Governo do Distrito Federal
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3/07/20 às 0h03 - Atualizado em 3/07/20 às 0h19

Encontro de agosto do Clube de Leitura do Espaço Renato Russo discutirá livro que deu origem a série de sucesso

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“O Conto da Aia” trata de distopia e foi encenada para TV; sessão virtual ocorre na primeira quarta-feira de cada mês

 

O próximo encontro do Clube de Leitura da Biblioteca do Espaço Cultural Renato Russo vai discutir o relato de um mundo onde a democracia sucumbiu a uma ordem teocrática, misógina e dominada por milícias. “O conto da Aia” (2017, Rocco), da canadense Margaret Atwood, foi escolhido pela maioria dos leitores que participaram na quarta-feira (1° de julho) da sessão virtual que se debruçou sobre o “Quarto de Despejo” (1960), da mineira Carolina Maria de Jesus. O texto de Atwood inspirou série televisiva homônima de sucesso, na terceira temporada.

 

A reunião virtual será no dia 5 de agosto (sempre na primeira quarta-feira do mês), às 19h, e a participação deixou entusiasmado o gerente do espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Renato Santos: “Foi excelente, com pico de 15 participantes. Nosso grupo do Whatsapp já tem 31 pessoas, e acreditamos que no próximo encontro poderemos chegar a 20 participantes discutindo o texto”.

 

A servidora da Secec desde 2018 Raquel Pereira, bibliotecária e mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB), participa pela primeira vez de um círculo de leitura e, no encontro de quarta-feira, foi mediadora. “A literatura nesse momento é o que me permite viajar sem precisar sair de casa e me ajuda a escapar um pouco dessa sensação de clausura”, disse. Ela elogia que os livros do clube estejam proporcionando espaço de reflexão. Além dos dois mencionados, inaugurou o encontro virtual em maio o livro “A Peste” (1947), de Albert Camus.

 

A servidora aposentada Iza Antunes Araujo também está participando de reuniões desse tipo pela primeira vez: “Estou gostando muito, pois tenho a oportunidade de conhecer outras visões e entendimentos do que li. Está sendo enriquecedor. Tenho aprendido muito. A leitura pra mim sempre foi uma companheira e continua sendo nesse isolamento social”.

 

“Em momentos distintos da humanidade, o uso da literatura auxiliou pessoas que passavam por experiências difíceis ou grande estresse, como na Segunda Guerra Mundial, em que o governo norte-americano distribuiu mais de 120 milhões de livros para soldados e marinheiros”, relatou a mestra e doutoranda em Ciência da Informação, pela UnB, e servidora da Secec Mariana Giubertti Guedes Greenhalgh.

 

Mariana lembrou que a literatura já foi considerada remédio, tendo sido até prescrita por médicos no início do século XIX no tratamento de pessoas hospitalizadas. A Biblioterapia – que utiliza a leitura para auxiliar pessoas a melhorar a qualidade de vida – surgiu a partir dessa percepção, enfatizou ela.

 

“Com certeza, esse poder transformador da literatura está sendo positivo nesse momento de pandemia porque permite aliviar a sobrecarga mental de tudo o que está acontecendo”, disse Mariana em conversa com a reportagem.

 

Enquanto durar a quarentena, os encontros acontecerão virtualmente, com curadoria e mediação dos servidores da Secec Margareth Ribeiro, Marmenha Rosário, Raquel Costa e Renato Santos. A discussão virtual será pela plataforma Cisco Webex (https://www.webex.com.br/) e não há necessidade de fazer o download do programa.

 

[Foto no carrossel: Mariana Giubertti Guedes Greenhalgh]

 

Serviço
Clube de Leitura da Biblioteca de Arte de Brasília Ethel de Oliveira Dornas
Livro: . “O conto da Aia” (2017, Rocco), de Margaret Atwood
5 de julho, 19h
https://www.instagram.com/espacoculturalrenatorusso
#difusãocultural