Governo do Distrito Federal
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7/11/19 às 18h38 - Atualizado em 7/11/19 às 18h41

Escola Vai ao Cinema recebe crianças da rede pública e de associação de Samambaia

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Associação Amigos do Bem engrossa audiência de ação da Cultura com a Educação

 

O Cine Brasília teve hoje (7) lotação completa da sala de 606 lugares com a edição do “Escola vai ao Cinema”, projeto da Secretaria de Cultura e Economia Criativa com a Secretaria de Educação que leva estudantes da rede pública para assistir projeções na tela grande, muitos deles pela primeira vez. Ao lado de alunos de educação infantil do Guará, Candangolândia e Riacho Fundo, participaram também crianças da Associação Amigos do Bem, que atende 900 meninos e meninas de áreas carentes de Samambaia Norte e Extensão.

 

“Qual foi o tema da redação do Enem deste ano?”, pergunta a coordenadora do projeto, Ilane Nogueira, em referência ao assunto cobrado no Exame do Ensino Médio, “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. “Pois nós já fazemos isso há muito tempo” no Distrito Federal.

 

“Faço em dezembro próximo 42 anos e nunca tinha entrado aqui. Passava na frente e achava que era pago”, revela o músico e secretário administrativo Hamilton Teixeira, o “Tatu”, como é conhecido entre os jovens, familiares e colaboradores que frequentam doze modalidades de atividades oferecidas pela Amigos do Bem em Samambaia, em iniciativa que ajuda a tirar as crianças da ociosidade e desmotivação.

 

Dessas atividades (futebol, capoeira, várias mobilidades de dança entre outras), quatro contam com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) – teatro, audiovisual, balé e viola, cuja gestão atual ele elogia. “Antes só o pessoal do Plano Piloto se beneficiava desses recursos; agora o dinheiro está chegando em regiões administrativas com menor capacidade de competir nos editais”, diz Tatu.

 

A Amigos do Bem existe desde 1999 como um coletivo em prol das quadrilhas juninas, tendo passado ao atual formato em 2008 para perseguir um objetivo: mudar a vida das pessoas, criando núcleos de atividades culturais que acabam promovendo vínculos na comunidade e oportunidades de mobilidade social. “Do nosso balé, não vai sair uma bailarina pronta, mas uma monitora que ajudará outras crianças a descobrir o próprio talento”, explica.

 

A sessão de cinema durou cerca de uma hora com a apresentação de curtas nacionais de alta qualidade e narrativas inspiradas em diferentes culturas regionais – Pernambuco, Minas, Espírito Santo, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul. Aplausos e vaias no escuro do cinema, seguidos de muita pipoca e lanches depois, fecharam a tarde sob o céu já aberto da capital federal.

 

Concerto Didático
Mais cedo, o Cine Brasília tinha sido palco de outra iniciativa do programa “Cultura Educa”, desta vez com o projeto “Concerto Didático”, em que 450 estudantes da rede pública de ensino do DF se familiarizaram com a música clássica apresentada para eles pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

 

Ontem (6), numa parceria entre Secec e a embaixada da Noruega para 540 alunos de Centros de Ensino Fundamentais (CEF) e Interescolar de Línguas (CIL), foi a vez de sessão com filmes cedidos pelo país escandinavo, que bancou inclusive as pipocas. “Foi um sucesso. Os adolescentes amaram”, contou Ilane, orgulhosa de gerir as iniciativas que se tornam inesquecíveis para a maioria.

 

Antes das sessões, Ilane segue a cartilha da educação patrimonial e explica por que os brasilienses e seus moradores têm de ajudar a conservar o patrimônio material, do qual o Cine Brasília é uma das peças mais importantes. “Eles aprendem que esse templo do cinema é fruto da arte de Oscar Niemeyer e Athos Bulcão”. Servidora há 20 anos e mestre em Ciência Política, ela aposta nas sementes plantadas cada vez que o projetor ilumina a tela.