo e com aparência de abandono. No dia 20 de abril de 1997, o corpo do índio Gaudino Pataxó, assassinado por jovens de Brasília, foi velado no local.

 

O Memorial dos Povos Indígenas somente começou a funcionar de forma definitiva a partir do dia 16 de abril de 1999, quando o recém-eleito governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, juntamente com a então secretária de Cultura, Maria Luiza Dornas, 55 índios do Alto Xingu, o chefe Aritana Yawalapiti e outras lideranças indígenas festejaram a reabertura do prédio como Memorial dos Povos Indígenas.Desde então, o Memorial permanece aberto ao público, recebendo visitantes de todos os estados do Brasil e do exterior.

 

No dia 19 de abril de 2000, o governador Joaquim Roriz honrou o Chefe Aritana com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, a mais alta condecoração concedida pelo Governo do Distrito Federal, em reconhecimento das suas qualidades como líder indígena e ao seu desempenho pessoal na abertura e funcionamento do Memorial. Esse gesto exemplificou o espírito de cooperação que permitiu ao governo do Distrito Federal e à liderança indígena trabalhar em conjunto para manter o espaço em atividade.

 

Aberto ao público diariamente, o Memorial empenha-se hoje em organizar regularmente exposições, eventos e apresentações indígenas. O ápice da programação é sempre o Dia do Índio (19 de abril), que, todos os anos, é comemorado com uma semana de atividades variadas, com exposições especiais, palestras, debates, apresentações e muitas visitas.

 

Objetivos

 

O Memorial dos Povos Indígenas tem como objetivo primordial mostrar a grande diversidade e riqueza da cultura indígena de forma dinâmica e viva. Com esse propósito, promove diversos eventos com a presença e a participação de representantes indígenas de diferentes regiões do país, como os vários grupos de Xavante do Mato Grosso, os Tukano e Baré do Amazonas, os Terena do Mato Grosso do Sul, os Guarani de São Paulo, os Pataxó da Bahia, os Ashaninka e Kaxinawa do Acre, os Kayapó do Pará e os grupos Yawalapiti, Kuikuro, Waurá, Kalapalo, Kamayura, Matipu, Aweti, Meinako e Nafuquá do Alto Xingu, em Mato Grosso.

 

O intercâmbio cultural com povos indígenas de outros países também é um compromisso permanente do Memorial, que já recebeu visitantes como representantes da Assembléia das Primeiras Nações do Canadá e dos Maoris da Nova Zelândia.

 

O Memorial incentiva ainda parcerias com outros museus e instituições do gênero, abrindo caminhos para o intercâmbio de informações sobre as diferentes culturas tradicionais, bem como de novas idéias e técnicas para o melhor funcionamento do espaço.

 

 

Galeria de Fotos do Memorial dos Povos Indígenas

 

Acesse aqui: Galeria MPI