Governo do Distrito Federal
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30/08/17 às 14h21 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Empreendedorismo criativo ganha força no DF

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Território Criativo oferece oportunidades gratuitas para desenvolvimento da economia da cultura

O projeto de implementação do programa Território Criativo, lançado nesta quarta-feira (30) pela Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, em parceria com o Instituto Bem Cultural, vai oferecer acesso gratuito a conteúdos, ferramentas e consultoria para empreendedores e empreendimentos desenvolverem seu potencial criativo e de negócios no Distrito Federal.

Estão previstas quase duas mil horas de capacitação e consultorias, desenhadas por um time multidisciplinar de especialistas da área, com atuação em todo o Brasil e em outros países, para levar inspiração ao empreendedorismo de base, sensibilizar e despertar o olhar para as oportunidades da Economia Criativa no território.

“O potencial criativo do Distrito Federal é enorme, mas a criatividade precisa de espaço e incentivo para se manifestar e gerar oportunidades. Por isso criamos o Território Criativo, que fomenta, de forma inclusiva, o empreendedorismo criativo em toda a região e potencializa negócios para o desenvolvimento sustentável”, afirma o secretário de Cultura, Guilherme Rei.

Presente no lançamento do programa representando o governador Rodrigo Rollemberg, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, acredita que a via da cultura é fundamental para a sustentabilidade do DF. “A gente tem uma visao de futuro na qual a cultura surge como um pilar muito importante para a economia e para o desenvolvimento social. Somos uma cidade vocacionada para economia criativa e para a inovação tecnológica”, reconhece.

Roseane Braga, presidente do Instituto Bem Cultura, organização parceira da secretaria na gestão do programa, reafirma o compromisso de trazer profissionais de qualidade para a execução das diretrizes do Território Criativo. “Estamos buscando dinamização e empoderamento deste setor em um momento que é muito dificil do país”, garante.

Para Caetana Franarin, subsecretária de Produtos e Políticas da Secretaria Adjunta de Turismo, a atividade cultural é central nas políticas para o turismo da cidade. “Precisamos unir esforços a partir do conceito da economia criativa para impulsionar projetos que ajudem a posicionar o destino Brasília como lugar criativo do patrimônio e do design”, destaca.

O programa

O Território Criativo tem início imediato com um circuito de encontros de formação em 14 Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal. Esta primeira fase, realizada entre setembro e dezembro de 2017, tem foco em empreendedores da Economia Criativa em atividade e interessados em atuar na área. Destina-se a profissionais de todos os segmentos que encontram na criatividade seu diferencial – desenvolvedores de tecnologia, pesquisadores, profissionais ligados à inovação, publicitários, comunicadores e editores, artistas, designers, artesãos e outros criadores, coletivos, produtores e articuladores das áreas artística e cultural.

“Falamos de economia a partir de políticas públicas de cultura com a compreensão de que estamos dialogando com territórios e reais fazedores de cultura que estão, na maioria, fora do Plano Piloto. Queremos promover também inclusão das comunidades culturais historicamente excluídas”, acrescenta o assessor especial para a Economia Criativa da Secretaria de Cultura, Gustavo Vidigal.

A segunda fase do programa, que se estende de janeiro a março de 2018, tem foco específico em empreendimentos com atuação nos setores de Música, Audiovisual e Design. Serão selecionados, por meio de convocatória, até 15 empreendimentos (5 por setor) para um ciclo de aceleração com conteúdos mais avançados, além de mentoria com agentes de referência nos segmentos mobilizados.

DF se destaca no PIB criativo nacional

Os negócios relacionados à criatividade geraram uma riqueza de R$155,6 bilhões para o País, de acordo com o mais recente levantamento de âmbito nacional sobre o tema, a quinta edição do “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, realizado pela Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, com dados consolidados de 2015.

Os números demonstram que o Distrito Federal oferece grande potencial nos negócios relacionados à criatividade. Ocupa o terceiro lugar do ranking brasileiro do chamado PIB criativo, atrás apenas dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No comparativo com os dados da pesquisa anterior, o DF apresentou uma elevação de 20,4% no número de postos de trabalho oferecidos na Economia Criativa. A remuneração média mensal desses profissionais no DF é a segunda maior do País, abaixo apenas da praticada em São Paulo, tendo a região os mais altos níveis de rendimentos para profissionais de arquitetura e edição.

Com base nesse potencial, o Território Criativo nasce para estimular o desenvolvimento econômico ao oferecer formação a atuais e futuros empreendedores criativos de toda a região, com foco no fomento a um ecossistema de Economia Criativa, uma vocação natural do DF, que tem 91% de seu PIB concentrado em Serviços, segundo dados do IBGE.

Espaço dedicado

O Território Criativo tem sede no anexo térreo da Biblioteca Nacional de Brasília, com infraestrutura equipada para a realização das atividades, que inclui sala de atendimento (para consultorias e mentorias individuais ou de pequenos grupos), sala de treinamento e área de coworking. Há ainda um espaço expositivo, que já está aberto ao público com uma seleção de pinturas do artista brasiliense Lúcio Piantino, que poderá visitada até o final de setembro.

O espaço vai funcionar regularmente de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e tem como proposta ser um ponto de encontro e conexões de boas práticas para o empreendedorismo cultural do DF. O plano de implantação desenvolve três eixos programáticos: atividades artísticas, ações formativas e residência de projetos, tendo como base uma programação aberta, colaborativa e em sinergia com os agentes criativos locais. A primeira atividade após o lançamento será uma reunião aberta de ocupação, que ocorre em 31/8, das 15h às 17h.

Para fazer jus à diversidade do DF, a equipe envolvida no projeto de implementação do Território Criativo tem caráter multidisciplinar e soma mais de 200 anos de experiência nos setores criativos. Conta com a gestão da Secretaria de Cultura do DF, em articulação com os especialistas do Instituto Bem Cultural, consultores externos e organizações parceiras, como o Sebrae DF.

Capital intelectual

A curadoria dos conteúdos é coordenada por Ana Carla Fonseca, que já realizou projetos em 30 países. Doutora, com a primeira tese sobre cidades criativas do Brasil, a especialista em Economia Criativa é autora de vários livros, professora e coordenadora de cursos de pós-graduação em economia, cultura e cidades na Fundação Getulio Vargas/SP, na Universidade Cândido Mendes/RJ e na Universidad Nacional de Córdoba (Argentina), além de assessora para a ONU e consultora do relatório global Creative Economy Report.

Dez especialistas em diferentes áreas, como gestão, empreendedorismo criativo, desenvolvimento de pessoas, futuro do trabalho, design estratégico, branding e comunicação, prototipagem de ideias e projetos, legislação com foco em propriedade intelectual e direito autoral, produção cultural, dentre outras, completam o time de consultores.

A parceria para desenvolvimento do projeto de implementação foi firmado a partir da regulamentação distrital do Marco Regulatório da Sociedade Civil (MROSC), que estabelece maior eficiência e mais transparência na cooperação entre o Governo e instituições da sociedade civil.

Regiões e calendário

O circuito de atividades da primeira etapa do Território Criativo tem caráter de sensibilização e oferece oficinas participativas de quatro horas de duração e conteúdos relacionados ao futuro do trabalho e empreendedorismo criativo, com programação em espaços dedicados à cultura em 14 Regiões Administrativas (RAs) do DF:

Lago Norte – 31/8, das 14h às 18h, no Galpão Bambu.

Paranoá – 31/8, das 19h às 23h, no CEDEP.

Núcleo Bandeirante, 1/9, das 14h às 18h, na Casa das Redes.

Planaltina – 1/9, das 19h às 23h, na Casa Verde Jardim Cultural.

São Sebastião – 2/9, das 9h às 13h, no Espaço Beija Flor.

Sobradinho – 2/9, das 14h às 18h, na Praça das Artes Teodoro Freire.

Gama – 4/9, das 14h às 18h, no Espaço Cultural Lábios da Lua.

Varjão – 4/9, das 19h às 23h, na Casa de Cultura.

Cruzeiro – 5/9, das 14h às 18h, no Círculo Operário.

Recanto das Emas – 5/9, das 19h às 23h, no Espaço Cultural Ubuntu.

Plano Piloto – 6/9, das 14h às 18h, no Espaço Território Criativo, Biblioteca Nacional.

Ceilândia – 6/9, das 19h às 23h, na Casa Ipê.

Taguatinga – 11/9, das 14h às 18h, no Mercado Sul.

Guará – 11/9, das 19h às 23h, no Urbanos.