Governo do Distrito Federal
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11/03/14 às 18h42 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Escola de Música homenageia Levino de Alcântara em sessão solene

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Evento abriu comemorações do aniversário de 40 anos da escola

Uma sessão solene abriu as comemorações pelos 40 anos da Escola de Música de Brasília (EMB), nesta terça-feira (11). Em evento realizado no teatro da unidade, participantes prestaram homenagem ao maestro Levino Alcântara, que iniciou em 1963 o que viria a ser a escola, e entregaram menções a outros homenageados.

“Fui trazido a este palco em 1980 por esse visionário [Levino]. O que estamos fazendo hoje vai determinar o que os nossos descendentes vão encontrar daqui a 100 anos. E tenho certeza de que eles vão se orgulhar”, disse o diretor da escola, Ayrton Pisco.

Participaram da cerimônia o secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, o deputado distrital Claudio Abrantes (responsável pela sessão solene) e a deputada federal Erika Kokay. O grupo Madrigal de Brasília fez apresentações. Durante a abertura da sessão, dois vídeos contando a história do maestro Levino foram exibidos aos presentes.

Às 20h, será realizado um emocionante concerto da Orquestra Sinfônica da Escola de Música com a presença do Coro Sinfônico da unidade de ensino, sob a regência do maestro Joel Barbosa.

Nesta sexta-feira (14), será inaugurada a pedra fundamental da Escola de Música de Ceilândia, a primeira unidade fora do Plano Piloto.

A EMB é considerada a melhor em educação musical e profissional da América Latina e está entre as melhores do mundo. Em 1963, o maestro Levino Alcântara reuniu um grupo de jovens músicos e, formando o Madrigal de Brasília, deu início ao que seria a Escola de Música.

Funcionando inicialmente em Taguatinga e, posteriormente, no Colégio Elefante Branco, em 1974, a EMB ganhou sede definitiva na Avenida L2 sul.

De acordo com Abrantes, a idéia é que a escola passe a se chamar Escola de Música de Brasília Levino de Alcantara, em homenagem ao seu fundador. O deputado informou também que um projeto de lei na CLDF pretende tombar a Escola de Música de Brasília como patrimônio cultural imaterial do DF.

A escola foi criada com o objetivo de atender o ensino profissionalizante de música e formar técnicos em instrumento e canto lírico. Aos poucos, a instituição assumiu o papel de escola musicalizadora ao receber crianças a partir de 7 anos e meio. O ensino de musicalização foi estendido ao adolescente e ao adulto, por meio de um curso pré-profissionalizante.

São aproximadamente 270 professores de matérias básicas, canto e instrumentos, que lecionam para mais de 2,5 mil alunos nos diversos cursos oferecidos. Com uma área construída de cerca de 5.500 m², a EMB possui 83 salas de aula, duas grandes salas de ensaio reversíveis para apresentação de música de câmera e um teatro com 480 lugares.

Resistência

O secretário de Cultura lembrou que a EMB foi criada no mais difícil período da ditadura e que é um dos exemplos da resistência cultural a tirania. “Os carcereiros diziam na época que ali não se podia cantar, mas não há tirania que detenha a capacidade humana de criar”, diz Hamilton.

“Precisamos converter as políticas públicas educacionais em culturais e vice-versa. Formar pessoas e não só oferecer entretenimento”. Hamilton concluiu sua fala homenageando as pessoas que se dedicaram nesses 40 anos para construir e aprimorar talentos na Escola de Música.

“A história se constitui quando se constrói instituições, mas é inseparável das pessoas”, afirmou.

Formação

Atualmente, a escola oferece formação em todos os instrumentos de orquestra, piano, violão, canto lírico e música popular, além da prática de conjunto, banda, orquestra e canto coral. A unidade disponibiliza cursos de musicalização, pré-profissionalizante, profissionalizante, musicografia, musicografia Braille e o Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebra).