Governo do Distrito Federal
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10/04/14 às 13h50 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Formas inovadoras de financiamento são destaque no Encontro Iberoamericano

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Crowdfunding, microfinanciamento e Vale-Cultura foram alguns dos temas

Os desafios das parcerias público-privadas e as novas formas de financiamento e associativismo deram o tom do terceiro dia do I Encontro Ibero-americano de Incentivo e Fomento, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. O evento, que reúne gestores da Europa e América Latina discutiu crowdfunding, bancos de microfinanciamento e o Vale-Cultura, além de experiências do Rio de Janeiro, Espanha e Chile.

“As pessoas também têm o dever de se preocuparem com a sua cultura. Não deve ser um papel exclusivo do Estado, do poder público”, afirmou o subdiretor geral de Promoção de Indústrias Culturais e Mecenato do Ministério da Cultura da Espanha, Faustino Díaz Fortuny. “Ainda há a mentalidade de que a cultura deve ser gratuita. Não. Ela precisa de recursos, precisa de pessoas”, completou.

Cristian Antoine, especialista em mecenato na América Latina, deu um panorama mais otimista para o cenário cultural atual e afirmou que “vivemos na idade de ouro da filantropia privada para a cultura e as artes”. Logo em seguida, ele traçou um paralelo entre a Lei Rouanet, do Brasil, e a Ley Valdés, do Chile, e afirmou que os dois sistemas são os mais consolidados da América Latina.

“Temos que entender que os projetos não nascem na lei de incentivo, eles têm uma dinâmica própria!”, diferenciou a superintendente da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Tatiane Richard. Ela demonstrou ainda, como a superintendência mudou de papel, antes de burocracia e avaliação, para acompanhamento dos projetos para a completa realização.

Na discussão sobre as formas inovadoras de financiamento, parcerias e associativismo, o encontro trouxe a experiência de microfinanciamento do Banco Comunitário da Estrutural. Em seguida, Ignasi Miró trouxe as experiências da Obras Social La Caixa, da Espanha.

Os convidados puderam também aprender mais sobre a experiência dos escritórios de coworking para as pequenas empresas. A professora de Cultura de Tecnologia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explicou que os espaços servem tanto para reduzir custos quanto para reforçar o networking. Além disso, mostrou os sites de crowdfunding, experiências em que a população pode apoiar e financiar projetos com pequenos valores.

A manhã terminou com as explicações sobre o Vale-Cultura, do governo federal. Hermides de Menezes, do Ministério da Cultura, explicou como funciona para usuários e empresas o projeto que fomenta a produção cultural no Brasil e faz girar a economia da cultura em diferentes locais.