Governo do Distrito Federal
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27/10/20 às 11h56 - Atualizado em 16/11/20 às 14h54

Linha do Tempo Festival de Brasília

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Pesquisa e texto: Alexandre Freire a partir dos livros de Berê Bahia e Maria do Rosário Caetano

Edição: Sérgio Maggio (Ascom/Secec)

09/11/2020

18:44:27

 

1965

Divulgação

Nasce a I Semana do Cinema Brasileiro pelas mãos de Paulo Emílio Salles Gomes. A hora e vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, vence a disputa. O melhor ator, Leonardo Villar, só receberia seu Candango 29 anos depois. Fernanda Montenegro (foto) é a melhor atriz por A Falecida.

 

1966

Arquivo pessoal

Duas musas – Leila Diniz (foto) e Helena Ignez – causam frisson na II Semana do Cinema Brasileiro. A safra de 1966 é boa. Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos de Oliveira leva seis Candangos. A Grande Cidade, de Cacá Diegues, só ganha prêmio de ator coadjuvante (Antônio Pitanga). E Opinião Pública, de Arnaldo Jabor, sai com uma menção honrosa.

 

1967

 

“A Semana do Cinema Brasileiro transforma-se no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e Proezas de Satanás na Vila de Leva-e-Traz, de Paulo Gil Soares, vence a competição. Antonio Carlos Fontoura ganha troféu de melhor curta com Ver-Ouvir. David Neves mostrou Colagem, um ensaio sobre a atriz Luiza Maranhão, musa do Cinema Novo”.

 

1968 

foto: divulgação

No ano do AI-5, Brasília assistiu ao triunfo de O Bandido da Luz Vermelha (foto), filme-manifesto do Cinema Marginal, de Rogério Sganzerla, e do curta Blá-Blá-Blá…, de Andrea Tonnacci, igualmente transgressor. Nelson Pereira dos Santos apresentou o ousado Fome de Amor.

 

 

1969

 

foto: Divulgação

Meteorango Kid: sensação de 1969

 

A rebeldia está nos filmes de 69, agora com outras cores, talvez mais tropicalista, certamente mais debochada. Filmes vencedores: Memória de Helena, de David Neves; Meteorango Kid, herói intergalático, de André Luiz Oliveira (Prêmio Especial do Júri) e Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade – melhor ator (Grande Otelo), cenografia e figurinos (Anísio Medeiros), roteiro (Joaquim Pedro de Andrade) e ator coadjuvante (Jardel Filho).

 

1970

Arquivo/FBCB

“Os Deuses e Os Mortos”

Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra, com Othon Bastos (melhor ator) Norma Bengell e Dina Sfat (melhor atriz), é o grande vencedor da edição (filme, diretor, fotografia, cenografia, trilha sonora). Mas O Profeta da Fome.de Maurice Capovilla, levou seis Candangos numa edição dividida.

 

1971

Crédito: Wladimir Carvalho

Vladimir Carvalho durante a filmagem de “O País de São Saruê” em 1971

Como melhor diretor do melhor filme A Casa Assassinada, Paulo Cézar Saraceni inova com “direção de atores diferente, com grandes gestos”. O que destacou o trabalho de Carlos Kroeber (melhor ator). Nelson Pereira dos Santos enfileira Candangos com Como Era Gostoso o Meu Francês. O filme O País São Saruê, de Vladimir Carvalho, é censurado após ser escolhido pela Comissão de Seleção. Um prenúncio do que estava por vir.

 

1972

Imagem Web

 

1973

Imagem Web

 

1974

Imagem Web

 

1975

O Festival de Brasília renasce. Joaquim Pedro dá a volta por cima a encanta com Guerra Conjugal. Depois de dialogar com a chanchada (no injustiçado Macunaíma), o cineasta mergulha criativamente nos dramas emotivos de Dalton Trevisan. No filme, Elsa Gomes (dama do teatro) brilha como melhor atriz. Milton Gonçalves (melhor ator) fascina público e crítica na pele de Madame Satã em A Rainha Diaba, de Antonio Carlos Fontoura”.

 

1976

Divulgação

Cenas do filme “Xica da Silva”, Cacá Diegues

O Festival torna-se vitrine privilegiada do apogeu da Embrafilme. Xica da Silva, de Cacá Diegues, inaugura o período em que o filme-espetáculo tenta dialogar com as grandes plateias. Zezé Motta (melhor atriz) conquista o país como a escrava que dominou o contratador de diamantes.

 

 

1977

 

Candangos de melhor filme e de diretor ficaram para Tenda dos Milagres, de Nelson Pereira dos Santos, adaptação do romance homônimo de Jorge Amado. O Crime de Zé Bigorna, de Anselmo Duarte, destacou-se com Candangos de roteiro (Lauro Cezar Muniz e Anselmo Duarte), ator (Lima Duarte) e atriz (Lady Francisco).

 

1978

 

Melhor filme para o drama Tudo Bem, dirigido por Arnaldo Jabor. Levou também os prêmios de melhor ator (Nelson Xavier) e ator coadjuvante (Paulo Cesar Pereio), por também ter atuado em Chuvas de Verão, de Cacá Diegues, e A Lira do Delírio, de Walter Lima Jr.

 

1979

crédito: divulgação

Censurado em 1971, O País de São Saruê, de Vladimir Carvalho” entra na Mostra Competitiva e leva o Prêmio Especial do Júri. Muito prazer, dirigido pelo cinemanovista David Neves, é eleito melhor filme. Em médias e curtas-metragens 35mm, Suzana Amaral ganha com “Minha Vida, Nossa Luta

 

1980

foto: divulgação

O Festival quase não aconteceu. Na última hora e às pressas, organizou-se evento sem debates e com pouquíssimos convidados. A qualidade dos filmes salvou a festa. Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, foi o grande vencedor. A TV Globo mostrou a atriz Edna de Cássia, a mestiça Iracema, lavando roupa no quintal de sua casa e anunciou no Fantástico: lavadeira é eleita melhor atriz do Festival de Brasília.”

 

1981

Joaquim Pedro de Andrade, revisitando Oswald de Andrade, faz sutilezas com O Homem do Pau-Brasil (melhor filme), e Djalma Limongi (melhor diretor) apresenta uma divertida história sobre os bastidores do futebol, “Asa Branca, Um Sonho Brasileiro”, com Edson Celulari.” Na lista de premiados, tem ainda Lucélia Santos (melhor atriz por Engraçadinha), Walmor Chagas (ator coadjuvante por Asa Branca) e Dina Sfat (atriz coadjuvante por O Homem do Pau-Brasil).

 

1982

O ano de Tabu (melhor filme), de Júlio Bressane; e de O Segredo da Múmia, de Ivan Cardoso (melhor diretor) deu o Candango de atriz a Vera Fischer e o de ator a Wilson Grey, o homem de 250 filmes.

 

1983

 

Dois longas dividiram as atenções: O Mágico e o Delegado, do baiano Fernando Coni Campos (melhor filme), e Inocência, do fluminense Walter Lima Jr. (melhor diretor) Dois curtas também causaram entusiasmo: Mato Eles?, de Sérgio Bianchi, e Chapeleiros, de Adrian Cooper.

 

1984

FOTO: reprodução

Brasília ganhou rival de peso no Festival de Gramado. Nunca Fomos Tão Felizes, filme de estreia de Murilo Salles, fotógrafo premiado, ganha os Candangos do júri e do público. Chiquinho Brandão brilha no curta A Longa Viagem..

 

1985

 

“A premiação de A Hora da Estrela, primeiro longa de Suzana Amaral, foi recebida com calorosos aplausos. Dos treze Candangos em disputa, o filme baseado em Clarice Lispector arrebataria dez. Nascia a estrela de Marcélia Cartaxo. Meses depois, ele ganharia o Urso de Prata em Berlim.”

 

1986

Arquivo FBCB

A Cor do Seu Destino, do chileno-brasileiro Jorge Duran, movimentou o Festival, com Candangos de filme, diretor, roteiro e atores coadjuvantes (Chico Diaz e Julia Lemmertz). O ousado Vera, de Sérgio Toledo, deu o Candango de atriz a Ana Beatriz Nogueira (Urso de Prata de atriz em 1987), que dividiu o prêmio com Louise Cardoso (Baixo Gávea), A meninada encantou-se com os bonecos de Álvaro Apocalypse, alma de A Dança de Bonecos, vencedor do Festivalzinho.

 

1987

Anjos da Noite, de Wilson Barros, consagra o neorrealismo ao se destacar entre filmes de temática político-social como O País dos Tenentes, de João Batista de Andrade, e Fronteira das Almas, de Hermano Penna. Carla Camurati desponta como melhor diretora pelo curta A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal.

 

1988

 

O Festival foi realizado num multiplex e o público histórico e cinéfilo revoltou-se. A Embrafilme, cada vez mais questionada, via os longas-metragens perderem força, e os curtas brilharem com Garota das Telas, Caramujo-Flor e O Mundo Perdido de Kozák.

 

1989

 

O Festival volta ao Cine Brasília. Lúcia Murat estreia no longa Que Bom Te Ver Viva e leva o Candango de melhor filme. Júlio Bressane (melhor diretor) leva o padre Antônio Vieira para a tela em Os Sermões.

 

1990

Na desastrosa Era Collor, Embrafilme e Concine desaparecem, e a produção brasileira entra em transe. Um ator, Chiquinho Brandão por Beijo 2348/72, e um filme, o documentário Conterrâneos Velho de Guerra, de Vladimir Carvalho (melhor curta e diretor da Mostra 16mm) levantam os ânimos.”

 

1991

Com histórica recusa dirigida à atriz Cláudia Raia, a musa dos anos Collor, estrela de Matou a Família e Foi ao Cinema, de Neville d´Almeida (melhor diretor), o público de Brasília ganha fama de mais engajado e participante do circuito festivaleiro. O Corpo, de José Antônio Garcia, é o grande vencedor

 

1992

A produção brasileira, que atingira 80 títulos nos anos de ouro, estava reduzida a cinco ou seis longas. O Festival caçava cineastas a laço. Entrou-se no tempo do vale tudo. A Maldição de Sanpaku (melhor filme), de José Joffily e Perfume de Gardênia, de Guilherme de Almeida Prado, são os concorrentes de peso. Simplesmente, dividiram todos os Candangos. As sessões tinham público recorde.

 

1993

O Festival de Brasília foi palco dos últimos instantes de Grande Otelo em solo brasileiro. Ao sair de Brasília, ele morre em Paris. Alma Corsária, de Carlos Reichenbach, aguardando até o último instante, levantou o nível do Festival, ganhando os principais Candangos (filme, diretor, roteiro e montagem) . As atrizes Norma Bengell, Maria Zilda Bethlen e Lucélia Santos dividiram o Candango de atrizes.

 

1994

Michelangelo Antonioni visitou Gramado e causou furor. Brasília não ficou no prejuízo. Recebeu Bernardo Bertolucci em sua edição de 1994. O diretor italiano homenageou Gianni Amico e recebeu um Candango especial. Louco por Cinema, de André Luiz Oliveira, foi exibido em sessão abarrotada e sagrou-se o vencedor.

 

1995

No ano do Centenário do Cinema, a palavra de ordem no Brasil é a retomada e O Judeu, de Tob Azulay, filme com quase uma década para chegar à finalização, registra os tempos da Inquisição. Desprezado pelo júri oficial, O Mandarim, de Júlio Bressane, ganha o Prêmio do Júri.

 

1996

 

O então secretário de Cultura e Esportes, o cineasta Silvio Tendler promete fazer a melhor edição de todos os tempos e monta um edição robusta com oficinas e mostras paralelas, como a de filmes recuperados da Cinemateca. Na Mostra Competitiva, filmes de primeira linha competem aos Candangos numa disputa acirrada entre Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira (melhor filme), Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (melhor direção), e Como Nascem os Anjos, de Murilo Salles (Prêmio Especial do Júri).

 

1997

No ano do 30º aniversário do Festival, júri dividiu-se entre dois ganhadores: Miramar e Anahy de las Misiones. Mostra relembrou premiados históricos e homenageou Paulo Emílio com seus filmes prediletos. O Prêmio Unesco para diretor estreante foi dividido entre Sérgio Silva e Aurélio Michiles. O melhor curta foi o metalinguístico e divertido 5 Filmes Estrangeiros.

 

1998

Amor & Cia, de Helvécio Ratton, que ambientou o mundo de Eça de Queiroz nas Minas Gerais, foi o vencedor. Um curta hilariante e muito talentoso, Amassa que Elas Gostam, dialogou com a pornochanchada e levou o Candango. Brasília discutiu política cinematográfica em seu seminário de maior envergadura, preparando as bases do III Congresso Brasileiro de Cinema.

 

1999

Santo Forte triunfa e Brasília reconhece o cineasta [Eduardo Coutinho] que se reinventou no cinema documental. Júlio Bressane ganha mais um Candango de diretor por “São Jerônimo”. Público e júri se encantam com o trabalho de Fernanda Torres em “Gêmeas”, de Andrucha Waddington.

 

2000

Bicho de Sete Cabeças (melhor filme) comove plateia, que vaia, antes da exibição, Rodrigo Santoro (melhor ator), por ser televisivo, e, depois da sessão, aplaude calorosamente o intérprete. Pela primeira vez, a filha (Laís Bodanzky) de um cineasta premiado com o Candango (Jorge Bodanzky) leva a mesma láurea para casa. Brava Gente Brasiliera, de Lucia Murat, é outro destaque, indicando que esta edição é das mulheres.

 

2001

Lavoura Arcaica e Samba Riachão dividem o Candango. Beto Brant, que competia pela primeira vez no Festival de Brasília, ganha o prêmio de melhor diretor. O sambista Riachão leva a plateia ao delírio ao cantar Saudade à capela. E o titã Paulo Miklos causa furor em solo rapper com Sabotage.

 

2002

Amarelo Manga revela a força do cinema pernambucano e consagra Cláudio Assis com a tríplice coroa: melhor filme para o júri oficial, a crítica e o público. Uma sigla B.O. (Baixo Orçamento) entra em debate. Cineastas jovens questionam os grandes orçamentos com filmes bons e baratos e elegem, informalmente, uma musa: Dira Paes.

 

2003

Filme de Amor mostra Júlio Bressane em diálogo com o sublime. É o terceiro Candango de melhor filme da carreira. Rogério Sganzerla, diretor de O Bandido da Luz Vermelha, que morreria dois meses depois, traz O Signo do Caos. Paulo César Pereio ganha o Candango de melhor ator.

 

2004

Festival aposta em filmes inéditos e mostra, em primeira mão, dois longas dedicados a Lula: Entreatos e Peões. Neste último, Eduardo Coutinho narra memórias do ABC Paulista e ganha seu segundo Candango. Leonardo Medeiros (Cabra-Cega) e Zezeh Barbosa (Bendito Fruto) emocionam com seus desempenhos. O projeto Ancinav coloca-se no centro dos debates.

 

2005

Divulgação/Eu me Lembro

 

O Festival passa a apostar em curtas e longas 100% inéditos. Dá seu primeiro passo mais ousado e amplia sua credibilidade. A Ancinav, depois de muita polêmica e muita oposição, desmancha-se no ar. Eu me Lembro consagra Edgar Navarro, um anarquista para toda a vida. Emocionado com o monte de troféus Candango, ele cai no palco e regressa à Bahia com o pé enfaixado.

 

2006

 

Baixio das Bestas reafirma o talento transgressor de Cláudio Assis, mas desta vez sem unanimidade. O filme dividiu o público e rendeu vaias ao diretor. Depoimento de Thiago de Mello sobre José Lins do Rego comoveu a plateia. Documentário de Sílvio Tendler

sobre o geógrafo Milton Santos foi o escolhido do Júri Popular.

 

2007

Júlio Bressane (Cleópatra, melhor filme) e Laís Bondasky (Chega de Saudade) dividem a plateia e as preferência do júri. Festival aposta na descentralização cultural com filmes de diversos estados. Finalmente, a edição se rende a Paulo Gil Soares e seu Proezas de Satanás na Vila de Leva-e-Traz.

 

2008

Filmefobia, de Kiko Goifman, ganhou o Candango de melhor longa-metragem, segundo o Júri Oficial. O resultado dividiu o público no Cine Brasília. A plateia já havia vaiado o cineasta quando ele subiu ao palco para receber o prêmio da crítica. Para o Júri Popular, o melhor longa-metragem foi À Margem do Lixo, de Evaldo Mocarzel.

 

2009

 

É Proibido Fumar, drama escrito e dirigido por Anna Muylaert, seu segundo filme, conta uma história de solidão nas grandes cidades. Foi o grande vencedor do Festival de Brasília nesse ano, ficando com oito estatuetas, entre elas os Candangos de filme, ator (Paulo Miklos), atriz (Glória Pires), roteiro (de Anna) e trilha sonora.

 

2010

Uma transexual que concilia a prostituição com a vida acadêmica, um atendente de telemarketing integrante da torcida organizada Galoucura e participante do movimento Hare Krishna e um escritor desiludido sustentado pela mãe. Estes são os personagens do premiado O Céu Sobre os Ombros, vencedor de cinco troféus Candangos no 43º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro (melhor filme, direção, roteiro, montagem e prêmio especial do júri).

 

2011

Hoje, de Tata Amaral, é o melhor filme desta edição. Baseado no livro Prova Contrária, de Fernando Bonassi. Estrelado por Denise Fraga (melhor atriz) e César Troncoso, o longa conta a história de ex-militante às voltas com recordações de sofrimentos na ditadura militar no Brasil. Levou ainda Candangos de roteiro, direção de fotografia, de direção de arte e Prêmio da Crítica.

 

2012

Na categoria longa-metragem de ficção, dois filmes dividiram o Candango: Era Uma Vez Eu, de Verônica de Marcelo Gomes, e Eles Voltam, de Marcelo Lordello. O documentário vencedor foi Otto, de Cao Guimarães. A melhor direção de ficção ficou para Daniel Aragão com Boa sorte, meu amor, e Petra Costa levou a melhor direção de documentário por Elena.

 

2013

 

Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán, foi o grande vencedor da mostra competitiva do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme recebeu o prêmio de melhor longa-metragem de ficção e outro Candango de som. O melhor documentário fica com O Mestre e o Divino, de Tiago Campos.

 

2014

 

O documentário de Adirley Queirós, Branco Sai, Preto Fica, que retrata o apartheid racial no Brasil, garantido com perversidade pela polícia, fica com o Candango de Melhor Filme. O filme faz parte de um movimento de criação cinematográfica sediado em Ceilândia.

 

2015

Os filmes Big Jato, de Claudio Assis, e Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba, foram os destaques do Festival. Além do prêmio de melhor filme, o longa-metragem pernambucano conquistou mais quatro Candangos – ator (Matheus Nachtergaele), atriz (Marcélia Cartaxo), roteiro e trilha sonora. A película de Muritiba ficou com seis prêmios.

 

2016

Divulgação/A cidade onde envelheço

A Cidade onde Envelheço, dirigido por Marília Rocha, fica com o Candango mais cobiçado, além dos de melhor direção, atriz (dividido entre Elisabete Francisca e Francisca Manual) e ator coadjuvante (Wederson Neguinho). O longa mostra o reencontro de duas amigas portuguesas em Belo Horizonte, envoltas em ressignificações e sensualidade na terra estrangeira.

 

2017

Divulgação/Arabia

 

Arábia, drama dirigido pela Affonso Uchôa e João Dumans, é baseado no conto homônimo de James Joyce. O filme segue a história de um jovem que encontra o diário de um metalúrgico, revisitando suas memórias. Ficou com os Candangos de filme, ator (Aristides de Sousa), trilha sonora e edição.

 

2018

Divulgação/Temporada

 

Temporada, drama escrito e dirigido por André Novais Oliveira, conquistou cinco prêmios no Festival, entre os quais o de atriz para Grace Passô. O filme retrata Juliana, que sai do interior de Minas para trabalhar na região metropolitana de Belo Horizonte, onde lida com a temporada longe do marido e diante de velhas questões como misoginia e racismo.

 

2019

foto: reprodução

52º Festival de Brasília (2019) – A Febre, de Maya Da-Rin

O Candango de melhor filme ficou com A Febre, da cineasta e artista visual Maya Da-Rin. Conta a história de um vigilante (Regis Myrupu) de porto de cargas em Manaus que desenvolve estranha febre quando a filha (Rosa Peixoto) se prepara para ir estudar medicina em Brasília. Além de melhor longa e da melhor direção, levou ainda como melhor ator (Murupu), fotografia e melhor som.

 

Fontes de Pesquisa:

“Festival 40 anos, a Hora e Vez do Filme Brasileiro”, de Maria do Rosário Caetano.

“30 Anos de Cinema e Festival, a História do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, coordenação de Berê Bahia.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec) 

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br