Governo do Distrito Federal
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23/09/13 às 19h19 - Atualizado em 13/11/18 às 14h39

Homenagem ao pioneiro Walter Mello na noite de premiação do Festival de Cinema

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Um dos criadores da Semana do Cinema Brasileiro – que veio a se tornar Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Um dos últimos remanescentes das primeiras comissões de premiação. Ex-integrante da comissão de seleção do Festival de Brasília nos anos de chumbo, quando selecionou filmes antológicos como Meteorango Kid – O Herói Intergalático, de André Luiz Oliveira, e O Bandido da Luz, de Rogério Sganzerla. Walter Mello já fez muito por Brasília e pelo cinema brasileiro. Em reconhecimento a todo este trabalho, o pioneiro, hoje com 85 anos, será homenageado na noite de premiação do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontece nesta terça-feira, 24, com um Troféu Candango.

A história de Walter Mello se mistura com a história dos primeiros anos da capital brasileira. O soteropolitano mudou-se para Brasília ainda na década de 1960, quando o jornalista Narceu de Almeida o convidou para trabalhar na Master Discos, que viria a ser a primeira loja de discos especializada em jazz e bossa nova criada na nova capital, de propriedade do também pioneiro André Reis. De lá para cá, já são 53 anos.

O contato com a família Almeida Reis levou Walter Mello também ao cinema. Na casa de Zilá Reis, irmã de Narceu e esposa de André, nasceu o Cineclube de Cinema de Brasília, que Walter Mello freqüentava ao lado de nomes como Geraldo Sobral, Rogério Costa Rodrigues e Cleide Almeida. Já como funcionário da Fundação Cultural do Distrito Federal, Mello participou da criação da Semana do Cinema Brasileiro, idealizada pelo então diretor da FCDF, Carlos Augusto de Oliveira, e pelo jornalista José Vieira Madeira. Viu como atuava o coordenador Paulo Emílio Salles Gomes. Depois, tornou-se programador da Escola Parque, do Cine Cultura e membro do júri do recém-criado Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Atualmente, Walter Mello está aposentado e ainda reside em Brasília. Já foi reconhecido como Cidadão Honorário de Brasília e é Detentor do Mérito Cultural. Aguardava com ansiedade seu Troféu Candango: “Ver meu trabalho, anônimo, ser reconhecido vai ser uma das maiores alegrias da minha vida”, já disse o pioneiro, que afirma sempre seguir um provérbio chinês: “Não deve o general jactar-se das medalhas que lhe ostentam o peito e sim dos obstáculos que teve de transpor para merecê-las”.