Governo do Distrito Federal
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3/12/20 às 22h22 - Atualizado em 15/12/20 às 18h30

Em mosaico diversificado, 30 filmes vão mostrar a força do 53º FBCB

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Sérgio Maggio (Ascom Secec)

04.12.2020

00:01:00

 

Daniel MarquesAmplo, plural e “abarcativo”. Com essas três palavras, o curador e diretor artístico da 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), Silvio Tendler, define o perfil da maior festa do audiovisual brasileiro em 2020. Trinta filmes diferenciados nas temáticas e linguagens serão transmitidos no festival, que ocorre entre os dias 15 e 20 de dezembro, pelo Canal Brasil e streaming Canais Globo.

 

Na lista dos filmes selecionados, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (04.12) pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), uma novidade. A divulgação de dois novos curtas-metragens na categoria oficial do gênero, em substituição a dois trabalhos que não cumpriram o regulamento do FBCB, segundo o qual é imprescindível o ineditismo local.

 

FBCB – Resultado final dos filmes selecionados

 

“Estou muito satisfeito com o conjunto da seleção. Isso é o Festival de Brasília, que é a maior festa do cinema brasileiro”, destaca Silvio Tendler. “É uma vitrine do cinema no País. Em 30 filmes conseguimos mostrar essa diversidade, os filmes se complementam”, completa o cineasta.

 

“A cada passo que damos, avançamos rumo a realização de uma edição que nasce histórica. Vamos executar o Festival de Brasília, um patrimônio brasileiro, num ano em que vimos eventos similares serem interrompidos. Estou orgulhoso da garra de todos os envolvidos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues.

 

Desde que foi convidado pelo secretário Bartolomeu Rodrigues para assumir a curadoria e direção artística do evento, Tendler tinha esse conceito de amplitude e onipresença da realidade audiovisual e social nacional mapeado na cabeça.

 

Acompanhe todas as notícias do 53º FBCB

Viaje pela Linha do Tempo do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

 

A ideia era não apenas abraçar todos os gêneros e estéticas possíveis, mas que todos os temas brasileiros fossem contemplados, elegendo produções que falassem do negro, do indígena, da mulher, da comunidade LBGTQIAP+, dos problemas da nação. Para tanto, deu plena autonomia aos 13 membros das três Comissões de Seleção da Mostra Oficial (longas e curtas) e da Mostra Brasília.

 

“Os júris foram muito diversificados, com total liberdade de ação e decisão, foram completamente autônomos e soberanos, não me meti em nada”, revela. “Eles resolveram os filmes e as temáticas. E houve muita discussão por conta dos filmes e das temáticas”, conta.

 

BRASIL VERDADE

 

 

Dos seis filmes selecionados para a Mostra Oficial de longa-metragem, cinco são documentários, dando vazão a homenagens viscerais ao cinema nacional e ao diálogo com figuras emblemáticas da cultura nacional.

 

A Comissão de Seleção de Longas assinou um texto explicando o por que da presença maciça de documentários. Com redação de

Luiz Carlos Lacerda, a carta aberta é assinada ainda por André Luiz Oliveira, Tânia Montoro, Adriana Dutra e Annie Celestino.

 

“A Comissão de Seleção do 53º Festival do Cinema Brasileiro de Brasília saúda todos os inscritos pela sua capacidade produtiva ,num momento especialmente difícil para a atividade audiovisual, e pelo alto nível técnico e artístico da obras apresentadas.

Decidimos priorizar os documentários, pela imensa maioria de inscrições, e por constituírem o maior número de filmes inéditos no Distrito Federal. Além da abordagem das questões sócio-políticas , centro das atenções da sociedade , e de relevantes retratos de personagens marcantes da História do cinema brasileiro.

Selecionamos apenas um longa metragem de ficção como homenagem e reverência a um de nossos mais importantes realizadores, Orlando Senna, pelo seu ineditismo e prova de resistência , pelo conjunto de sua obra através de filmes marcantes, por sua presença na administração da política cinematográfica, e dedicação à formação de novas gerações no Brasil e na América Latina, no ano em que completa 80 anos de vida.
Bom Festival !
Viva o Cinema Brasileiro!”

 

Conheça os longas da Mostra Oficial:

(clique no título para acessar o post dos filmes)

Espero Que Esta Te Encontre e Que Esteja Bem

(Natara Ney, Documentário, PE/RJ/MS, 83 min)

Por Onde anda Makunaíma?*

(Rodrigo Séllos, Documentário, RR, 84 min)

A Luz de Mario Carneiro*

(Betse de Paula, Documentário, RJ, 73 min)

“Longe do Paraíso

(Orlando Senna, Ficção, BA, 106 min)

Entre Nós Talvez Estejam Multidões

(Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, Documentário, MG/PE, 92 min)

Ivan, o TerrírVel

(Mario Abbade, Documentário, RJ, 103min)

  • * Filmes sob licença exclusiva do Curta!, cedidos extraordinariamente para a realização do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro no Canal Brasil.

 

 

Estarão presentes, no festival deste ano, desde a abordagem contundente do atual momento do País, como mostra a produção mineiro-pernambucana “Entre Nós Talvez Estejam Multidões”, a homenagens a grandes ícones da nossa cultura. Sejam elas da literatura, como é o caso do modernista Mário de Andrade, representado em “Por Onde Anda Makunaíma?”, ou a mestres como Ivan Cardoso, inventor do subgênero, “Terrir”, e o cineasta, diretor de fotografia e pintor Mario Carneiro, respectivamente nos projetos “Ivan, o TerrirVel” e “A Luz de Mario Carneiro.

 

Silvio Tendler aponta que o resultado dos longas é reflexo não apenas do atual mercado do audiovisual, mas da realidade do planeta, com a pandemia da Covid-19.. Cita como exemplo a escolha de dois documentários na briga por vaga de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2021: o brasileiro “Babenco”, de Bárbara Paz, e o chileno “O Espião”, de Maite Alberdi.

 

“Na verdade, o que está acontecendo é que o cinema documentário, nesse momento, não sei se por conta da pandemia ou se é uma nova estética que está surgindo, está assumindo um protagonismo mundial”, observa. “Fazer ficção hoje em dia está muito caro, muito difícil, o mercado está complicado, produzindo para as redes de televisão, e estão priorizando os documentários. Acho que é uma realidade”, constata.

 

MUDANÇAS NA SELEÇÃO DOS CURTAS

No período recursal, foi apontado que dois curtas pré-selecionados descumpriram um item do edital sujeito à desclassificação: o de ineditismo no Distrito Federal. Assim, os filmes, “À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente” (BA) e  “Mãtãnãg, A Encantadora” (MG) foram substituídos por “Noite de Seresta” (CE) e “Inabitáveis” (ES), os dois melhores pontuados.

 

“Não é uma decisão nossa. Consta no regulamento que os filmes têm que ser inéditos em Brasília, tivemos que tirar esses dois trabalhos”, observa Tendler.

 

Conheça os curtas da Mostra Oficial:

(clique no título para acessar o post dos filmes)

 

 

A prestigiada Mostra Brasília que ocorre desde 1996, no FBCB, teve 12 filmes selecionados.  Quatro documentários concorrem na categoria longa-metragem, a exemplo de Candango: Memórias do Festival”; e “Utopia e Distopia”, do veterano Jorge Bodanzky.

 

O primeiro, dirigido por Lino Meirelles, é um afetivo mosaico de depoimentos de cineastas, atores, organizadores, jornalistas sobre o mais importante festival de cinema do país. O segundo, recheado de imagens Super 8 e registros fotográficos da época de estudante do diretor, uma reflexão contundente sobre os primeiros anos da capital e da UnB.

 

Conheça os longas da Mostra Brasília

(clique no título para acessar o post dos filmes)

 

O Mergulho na Piscina Vazia

(Edson Fogaça, Documentário, 83min)

Cadê Edson?

(Dácia Ibiapina, Documentário, 72 min)

Candango: Memórias do Festival

(Lino Meirelles, Documentário, 119 min)

Utopia Distopia

(Jorge Bodanzky, Documentário, 74 minutos)

 

Conheça os curtas da Mostra Brasília

Algoritmo

(Thiago Foresti, Ficção, 20min)

Questão de Bom Senso

(Péterson Paim, Documentário, 29m53s)

Do Outro Lado

(David Murad, Ficção, 15m36s)

Rosas do Asfalto

(Daiane Cortes, Documentário, 19m57s)

Eric

(Letícia Castanheira, Documentário, 13m50s)

Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro

(Raquel Piantino, Animação, 13mim)

Delfini Brasília, Olhar Operário

(Maria do Socorro Madeira, Documentário, 22m58s)

Curumins

(Pablo Ravi, Documentário, 17m14s)

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br