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20/12/20 às 15h26 - Atualizado em 20/12/20 às 15h45

Em “Vitória”, vozes coletivas lutam contra máquinas da opressão

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

20/12/2020

15:26:00

 

Filmado nos arredores da cidade mineira de Cataguases, o curta-metragem “Vitória”, de Ricardo Alves Jr., um dos destaques da mostra oficial da categoria do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, é um filme sobre lutas. Lutas interiores e de reivindicações coletivas.

 

O filme, que pode ser acessado pelo streaming Canais Globo, narra os caminhos de Vitória, a protagonista do título, durante sua jornada de trabalho numa fábrica têxtil. Ali, assim como suas colegas operárias, labuta com afinco, entre máquinas de ritmo frenético e barulhentas, não apenas pelo pão de cada dia, mas também por dignidade e respeito.

 

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“Já venho (há) algum tempo visitando fábricas de tecidos. Esse filme surge desse espaço, da visita a fábricas e de escutar relato dos trabalhadores”, revela o diretor. “‘Vitória’ parte do encontro do real para construir uma ficção. Ela percebe que somente coletivamente poderá chegar a alguma transformação”, continua.

 

Nas entrelinhas desse matracar incessante de motores, é construída, sem que a rotina da lida interfira, uma relação opressora onde o machismo e suas nuances ignóbeis dão as caras. Tudo é velado, às escuras. Mas não há mais tempo para o silêncio, e a transformação só acontecerá por meio do espírito coletivo. Então, parem as máquinas! Juntas elas acreditam ser mais fortes.

 

“O curta apresenta temas importantes para o debate social nos dias de hoje. As questões como violência e abuso no trabalho foram levantadas durante a pesquisa por várias trabalhadoras”, conta o realizador. “Portanto, a personagem de ficção vitória é o espelho da voz das trabalhadoras reais da fábrica”, observa.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br