Governo do Distrito Federal
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26/02/13 às 14h36 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Encontro de Gestores Estaduais de Pontos de Cultura enfoca a gestão compartilhada

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Para qualificar cada vez mais a gestão do Programa Cultura Viva, reuniram-se hoje (25.02), no Conselho de Cultura da Bahia, gestores estaduais de Pontos de Cultura, secretários de Cultura de diversos estados do Brasil e uma comitiva da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura – MinC. O encontro também contribuiu para aproximar mais os gestores estaduais e o Ministério, na busca de um diálogo mais efetivo para definir os rumos do programa, que, por sua vez, está em fase de reestruturação. Além disso, foi foco também das discussões dos participantes as experiências na gestão do Cultura Viva em seus respectivos estado.

De acordo com Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, o objetivo do encontro é “estabelecer um sistema permanente de gestão compartilhada de maneira periódica e sistemática, que é fundamental para o programa Cultura Viva”. Nessa mesma linha de pensamento, o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, ao relatar sobre a experiência dos 150 Pontos de Cultura conveniados com a SecultBA, afirma que a sua expectativa é que se enseje uma maior participação dos estados, diante das transformações que estão ocorrendo com o programa e sua proposta de redesenho. “Os Pontos de Cultura abriram uma expansão na relação do Estado com as comunidades culturais. Temos que buscar mecanismos para que legalmente esta relação se dê de forma mais democrática”, disse o secretário, que considera o Cultura Viva a marca mais importante na área cultural dos governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2013).

Nesta manhã, na Mesa de Abertura do evento, que foi composta por Albino Rubim, Márcia Rollemberg e o presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Hamilton Pereira, se expôs o contexto atual do programa Cultura Viva, o papel dos Estados na relação com o MinC e da própria sociedade. Para Hamilton Pereira, o aprofundamento destes diálogos é indispensável, “porque evita o risco do Estado sufocar as instituições”.

Após a Mesa de Abertura, Márcia Rollemberg apresentou os resultados e as perspectivas do Redesenho do Programa Cultura Viva, que tem como orientação ampliar as suas ações com consistência e responsabilidade. Além da metodologia e as estratégias utilizada na proposta de redesenho, a secretária lançou a sugestão de desburocratizar mais o programa e definir os grupos informais (que não tem CNPJ), também como Pontos de Cultura, pois as exigências do sistema burocrático muitas vezes “engessa as organizações”. O reconhecimento dos Pontos de Cultura a partir de processos de certificação/chancela e auto-declaração também foi uma das propostas. Para a secretária, estamos num amplo processo de reflexão do programa. Os secretários e gestores também puderam relatar suas experiências de gestão, sugerir alguns direcionamentos do programa e trazer questões à secretária.

Durante a tarde, foi a vez da diretora da Cidadania Cultural, Cláudia Vasconcelos, apresentar um documento de referência sistematizado, que é fruto de relatórios de 11 estados sobre a gestão do Cultura Viva. A partir deste documento, se retirou propostas de como os estados podem estar juntos para avançar na gestão compartilhada. “Os estados tem muito o que dizer, pois, nestes anos de experiência, tem dialogado muito diretamente com os Pontos de Cultura. A gente vai conseguir sair daqui com uma instância de representação dos estados propondo a continuidade e aprofundamento deste diálogo sistemático com o MinC”, afirmou.

Outro tema abordado foi a organização da Teia Nacional – Encontro de Pontos de Cultura do Brasil, que também incorporou as propostas dos secretários e gestores estaduais para a realização do evento. “A TEIA é muito grande e importante para ser feita só pelo MinC. A filosofia do programa, de gestão compartilhada, é de que tenha atuação do MinC, dos gestores de redes, dos estados e dos municípios”, disse Antonia Rangel, uma das representantes da SCDC-MinC.

Amanhã (26.02), o evento continua com Grupos de Trabalho sobre a qualificação da Gestão, apresentação dos resultados dos grupos e mais trocas de experiências entre os gestores para consolidar as propostas e encaminhamentos sobre o futuro da gestão do programa.

Fonte: Secretaria de Cultura da Bahia

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