Governo do Distrito Federal
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25/11/19 às 17h21 - Atualizado em 25/11/19 às 17h33

Filmes de baixo orçamento e produção alternativa são apresentados na Mostra Guerrilha

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Seguindo a programação das mostras paralelas do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Museu Nacional da República recebeu de sábado (23) até esta segunda-feira (25), a Mostra Guerrilha. O termo utilizado para esta vertente do cinema brasileiro retrata produções de boa qualidade, com menor burocracia e formalismos que são de praxe no cinema mainstream. Durante todo o fim de semana, o público do festival pôde assistir aos filmes e conversar com os realizadores e atores envolvidos em cada um deles.

 

A mostra paralela reuniu ao todo três produções dos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraíba. Com uma plateia atenta composta por cinéfilos, fazedores de cinema e admiradores, o Museu Nacional reuniu um público diversificado que contou com muitos turistas que aproveitaram para prestigiar a exibição dos longas.

 

O primeiro filme da mostra paralela do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi o longa “Hopekillers”, do Rio de Janeiro. A ficção, dirigida por Thiago Moyses, conta a história de vampiros, que governam o mundo há mil anos, com um disfarce de humanos da elite, enquanto a classe operária foi condenada a um destino miserável. Com um sentimento de revanche, o outro lado da história conduz a trama para uma revolucionária caça aos vampiros. Conflitos políticos e ideológicos foram tratados, no contexto do mundo vampírico.

 

No segundo dia foi exibido o longa paraibano “Incursão”. De direção de Eduardo Moreira e Silvio Toledo, a película retrata um drama familiar, onde o protagonista enfrenta uma relação conflituosa com sua mãe. O conflito íntimo em seu clã familiar desencadeou em uma trama investigativa, que envolveu um grande confronto com autoridades da cidade.

Presente durante a exibição da mostra, o diretor Eduardo Moreira destacou a satisfação em exibir sua produção em um dos maiores festivais de cinema do país. “A equipe ficou maravilhada com oportunidade de participar do Festival de Brasília e com a qualidade da projeção que o nosso longa foi exibido. O Incursão é um filme de mistério, diferente, com um elenco praticamente inteiro paraibano, preservando a originalidade da trama”, definiu.

 

Fechando a mostra paralela, o último longa exibido foi “O espiral de contos de Deolindo Flores”, de Santa Catarina. A história contada em clima de suspense e terror se divide em três partes narradas pelo protagonista Deolindo. Através de situações inusitadas e assustadoras, o contador de história narra fatos místicos, envolvendo a cultura local de Florianópolis. O filme envolveu e intrigou o público presente, rendendo um debate após a sessão, com seu diretor Thiago Soares.

 

De acordo com o diretor da trama, Thiago Soares, participar de um festival e poder ter um contato direto com a plateia é um motivo de muito orgulho, principalmente em se tratando de uma produção desafiadora, do cinema de guerrilha. “Conseguimos lançar esse filme em Florianópolis no final de setembro e já emplacamos no Festival de Brasília. Para o nosso currículo é maravilhoso. O filme tem a guerrilha na raiz dele e a opinião positiva do público é gratificante”, celebra.

Entre os espectadores o sentimento de entusiasmo no fim da mostra era evidente e gerou um pequeno debate com realizadores e público, que interagiu, sugeriu e celebrou junto o modo de fazer cinema de guerrilha no país.

 

De acordo com o publicitário Edson Garcia, que acompanhou toda a mostra, a escolha de um filme do Sul para fechar a Guerrilha, foi uma inteligente. “Sou do da região Sul e considero a cena da região muito tímida em relação à cultura e à arte. Ver um filme desse aqui em Brasília me despertou muito orgulho, por se tratar de uma participação em festival nacional”, explica.

 

 

Foto: Ludimila Barbosa SECEC/DF

 

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