Governo do Distrito Federal
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17/04/17 às 21h09 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Exposição celebra dez anos de Museu Nacional

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MUNDEZ reúne as mais diversas linguagens, do modernismo à arte urbana, dentro das atividades do Aniversário de Brasília

Brasília completa seu 57º aniversário e o Museu Nacional da República comemora dez anos de existência com uma exposição inédita que fica aberta para visitação até junho. A exposição MUNDEZ reúne obras de artistas que marcaram dois séculos da história da arte brasileira, dentre eles: Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Rubem Valentim, Anita Malfatti, Heitor dos Prazeres, Orlando Teruz, Cícero Dias, Volpi, entre outros. A proposta da exposição é o diálogo entre os clássicos da história da arte brasileira e artistas contemporâneos envolvendo também grafiteiras e grafiteiros mais atuantes na arte urbana da cidade.

O conceito da antropofagia que atravessa a modernidade no Brasil tem desdobramentos na arte atual. A mestiçagem presente nas três etnias que formam nosso caldo cultural, se fazem representar nas imagens do índio, do negro e do homem branco colonizador. Nessa abordagem surge uma ideia de Nação, em seus aspectos positivos da miscigenação e negativos do racismo. Os possíveis diálogos travados entre as imagens da exposição manifestam essa ideia híbrida e contraditória na nossa cultura.

Essas linguagens aparentemente distintas afloram em momentos históricos diferentes, mas tratam das mesmas questões humanas, sociais e políticas. Ambas tendências, a princípio à margem do classicismo marcam rupturas no conservadorismo, por meio de questionamentos, trazendo à sociedade temas polêmicos que provocam reflexões e novas formas de pensamento.

O grafite, por muito tempo foi visto como uma arte marginal, dialoga com obras de artistas importantes desses dois séculos de produção artística nacional que compõe o acervo da instituição museu.

Antonio Delei, Brixx Furtado, Flávio Soneka, Gilmar Gake, Gilmar Satão, Guga Baygon, João Sowtto, Michelle Cunha, Mikael Omik, Odrus, Tiago Botelho e Toys Daniel, são os artistas do Grafite que interagem com as citadas obras do acervo.

Alexandre Rangel, Antônio Obá, Bené Fonteles, Corpos Informáticos, Elyeser Szturm, Ernesto Neto, João Angelini, Josafá Neves e Renato Matos é outro grupo de artistas da cidade convidado a participar da exposição.

Acervo

Nesse período de existência o MUN conquistou um acervo com mais de 1,2 mil obras com foco na arte moderna e principalmente contemporânea atual, integradas ao patrimônio público, por meio de doações de artistas, colecionadores e prêmios aquisitivos. Em dez anos de atividades foram realizadas mais de 243 exposições e inúmeros eventos das mais diversas naturezas no âmbito das linhas programáticas da instituição. Entre as diversas exposições vale mencionar: Eternos Tesouros do Japão – Arte Samurai, do Museu Fuji de Tókio”; “O Círculo e o SemiCirculo”; “SEUmuSEU”; “Memórias da Resistência” – Revitalização do MAB; “Ondeandaonda” 1 e 2; “O Relâmpago Capturado”, Armando Reveron; Coleção Fensa de Arte Latino Americana, Guayasamin; “O Museu é o Mundo”, Hélio Oiticica; Juan Miró; Lúcio Fontana; Arte Brasileira “EntreSéculos”, “EntreCopas”, “Brasilianas na Coleção Itaú Cultural”, “Gil70”, “Obregon”, Arte Popular Brasileira, Deus e o Diabo na Terra do Sol / Glauber Rocha. Nesses dez anos de atividades mais de seis milhões de visitantes passaram pelo Museu Nacional, com acesso gratuito a toda programação.

Serviço

Museu Nacional da República – 10 anos: MUNDEZ

Abertura: 19 de abril de 2017 às 20h

Visitação: 20 de abril a 4 de junho de 2017

Onde: Espaço expositivo principal Museu Nacional do Conjunto Cultural da República – Brasília

Horário de visitação: De terça a domingo das 9h às 18h30 – ENTRADA GRATUITA