Governo do Distrito Federal
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8/04/14 às 14h58 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Hospital de Ceilândia recebe Circuito de Ocupação Cultural

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Almoço cultural busca humanizar ambiente hospitalar

Os funcionários do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) participaram na última sexta-feira (4) de almoço musical com apresentação do compositor e instrumentista Arun Violão Cósmico. A programação faz parte do Circuito de Ocupação Cultural para Saúde, projeto da Fiocruz Brasília em parceria com o GDF.

O objetivo do projeto é promover atividades artísticas, culturais e educativas nos hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atendimentos Psicossociais (Caps) e Fiocruz de Brasília.

A iniciativa de levar manifestação cultural para os equipamentos de saúde pretende colaborar para a valorização, qualificação e humanização dos ambientes de cuidado e mostrar a importância da saúde e da qualidade de vida para os servidores e usuários.

O compositor e instrumentista Arun é o criador do violão cósmico, modalidade que é ponte entre o cavaquinho e violão. O show reuniu cerca de 300 pessoas no refeitório do hospital. Clássicos da música popular brasileira como “Aquarela do Brasil” do compositor Ary Barroso e “Eu sei que vou te amar” de Vinicius de Morais fizeram parte do repertório.

A residente Sofia Santana acredita que a iniciativa foi importante para “mudar a rotina de trabalho e deixar os funcionários com um estado de espírito mais leve”.

Para ela, o projeto é interessante principalmente em um ambiente hospitalar. Já para o cozinheiro do HRC Rubério Souza, iniciativas como essa são boas porque acalmam, distraem e tiram o foco da doença.

Música Meditativa Popular Brasileira

Para Arun, a experiência foi muito rica. “A música cria um certo campo magnético. No caso da minha música, é um campo de descanso, de alívio, de volta ao lar interior. E deu pra sentir que alguns foram tocados por esse campo que acontece com o violão cósmico”, conta.

O instrumentista explica que cultura é valorizar tudo que caracteriza o espírito humano. “Se em nossa sociedade estas características forem mais valorizadas, então grandes transformações poderiam acontecer. A função das atividades culturais seria dar e preservar a vitalidade dos espaços de saúde, de forma que o próprio espaço em si já seria uma ferramenta de cura. Imagine o quanto mais pacífico e humanizado pode se tornar o sistema de saúde, levando em consideração o essencial do conceito de cultura. Paz, desaceleração e alegria são alguns resultados. A arte consciente está comprometida em impactar beneficamente as pessoas”, afirma.

Arun diz fazer apresentação “na qual o protagonista é a percepção de cada um, que será irradiada pela harmonia e contentamento de sua música”. Instrumentista de características muito especiais, ele define a sua música como Meditativa Popular Brasileira. O compositor iniciou seus estudos de violão clássico no Rio de Janeiro, buscou o aperfeiçoamento na Alemanha e enriqueceu sua prática e conhecimento musical na Índia.