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25/02/21 às 10h55 - Atualizado em 26/02/21 às 21h49

Marçal Athayde devora as cidades em mostra inédita no Museu Nacional

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Texto: Ascom Secec / Edição: Sérgio Maggio (Ascom Secec)

25/02/2021

10:05:02

 

Atenção

Diante do Decreto 41.842, publicado nesta sexta-feira (26.02), no DODF, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) decide fechar, neste sábado (27.02), todos os equipamentos culturais públicos que seguiam abertos, dentro de protocolos de saúde e higiene, desde 18 de setembro de 2020. São eles: Museu Nacional da República (MUN), Centro Cultural Três Poderes (CC3P – composto por Museu da Cidade, Museu Lúcio Costa e Panteão da Pátria), Museu Vivo da Memória Candanga (MCMC) e Memorial dos Povos Indígenas (MPI). Todos estavam funcionando de sexta a domingo, em seis horas por dia.

 

O Museu Nacional da República (MUN) abre. nesta sexta-feira (26.02) a mostra do maranhense Marçal Athayde “Decifra-me ou Te Devoro – O Enigma da Cidade”. A mostra traz a produção recente de telas e esculturas do artista radicado no Rio de Janeiro. Reúne 32 obras que abordam as relações e tensões entre o sujeito e a cidade.

 

“O título é bastante oportuno, a humanidade se encontra diante de um grande enigma, e isso repercutiu imediatamente na minha vida e no meu trabalho, que é alimentado diariamente pelo ir e vir. Tento desde o princípio responder as indagações dessa grande fera, a metrópole. Para tanto, no meu caso, o comportamento de “flâneur” é vital, pois, se não desvendo enigmas, indago e exponho facetas pouco notadas”, explica o autor.

 

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O “flâneur”, figura literária do vagabundo errante e elegante, a se alimentar das cenas propiciadas pelo trânsito de pessoas nas cidades, centros da revolução industrial e da modernidade, era antes de tudo um crítico da sociedade de consumo, apressada demais para perceber as contradições que terminariam por devorá-la.

 

O ANDARILHO E O MITO DA ESFINGE

 

A expressão “decifra-me ou te devoro”, que a exposição pega emprestada do famoso mito da Esfinge de Tebas, com corpo de mulher, leão e águia, funciona como um convite ao autoconhecimento por parte de espectadores e espectadoras diante de suas telas. O enigma em terras helenas ajuda a entender a referência que Peixoto faz à crítica social da situação no Brasil presente no trabalho de Athayde.

 

Para a diretora do MUN, Sara Seilert, com a exposição, “a galeria térreo se transforma em espaço curatorial de experimentação e de artistas fora do eixo ‘mainstream’ das artes”. A ideia, segundo ela, é explorar o espaço como lugar de recortes experimentais de arte contemporânea e da produção local, das artes gráficas, arquitetura, design e linguagens contemporâneas nas artes plásticas.

 

Nascido em Pederneiras (MA), Marçal Athayde mudou-se com a família para São Luís aos sete anos, onde morou até se transferir para o Rio de Janeiro (RJ) em 1985, encorajado pelo vanguardista com pincéis a serviço da pop-art, arte concreta e neoconcreta, Rubens Gerchman (1942-2008).

 

“A produção de Marçal é contemporânea pelo tratamento dado às imagens e pelo olhar carregado de crítica política e social, mas traz em sua essência o mesmo questionamento moderno sobre as relações do sujeito com seu entorno e, mais especificamente no seu caso, do homem com a cidade”, explica o jornalista e pesquisador independente Rafael Peixoto, que divide com o ex-diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage Marcus de Lontra Costa a curadoria da exposição de Athayde no MUN.

 

 “Decifra-me ou Te Devoro – O Enigma das Cidades”

 

Marçal Athayde – Exposição individual

 

Curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Peixoto

 

Museu Nacional da República

 

De 26 de fevereiro a 11 de abril de 2021              

 

De sexta a domingo, das 10h às 16h.

 

Entrada franca.

 

Obrigatório o uso de máscara

 

Além de “Decifra-me ou Te Devoro”, o Museu Nacional está com mais duas exposições em cartaz: “Brasília em Acervo (galeria principal) e “Mobiliário Moderno e Contemporâneo” (Galeria Acervo), ambas até 14 de março, de sexta a domingo, das 10h às 16h.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br