Governo do Distrito Federal
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21/02/18 às 10h37 - Atualizado em 21/02/18 às 10h42

Empreendimentos selecionados no Laboratório Território Criativo iniciam fase de imersão

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Com o foco na alavancagem de empreendimentos de destaque no DF, nos setores de audiovisual, moda e música, o Lab Território Criativo é uma iniciativa da Secretaria de Cultura do DF, em parceria com o Instituto Bem Cultural. No dia 20 de fevereiro às 19h, na sede do Espaço Território Criativo (anexo térreo da Biblioteca Nacional) inicia-se o processo formativo. 

 

Quinze empreendimentos do DF nos setores de audiovisual, moda e música iniciam uma imersão para potencial seus negócios, com 60h de conteúdos específicos de cada área. Os encontros se realizam de 20/2 a 10/3, trazendo uma reflexão avançada, cuidadosamente pensada para desenvolver os potenciais de até três gestores de cada negócio.

 

Ao fim do processo, os empreendedores serão capazes de identificar os pontos necessários de atuação para participação nos processos de prototipagem e mentoria, que seguem como parte da imersão. O ciclo se encerra com uma rodada de pitching, apresentação resumida para o mercado, incluindo a presença de potenciais investidores.

 

Empreendimentos selecionados

 

O setor Audiovisual será representado pela Guinada Produções, com foco em cinema, teatro e produção de elenco; pelo galpão colaborativo Indie Warehouse; pela Comova, produtora com foco em projetos que envolvem linguagem cinematográfica e mobilização social; pela produtora Gravidade Zero, dedicada à criação de roteiros, personagens, animação digital em diversas técnicas, ilustrações e projetos tecnológicos; e pelo Estúdio Hertz, especializado em vídeos e músicas.

 

O setor de Moda reúne os seguintes empreendimentos para a imersão do Lab Território Criativo: o Atelier de Albuquerque, marca da estilista Lina de Albuquerque; o Nós Mercado Criativo, que comercializa produtos de designers e artesãos; a marca da designer de joias autorais com fabricação artesanal de Sarah Costa; a Stamperia – Tecidos Personalizados, que agrega valor ao trabalho de estilistas, empresas de confecção de vestuário, sapatos e bolsas; e o empreendimento da designer de roupas femininas Taiana Miotto.

 

O setor de Música tem como selecionados: Fora da Caixa, que atua em projetos culturais, de festivais à consultoria artística, passando por produção musical e gravação;

A Viólêta Produções, especializada em atua no ramo de divulgação e promoção artística; o projeto focado em novos artistas Brasilia Sessions; o grupo de artistas e performers Patubatê; e a produtora da musicista Eliana Moura de Souza.

 

Os empreendimentos selecionados foram anunciados no último dia 9 de fevereiro pelo site do projeto www.territoriocriativodf.com.br e também pelo canal no Facebook @territoriocriativodf.

 

Coordenação de Audiovisual

 

O cineasta André Muniz Leão é o coordenador setorial para audiovisual do Laboratório Território Criativo – www.territoriocriativodf.com.br, edital que selecionará cinco empreendimentos da área para uma imersão inédita.

 

Cursou produção cinematográfica na célebre escola de cinema cofundada por Gabriel García Márquez – a Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños – EICTV, em Cuba, onde posteriormente foi coordenador acadêmico do setor de documentários.

 

Seus curtas e documentários foram exibidos em mais de 150 festivais, em mais de 40 países, conquistando mais de 50 prêmios, incluindo Tribeca, Cannes, Festival de Havana e Berlinale.

 

”O Lab Território Criativo DF certamente será relevante aos empreendimentos do audiovisual brasiliense ao oferecer uma oportunidade extraordinária para sua aceleração, sobretudo dos que têm como atividade principal ou correlata as menos tradicionais no segmento”, acredita.

 

André se define como um apreciador e parceiro na produção de obras audiovisuais que buscam emocionar, tocar, transformar e gerar reflexões. Empresta toda sua experiência internacional ao Lab Território Criativo para identificar empreendimentos inovadores em audiovisual e impulsioná-los.

 

Conteúdo Programático de Audiovisual

 

O cineasta André Muniz Leão, coordenador da área de Audiovisual do Lab Território Criativo, apresenta um pouco da dinâmica e conteúdos a serem abordados e vivenciados pelos participantes dos empreendimentos selecionados.

 

“O conteúdo abordará a compreensão dos mercados audiovisual brasileiro e internacional, com atenção ao empreendedorismo e à inovação nas formas de consumo e distribuição”, explica André.

 

De acordo com o coordenador, o principal objetivo do programa é proporcionar a instrumentalização de caminhos para que negócios locais de audiovisual ganhem escala e alcancem novos mercados, consolidem seus modelos de negócio e possibilitar aos empreendimentos reposicionarem-se no mercado a partir de novos eixos de atuação.

 

Entre aulas expositivas, estudos de caso e interação/networking entre os participantes, espera-se que os empreendedores, junto com a coordenação do Lab, possam identificar os pontos necessários de incremento na formação para suprir as necessidades ainda prementes de cada empreendimento para sua participação nos processos de mentoria e prototipagem dos modelos de negócio subsequentes.

 

Dentre os principais módulos de conteúdo previstos, estão:

 

  1. Diagnóstico da atuação dos empreendimentos selecionados e prospecção; A produção audiovisual periférica; Mercado audiovisual no DF e subsegmentos já consolidados; Associativismo em coletivos audiovisuais e interdisciplinaridades ;
  2. Reposicionamento do foco de atuação do empreendimento audiovisual; Subsegmentos do audiovisual com perfil inovador e com novas tecnologias; Mobilização de recursos por vias menos tradicionais; Possibilidades de atuação na interdisciplinaridade com outros segmentos culturais; Internacionalização do conteúdo audiovisual.

 

Os profissionais pré-escalados para facilitar esses temas incluem nomes como Eduardo Raccah, Marcus Ligocki, João Paulo Procópio, Adriano de Angelis, Alisson Machado e outros. Conteúdo de ponta pensado para alavancar os negócios e possibilitar às empresas explorarem oportunidades e novos territórios.

 

Coordenação de Moda

 

Mábel De Bonis é a coordenadora setorial de Moda para o Lab Território Criativo. É empresária, designer de moda e consultora nas áreas de Moda, Design e Confecção Industrial de Vestuário. Atua em projetos em âmbito nacional e internacional como consultora e em âmbito local como docente nas áreas de História da Moda, Gestão Financeira de Coleções, Desenvolvimento de Coleções e Tecnologia Têxtil na Escola de Moda e Design Fashion Campus.

 

Com ampla atuação em seu setor, Mábel é presidente da ONG Instituto Cultural e Educacional do Paraguaçu, vice-presidente do Sindiveste DF, sub-coordenadora do Comitê de Inovação da Federação da Indústrias do DF – Fibra, conselheira na Câmara Setorial de Acompanhamento e Avaliação de Empreendimentos e Infraestrutura do Copep/DF e no Conselho de Administração do Fundo para Geração de Emprego e Renda do DF – Funger.

 

“Estude sempre e ouse muito.” Este é o recado de Mábel para quem quer ser bem-sucedido nos negócios da Moda. O edital Lab Território Criativo está aí para dar uma grande ajuda.

 

Conteúdo Programático de Moda

 

A área de moda, tão promissora no DF, é um dos segmentos contemplados pelo edital Lab Território Criativo, sob coordenação de Mábel De Bonis.

 

Ela nos conta um pouco sobre o que esperar das 60 horas de imersão, que beneficiarão três representantes de cada um dos cinco empreendimentos selecionados na área.

 

“O programa contempla o desenvolvimento de ações formativas que visam apoiar e promover empreendimentos no segmento de moda e seus subsegmentos, com foco em iniciativas empreendedoras e inovação em processos e modelos de negócio.”

 

Ivan Lemos Tonet, Luciano Canale e Katia Pires estão pré-confirmados entre os profissionais que ministrarão o programa, que inclui os seguintes tópicos:

 

  1. Omnichannel: plataformas digitais e e-commerce; Inovação sustentável e manufatura consciente (upcycling, DIY, under gender etc.); Novos mercados: pesquisa e identificação de nichos; Indústria 4.0: novos materiais e tecnologias (3D, estamparia e padronagem); Mobilização de recursos no setor; Captação de investimentos; Branding; Gestão de marcas de moda.

 

Coordenação de Música

 

“Haveria um ponto comum às gerações do rock BR (da Legião, Capital Inicial e Plebe Rude), dos Raimundos e a chamada Geração Baré Cola, dos modelos empreendedores de Scalene e Móveis Coloniais de Acaju, das vozes de GOG e Ellen Oleria ou mesmo o instrumental capitaneado pelo Clube do Choro?”, pergunta Fabricio Ofuji, um dos mais destacados profissionais da área musical no DF. Ele é o coordenador setorial para música do Laboratório Território.

 

Ele acredita que, embora a música seja um segmento que sempre apresenta destaques: seja no campo artístico, na realização de eventos, ou via empreendedores, o Distrito Federal ainda não consolidou um ecossistema para a área. Daí a importância de projetos como este.

 

Muito mais do que o produtor responsável pela banda Móveis Coloniais de Acaju, uma das mais interessantes e premiadas expressões da cena musical do DF, Fabricio acumula grande experiência como educador, consultor e realizador de produtos midiáticos, incluindo turnês em mais de 100 cidades brasileiras e algumas no exterior, discos, shows, videoclipes, campanhas digitais e filme.

 

Mestre em Comunicação Social pela Fundação Cásper Líbero, Ofuji é professor da UniCEUB e do IFB Campus Brasília.

 

Conteúdo Programático de Música

 

O coordenador da área de Música Fabricio Ofuji antecipa um pouco o que espera os selecionados pelo edital nas 60 horas previstas de conteúdos e vivências.

 

“A imersão terá foco na compreensão do mercado musical, com atenção ao empreendedorismo e à inovação nas formas de consumo e distribuição da música. Vamos começar pelo cenário no DF, com diagnóstico da atuação dos empreendimentos selecionados e prospecção, junto com uma análise da rede produtiva, dos agentes e desafios da região”, conta.

 

A dinâmica das atividades será baseada na resolução de problemas, com aulas diretas/expositivas, estudos de caso, interação e networking.

 

Dentre os principais módulos previstos, estão:

 

  1. Possibilidades e perspectivas dos negócios da música; Novas tecnologias; Logística e gestão de pessoas; Produção de conteúdo; Distribuição digital e sincronização; Música, negócios e finanças;

 

De acordo com o coordenador, o principal objetivo do programa é apresentar oportunidades do mercado musical e promover o desenvolvimento de cada empreendimento em seu respectivo nicho.

 

Os professores/profissionais pré-escalados para facilitar esses temas incluem Marcos Pinheiro, Diego Marx, Lilian Garcia, Rubens Duarte (Globo DF) e Arthur Fitzgibbon (OneRPM), dentre outros.