Governo do Distrito Federal
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28/11/19 às 18h25 - Atualizado em 29/11/19 às 9h41

Memorial dos Povos Indígenas recebe estudantes para atividade pedagógica

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Estudantes de ensino fundamental visitam as exposições e participam de atividades dinâmicas com educadores

 

 

 

Com foco em educação patrimonial e valorização da cultura indígena, o Memorial dos Povos Indígenas recebeu nesta manhã (28) um grupo de estudantes do Liceu Francês François Mitterrand para uma visita guiada. Cerca de 50 crianças, com alguns pais e professores, foram recepcionadas durante o passeio pedagógico, que também contou com aula sobre as tradições e diversas culturas indígenas existentes no Brasil e no mundo.

 

Os estudantes chegaram ao prédio com olhares curiosos. Em clima de descoberta, as crianças foram recebidas pelo idealizador de uma das exposições em cartaz, o artista plástico mexicano Javier García, conhecido como Biophillick.

Responsável pela mostra “Electro Xamânismos”, o artista plástico indígena falou de forma lúdica sobre as referências a rituais xamânicos do México, explicando o significado das peças de artes plásticas e de objetos que remetem às tradições milenares da cultura indígena Huichol e dos povos mesoamericanos.

 

Com linguagem voltada para o público infantil, o artista mexicano esclareceu dúvidas sobre alguns rituais e crenças realizados pelos índios, como, por exemplo, a representação do Jaguar, um dos animais mais respeitados pela espiritualidade indígena, e a degustação do cacau como forma de “aquecer o coração”.

Após a visita, o artista plástico convidou as crianças para a arena central do MPI, onde coordenou uma meditação guiada, como mecanismo de proteção e relaxamento ao ar livre, provocando os sentidos dos estudantes no exercício de ouvir e observar os sons da natureza.

 

De acordo com Biophillick, a exposição, com foco no resgate da ancestralidade indígena mexicana, resgata a sabedoria dos povos indígenas dentro do seu espaço original. “A dinâmica que fiz com os alunos funcionou como exercício prático de intuição, na busca da sensibilização do público acerca das tradições dos povos originários e de suas raízes ancestrais”, conta.

 

Dando continuidade ao passeio pedagógico, as crianças visitaram outra exposição fixa do memorial, a mostra “Menire Bê Kayapó Djàpêj” (A mulher Kayapó e seu trabalho). Durante o trajeto guiado pela educadora lotada no MPI, Ana Paula Bernardes, as crianças ouviram sobre as tradições e trabalhos da mulher Kayapó.

 

As crianças também aprenderam sobre o artesanato indígena, o modo de celebrar as ocasiões especiais, sobre alimentação e costumes de modo geral. Entusiasmados e cheios de questionamentos, os alunos puderam tocar na farinha de mandioca produzida pelas mulheres Kayapós, enquanto perguntavam sobre o modo de se enfeitar com pinturas no corpo feitas por tintas produzidas de frutas e vegetais.

 

Para a educadora Ana Paula, o passeio extraclasse serve não só para conscientizar a criança sobre a educação patrimonial, mas também para humanizar a cultura indígena para além dos livros antigos de história. “A função do educador é contar a história dos povos indígenas como povo brasileiro, esclarecendo quem são e onde estão os povos originários”, explica.

De acordo com a professora responsável pela turma, Verônica Inácio, esta é uma oportunidade enriquecedora para o processo de aprendizagem das crianças nesta fase. “Nesta ocasião temos a chance de conhecer o Brasil, seu povo e suas raízes. Estamos muito felizes pela riqueza cultural que as crianças estão absorvendo”, conta.

 

 

Fotos: Ludimila Barbosa SECEC/DF