Governo do Distrito Federal
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13/04/18 às 18h36 - Atualizado em 13/11/18 às 15h31

Lançado 4º Festival de Filmes de Curta-Metragem das Escolas Públicas de Brasília

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Iniciativa é fruto de parceria entre as Secretarias de Educação e Cultura

 

Sara Rocha, coordenadora de Audiovisual da Secretaria de Cultura, ao lado do Secretário de Educação, Júlio Gregório

 

Professores e estudantes, que também são atores, atrizes e premiados profissionais de cinema. Esse foi o público que compareceu ao evento de lançamento do 4º Festival de Filmes de Curta-Metragem das Escolas Públicas de Brasília – homenagem à Doutora em Educação, Laura Coutinho, que aconteceu nesta sexta-feira (13), no Espaço Israel Pinheiro. O Festival é uma parceria entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Cultura, por meio da Gerência de Produção e Difusão de Mídias Pedagógicas – GMIP/Canal E.

 

Poderão participar do Festival estudantes matriculados na rede pública que estejam cursando o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), Ensino Médio, Educação Profissional ou Educação de Jovens e Adultos (EJA). As inscrições estarão abertas entre os dias 09 de julho e 10 de agosto para filmes com até 5 minutos sob o tema “O que você tem a ver com a corrupção?”.

 

O Festival tem por objetivo dar visibilidade à produção audiovisual dos estudantes, inserindo as 30 obras mais bem avaliadas no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com premiação em nove categorias, incluindo júri popular. Além disso, também visa contribuir com a formação de plateia no audiovisual, por meio de oficinas que incluem os educadores.

“Esta atividade é mais uma parceria muito exitosa entre as Secretarias, que propicia o desenvolvimento dos estudantes nesta linguagem que eles dominam muito bem, por meio de uma atividade que lhes é atraente. Eles participam com alegria e curiosidade, gerando um protagonismo dos alunos”, declara o Secretário de Educação, Júlio Gregório.

 

Segundo ele, mais de 250 mil estudantes já participaram do Festival, seja ativamente ou como expectadores, e já foram produzidos mais de 400 filmes. “Essa é uma evidência do sucesso de projetos pedagógicos que geram uma aprendizagem significativa fora dos muros do chamado prédio escolar”, comemora o Secretário.

 

Sara Rocha, coordenadora de audiovisual da Secretaria de Cultura, afirma que o Festival vem ao encontro das necessidades pedagógicas atuais, com a democratização do acesso a dispositivos de filmagem, principalmente por meio de celulares. “Poder incentivar iniciativas como essa miram na qualificação desses jovens para que eles possam de fato ter uma inserção cada vez mais amparada e visibilizada nesse mercado de audiovisual que hoje é super insurgente”, afirma.

 

“O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais tradicional do País, recebe essa iniciativa com uma alegria muito grande, pois é de fundamental importância no sentido da gente formar novos públicos, sensibilizar e qualificar as próximas gerações produtoras de audiovisual”, complementa.

 

A homenageada desta edição, Laura Coutinho, ressalta que o Festival coroa sua trajetória de 25 anos trabalhando na formação de professores. “É preciso haver uma educação audiovisual, pois trata-se de uma dimensão fundamental para o aprendizado atualmente”, explica.

 

Protagonistas

 

Os grupos de alunos responsáveis pelos curtas vencedores de prêmios em diversas categorias da 3ª edição estavam presentes, e falaram da importância da iniciativa. “Gosto de ressaltar que é muito importante a visão pública para a arte, para nos mostrar que dá para seguir uma carreira no audiovisual, para quem se interessa, e para conhecer esse mundo da cinematografia”, afirma Axel Adriel, de 17 anos, que cursa o 2º ano no Centro de Ensino Médio Paulo Freire. Seu grupo foi premiado em duas categorias, com dois filmes em 2017: Melhor Abordagem do Tema com “Entre chicletes e pichações”, e Melhor Filme do Festival com “Not Easy”.

 

Richard Oliveira, de 14 anos, também participou de filmes premiados em 2017. Cursando o 9º ano no Centro de Ensino Fundamental de Santa Maria, já está se preparando para submeter novos trabalhos. Para ele, o mais interessante no processo é demonstrar a capacidade de produzir algo de qualidade. “A experiência é muito boa, podemos aprender mais, compartilhar nossas experiências com outras pessoas. O pessoal olha para a gente e sabe que a gente consegue fazer. Vamos fazer novos filmes e esperamos ganhar novos prêmios”, torce.

 

Para a equipe pedagógica, a iniciativa também é inspiradora. Josué Mendes, vice-diretor do CEM Paulo Freire, explica que trabalhar com o cinema é algo “fabuloso”. “Temos que incorporar o audiovisual à cultura da escola. Quando o aluno faz cinema, ele vê uma possibilidade de transformar e trazer essa transformação para o contexto dele. Sem contar que a gente usa algo do mundo deles, a tecnologia do dia-a-dia. A escola só ganha em investir no audiovisual”, afirma, e recomenda que todas as instituições de ensino da cidade tenham um núcleo para realizar trabalhos na área.

 

Entre os dias 23 de abril e 06 de junho, às segundas e quartas, serão oferecidas oficinas de audiovisual nas escolas, como atividade preparatória para o Festival. O agendamento é realizado pelo telefone (61) 3901-6917.