Governo do Distrito Federal
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22/01/21 às 12h45 - Atualizado em 22/01/21 às 15h12

Estudantes descobrem Planaltina pelas cores do grafite

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Texto: Loane Bernardo/Edição: Sérgio Maggio (Ascom/Secec)

22.01.21

11:30:01

 

Com 10 anos, Emily Vitória Moreira tinha a arte distante de seu cotidiano, em pequenas gravuras dos livros didáticos. A impressão se transformou quando a sua turma do quinto ano do Centro de Ensino Fundamental 02 foi convidada a integrar uma ação educativa no Complexo de Planaltina, espaço cultural gestado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

A partir dos muros grafitados expostos nas aulas on-line do projeto “Planaltina Arte Urbana” ela percebeu que a arte está na experiência de apreciá-la. “Quando eu ouvia a palavra arte em sala de aula, logo me vinha na cabeça os museus e as obras dos livros. Com esse projeto, pude perceber que a arte está em tudo e mais um pouco”, arrematou.

 

 

Batizada de “Educativo – Planaltina Arte Urbana”, a ação que o Complexo Cultural realiza, neste verão, tem por objetivo efetivar o intercâmbio entre escola e cultura de modo a fomentar a fruição e criação artística na cidade de Planaltina e continuar a formação de público para o espaço cultural, que está aberto há dois anos.

 

PERTECIMENTO LÚDICO

 

Com o tema “Planaltina: Patrimônio, Cultura e Identidade de uma Cidade Centenária” em diálogo com a cultura Hip-Hop, as crianças, após contato com o caderno temático elaborado pelo espaço cultural, são convidadas a fazer uma releitura dos grafites, de acordo com a afinidade de cada um.

 

Os croquis feitos pelos alunos serão expostos nas redes sociais do CCP @ccplanaltina. “A intenção é que este piloto seja divulgado e possamos nos próximos bimestres atuar com mais escolas que tenham interesse”, explica Rayane Cristina, servidora à frente do educativo no Complexo Cultural.

 

Professor de artes do Centro de Ensino Fundamental 02, Hiago Smanioto ressaltou que o tema central do projeto o tocou bastante, principalmente, por estar muito presente na cultura local de Planaltina. A partir desta proposta, Hiago teve a oportunidade de conciliar um conteúdo das artes com a vivência dos estudantes, visto que estão rodeados pela expressão cultural do grafite.

 

 

“Além de retomar a história de Planaltina com seus monumentos históricos e expressões culturais, o projeto também serviu como estímulo para debater sobre o racismo, o espaço da mulher no grafite, mostrando que a arte não tem limites e que todos podem e devem se expressar artisticamente e vivenciar a cultura de forma livre. Como produto final, os estudantes escolheram um croqui para reproduzir uma releitura”, detalhou o educador.

 

A estudante Júlia Paulino de 12 anos justificou a escolha do seu croqui pelo estilo do traço. A partir da obra do grafiteiro Guga Baygon, que representa a fé de uma idosa com elementos religiosos e cenários tradicionais de Planaltina, a aluna reproduziu sua releitura com fidelidade ao trabalho do artista. “O desenho do Guga chamou a atenção principalmente pelos detalhes aplicados no grafite, sem falar na sensação de luz e sombra. Eu adoro amor que os artistas colocam na grafite, eles expressam todo o dom deles”, completou.

 

Agendamento de escolas: gccp@cultura.df.gov.br

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br