Governo do Distrito Federal
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22/07/19 às 16h43 - Atualizado em 22/07/19 às 16h43

Instituto Niemeyer propõe atividade no aniversário de 60 anos de Brasília em 2020

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Espaço dedicado ao arquiteto no Centro Cultural Três Poderes pode ganhar mostra permanente

 

Os 60 anos de Brasília em 2020 podem ganhar mais brilho com uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, dono do traço que deu à capital a modernidade de seus edifícios e monumentos. A diretora executiva do Instituto Niemeyer, Cristiane Camargo, visitou hoje (22) o secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Adão Cândido, para lhe apresentar a proposta de fazer na capital uma edição do Fórum Mundial Niemeyer (FMN).

 

Durante a primeira edição do evento, em 2018, no Rio, cidade natal do arquiteto de Brasília, estabeleceram-se como projetos do FMN a criação de um prêmio internacional que contemple projetos em arquitetura e humanismo, abrangendo soluções urbanas, acessibilidade, sustentabilidade, entre outras, e também de um curso de “Arquitetura e Humanidades”.

 

“Temos o maior interesse na proposta porque entendemos que há sinergia entre as ações de aniversário de Brasília e homenagem a Niemeyer. Precisamos agora desenvolver o projeto e procurar apoiadores e financiamento”, disse Cândido. “Vamos avaliar o que será melhor, se desenvolver uma ação do Fórum aqui ou trazê-lo para a capital”. Nesse sentido, participaram do encontro dois subsecretários da pasta: do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner, e de Difusão e Diversidade Cultural, Pedro Paulo de Oliveira (Pepa).

 

Os esforços convergem também porque em 2020 o Rio terá o Congresso Mundial de Arquitetura, com a previsão de visita de 20 mil profissionais de todo mundo, realização da União Internacional de Arquitetos (UIA) e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), batendo postulações semelhantes para sediar o evento das cidades de Paris e Melbourne (Austrália).

 

Espaço Niemeyer e MAB

 

“Há um desejo da Secec de garantir uma mostra permanente no Espaço Oscar Niemeyer e somar no processo de educação patrimonial”, diz Brayner, referindo-se ao equipamento dedicado à memória do arquiteto, atualmente fechado para reformas, situado no Centro Cultural Três Poderes, um dos locais que estarão revitalizados para os 60 anos da capital.

 

Brayner também vê com otimismo a aproximação com o Instituto Niemeyer, pensando na reabertura do Museu de Arte de Brasília, na orla do lago Paranoá, que tem reabertura prevista para o início do próximo ano e cujo acervo, de peças modernistas, seria enriquecido com obras de mobiliário assinadas pelo arquiteto. Ele revelou ainda que a Secec dispõe de croquis de Niemeyer para construção de bibliotecas públicas nas regiões administrativas e enxerga na parceria um caminho para lhes dar corpo.

 

A visita da diretora do Instituto, foi acompanhada pela subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria de Justiça e Cidadania, Adriana Faria, que pleiteia que maquetes da capital sejam disponibilizadas para a educação patrimonial e o desenvolvimento do senso de pertencimento de estudantes que moram no DF. Isso diminui, em tese, atos de vandalismo, em linha com a importância que o GDF atual dá à conservação do patrimônio.