Governo do Distrito Federal
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13/09/19 às 17h43 - Atualizado em 13/09/19 às 17h43

Jornadas do Patrimônio- Ciclo de palestras celebra o patrimônio do Distrito Federal

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Dando continuidade as celebrações do dia do patrimônio, comemorado no último dia 17 de agosto, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, (Secec) juntamente com a Secretaria de Estado de Educação organizaram a Jornada do Patrimônio 2019. O evento, realizado nesta quinta e sexta (12 e 13) foi dedicado ao debate entre professores, agentes culturais, autoridades e sociedade civil acerca da valorização da educação patrimonial.

 

Liderado pela Subsecretaria de Patrimônio Cultural da Secec, o ciclo de palestras aconteceu no Espaço Cultural Renato Russo e teve como eixo temático a história da pré-Brasília, resgatando a memória do Distrito Federal antes e durante da construção da cidade. Com o foco em conscientização da importância da educação patrimonial, a jornada contou com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (IPHAN), professores da rede pública de ensino, membros da Universidade de Brasília e público em geral.

 

Abrindo o seminário, o subsecretário de Patrimônio Cultural da Secec, Cristian Brayner deu as boas vindas aos presentes e ressaltou a relevância do debate sobre os tipos de patrimônio. De acordo com ele, as discussões geradas durante as rodas de conversa servirão como subsídio para enfrentar os desafios de como investir efetivamente em parcerias, quando se trata de conservação e restauro dos equipamentos culturais e patrimônio. O subsecretário destacou as parcerias com a superintendência do IPHAN e a Secretaria de Educação do DF, ressaltando o êxito das ações celebradas entre eles.

 

Para Brayner, o momento marca a reflexão sobre o real sentido de legado. “Este momento que estamos celebrando nesses dias tem exatamente como intenção, não apenas garantir que a gente aprenda no sentido literal da palavra, mas apenas identificar umas demandas que ficam esganiçadas acerca do patrimônio material e imaterial”, destaca.

 

Entre os destaques da mesa o subsecretário de Educação Básica da SEEDF Helber Ricardo Vieira fez um pronunciamento focado em identidade e pertencimento patrimonial passado desde a infância nas escolas. Helber filosofou sobre a importância em ensinar para os alunos o verdadeiro significado do patrimônio. Finalizou “Não se importa o quanto se sabe, só se sabe o quanto se importa”.

 

Fechando a abertura da jornada a superintendente do Iphan DF Ione Carvalho destacou a ideia de tornar Brasília uma cidade humanizada, pedindo uma sociedade unida em prol de cuidar e valorizar a capital continental para ganhar visibilidade entre as autoridades. “Precisamos dar valor ao que realmente tem valor”, enfatiza.

 

Abrindo o ciclo de palestras, educadores e entusiastas da educação patrimonial interagiram com a plateia, mostrando as experiências das aulas referentes ao tema, projetos, saídas de campo e memórias culturais da cidade, como fotografias, obras e cartas feitas por alunos, com uma perspectiva sobre a “Brasília do futuro”.

 

Durante a roda de conversa “Educação, Patrimônio e Diálogos possíveis”, educadores expuseram o que vem sido feito no dia a dia acadêmico. Um dos palestrantes, o professor Luiz Guilherme, relatou emocionado como conseguiu inserir a consciência de pertencimento ao patrimônio com seus alunos. Através de aulas extraclasses abortando identidade cultural no meio ambiente, Guilherme explorava ao máximo em aulas ao ar livre o reconhecimento do ser humano dentro do meio em que vive. O educador citou o trecho do livro “Os Estatutos do Homem”, do autor Thiago de Mello, despedindo-se das salas de aula, em virtude de sua aposentadoria. “O homem, confiará no homem, como um menino confia em outro menino”, declamou.

 

Fechando as experiências do debate, a roda de conversa contou com os relatos das professoras que atuam à frente do projeto da Secec, em parceria com a Seedf – Cultura Educa/Territórios Culturais. As educadoras Ilane Nogueira, Karoline Pacheco e Maria Paz, relataram as experiências em atuar dentro dos equipamentos culturais e como recebem o retorno dos alunos.

 

Interagindo com estudantes da rede pública de ensino do DF de todas as idades, Ilane Nogueira, que coordena o projeto “Escola Vai ao Cinema” e “Concerto Didático” conta o impacto causado na vida dos estudantes durante a programação. Ela explica a sensação de pertencimento local dos alunos em eventos culturais é o principal foco das atividades que acontecem durante todo o ano letivo. “O objetivo de expandir estas iniciativas desenvolva  a perspectiva de apropriação cultural nas crianças, estimulando o sentimento com a região que eles vivem”, explica.

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