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18/11/19 às 16h29 - Atualizado em 18/11/19 às 16h47

Joias do romantismo formam o repertório da Orquestra Sinfônica no concerto desta terça

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No programa, Borondin, Smetana e Strauss, com solo de Moisés Pena no oboé

 

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) revisita o romantismo no concerto desta terça-feira (19), no Cine Brasília, apresentando três de seus maiores expoentes: Borondin, Smetana e Strauss. A apresentação com entrada franca sob a regência do maestro Cláudio Cohen é a última no local antes do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa na sexta-feira, 22.

 

De Aleksandr Borodin (1833 – 1887), a Orquestra executará a “Sinfonia nº 2 em Si Menor”. Borodin nasceu em S. Petersburgo e integrou o grupo dos cinco (ao lado de Mily Balakirev, César Cui, Modest Mussorgsky e Nikolai Rimsky-Korsakov). “Já falamos aqui várias vezes deles. Esses autores estavam empenhados em trazer à música clássica uma nota genuinamente russa”, explica Cohen.

 

Borodin, químico profissional, tinha uma formação musical limitada, dizendo-se mesmo músico de fim de semana. Segundo o regente da OSTNCS, a Segunda Sinfonia é, juntamente com a ópera “Príncipe Igor” (que inclui as famosas Danças Polovetsianas), uma das obras primas do compositor russo.

 

A composição desta sinfonia teria começado em 1869 e concluída em 1876, estreando em 1877 com pouco sucesso. Audiências posteriores, contudo, transformaram-na não somente numa das mais populares obras de Borodin, mas a mais interpretada e conhecida obra do Grupo.

 

Outro autor da noite é o tcheco Bedřich Smetana (1824-1884) com a “Abertura da Ópera a Noiva Vendida”. Trata-se de uma ópera cômica, sendo a segunda das oito obras do gênero escritas pelo autor. Representada em três atos, estreou em Praga em 1870. Teve boa aceitação do público e passou a ser a única ópera de Smetana que, desde então, permanece no repertório lírico fora da República Checa.

 

O alemão Richard Strauss (1864-1949), autor associado ao estilo neoclássico, é o terceiro compositor da apresentação. A peça escolhida é “Concerto para Oboé e Orquestra”. Sobre esta obra, composta no final da vida do autor, pode-se dizer que é um regresso ao estilo romântico de sua juventude.

 

Strauss teria recebido a encomenda de compor um concerto para oboé de um soldado dos Estados Unidos que o havia visitado na Alemanha depois da Segunda Guerra. Este militar, John de Lancie, era oboísta da Orquestra de Pitsburgo. A princípio, Strauss desconsiderou a solicitação, mas depois mudou de ideia, e o concerto de estreia aconteceu em 1946 em Zurique. Lancie mais tarde se tornou o primeiro oboé da Orquestra da Filadélfia por 30 anos.

 

No concerto desta terça, ao oboé, a OSTNCS terá o solista Moisés Pena. Natural de Belém do Pará, o componente da sinfônica completa 20 anos de carreira este ano e vê na oportunidade de tocar a peça do compositor alemão uma comemoração: “Estou muito feliz. É das obras mais belas de Strauss e uma das mais importantes do repertório de Oboé, celebrada em todo mundo. Aproveito para convidar o público para desfrutar conosco deste momento raro”.

 

Serviço
Bedřich Smetana, “Abertura da Ópera a Noiva Vendida”
Richard Strauss, “Concerto para Oboé e Orquestra”
Solista Moisés Pena
Alexander Borodin, “Sinfonia nº 2 em Si Menor”
Regência: Cláudio Cohen
Entrada franca
Acesso por ordem de chegada até lotação do espaço. Os portões são abertos às 19:15 para idosos e pessoas com deficiência e às 19:30 para o público em geral.
Cine Brasília, Entrequadra Sul 106/107
Dúvidas e informações: 2017-4030