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17/12/20 às 14h10 - Atualizado em 17/12/20 às 22h13

Ficção científica aborda intolerância e violência de gênero no 53º FBCB

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

17/12/2020
14:10:00

 

Para entender o Brasil, com todas as suas injustiças e contradições, só mesmo um enredo de ficção científica. Esse é o entendimento da dupla de cineastas Matheus Farias e Enock Carvalho, diretores do curta-metragem pernambucano “Inabitável”, destaque da mostra oficial da categoria no 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em exibição pelo streaming da plataforma Canais Globo. O filme é uma crítica à violência de gênero e ao racismo no País, o que explica, por si só, o duplo sentido do título.

 

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“O Festival de Brasília tem uma importância enorme para o cinema brasileiro. Meu desejo é que esse encontro continue sendo um espaço de escuta e de troca, de valorização da cultura e do cinema nacional, sempre atento ao seu público e à classe artística, honrando sua história”, elogia Enock, presente na competição de 2019, com o curta, “Caranguejo Rei”, codirigido com Matheus Farias. “É o Festival onde grandes filmes brasileiros foram exibidos, e ocupar esse espaço histórico e político é de grande importância para qualquer realizador”, reconhece Farias.

 

Na trama, com o desaparecimento súbito da filha transgênero após uma festa, a mãe Marilene (Luciana Souza), embrenha por busca desenfreada da cria com ajuda de amigos. A preocupação é gritante, sobretudo quando se sabe que tal indício, na maioria das vezes, denota que algo violento possa ter acontecido. Fuçando as coisas da adolescente, ela descobre estranho objeto que pode ser a explicação para o mistério.

 

“‘Inabitável’ surgiu da nossa percepção de que o Brasil é ainda um País muito violento e difícil de viver para muitas pessoas. Temos muito o que evoluir em relação à tolerância, às questões de gênero e ao racismo”, lamenta Enock Carvalho. “Há ameaças vindas por todos os lados e uma parcela da população sofre mais que as outras. O filme tenta dar conta dessa sensação, uma possível solução para um futuro em que é possível sobreviver sem lutar todos os dias pela própria vida”, emenda Matheus Farias.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br

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