Governo do Distrito Federal
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23/05/19 às 16h32 - Atualizado em 24/05/19 às 11h02

Estudantes de turma inclusiva da rede pública dão mergulho na história do Brasil

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Metade dos alunos que participaram da excursão ao Panteão, pelo Projeto Territórios Culturais, entrou pela 1ª vez num museu

 

Um mergulho na história de Brasília e do país foi o que vivenciaram 48 alunos do 4º ano da turma inclusiva, com estudantes que necessitam de acompanhamento especial, da Escola Classe 1 – Incra 8, de Brazlândia, ao visitar hoje (23) o Centro Cultural Três Poderes, com foco no Espaço Lúcio Costa e no Panteão da Liberdade e Democracia.

 

“Essa é uma oportunidade de os estudantes fixarem conteúdos de história vistos em sala. Depois da visita, professores costumam conduzir atividades, como desenhos e redação, para revisar os pontos”, explica a coordenadora da escola, Bruna Lima, à frente de um grupo de oito professores que acompanharam as crianças na faixa de nove a 10 anos.

 

A experiência faz parte do Projeto Territórios Culturais, uma parceria entre as Secretarias de Estado de Cultura e Economia Criativa e Educação, que disponibiliza professores para atuar na educação patrimonial, visitando museus e outros equipamentos, como o Cine Brasília e o Memorial dos Povos Indígenas.

 

A docente Maria Paz, da Secretaria de Educação, conduziu a visita, instigando os jovens a pensarem sobre como a história produz seus registros, suas narrativas e fixa sentidos de identidade. Diante do busto de Tiradentes, na Praça dos Três Poderes, questionava as crianças sobre como podemos ter certeza hoje dos traços fisionômicos do herói da Inconfidência, reflexões que se conectaram com o contexto do Brasil colônia dentro do Panteão, a partir dos painéis do pintor João Câmara Filho que retratam a trajetória do mártir.

 

Socióloga, Maria ressalta a importância de disciplinas humanistas, como a História, para produzir educação crítica numa época em que o conceito de verdade é assediado pelas tecnologias de comunicação e redes. “Diante do Livro de Aço, por exemplo, estudantes são levados a pensar que a historiografia elege preferencialmente homens e militares como figuras a serem cultuadas”.

 

A professora do projeto Territórios Culturais informa que o projeto acaba sendo também a porta de entrada para a visitação de museus. “Metade dos estudantes que estão aqui hoje nunca haviam visitado um espaço desse tipo antes”, diz Maria Paz. Este ano ela já ciceroneou mil alunos entre março e abril, com a expectativa de mais de 800 até o fim deste mês.

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