Governo do Distrito Federal
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24/08/15 às 12h49 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Juventude que sonha – Nininha Albuquerque

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Se você perguntar por Ana Carolina Albuquerque, pode ser que muita gente não saiba quem é. Mas se você disser “Nininha”, já é outra história. Aos 24 anos, Nininha é dançarina de danças urbanas e produtora de eventos bem conhecida no Distrito Federal. À frente da famosa Jam do Museu por quatro anos, Nininha dança desde os seis. A dança é uma paixão tão forte quanto a de produção de eventos. Prova desse amor compartilhado é que o festival “Ser Negra”, produzido por ela, tambémestá indo para o quarto ano.

Atualmente morando no Setor de Clubes Sul, vive em Brasília há cerca de 10 anos, mas nasceu e cresceu em Luziânia (GO). “Chegou um tempo que já não dava mais pra viver lá. As oportunidades e o fazer artístico me chamavam pra Brasília”, explica. Dançava por hobby, fez diversos cursos ao longo de sua vida, mas depois que entrou na faculdade de dança, o compromisso ficou ainda maior, principalmente agora, que está no último semestre.

Tanto na dança quanto na produção de eventos, Nininha busca independência: “Quero trabalhar de uma maneira que a coisa fique viva e não fique dependente de ações governamentais, que a coisa sobreviva por si só. A gente trabalha assim, pensando em mover essa cultura para que… é porque o pessoal da dança gosta de mover, né?”, brinca.

Ela explica que, ultimamente, tem trabalhado mais na produção de eventos de arte e cultura, sempre pensando “maneiras alternativas pra que não fique dependente”. “Durante um longo tempo, eu me vi dependente de ter um dinheiro pra gente fazer [os eventos], porque a gente se vê dependente, e eu falei: ‘cara, não dá pra gente ficar assim’, então vamo começar a pensar em como gerar esse produto artístico, esse evento, esse festival, qualquer manifestação que seja que sobreviva por si só e aí a gente tem tentado fazer coisas assim”, conta.

“Que difícil essa”, responde rindo quando perguntada sobre seu sonho, que vale para todos os artistas do DF: “meu sonho de verdade é que Brasília pare de exportar tanto artista. Que a gente pare de querer ir embora, que nem eu, tô super com vontade às vezes de ir embora, assim… meu sonho é esse, que a gente consiga gerar um mercado que supra a si mesmo, que a gente pare de ir embora”. “Além do sonho de padaria bem gostoso”, complementa, sempre brincando, até quando está falando sério.

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