Governo do Distrito Federal
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1/07/19 às 17h59 - Atualizado em 1/07/19 às 17h59

Economia Criativa do DF é destaque na Argentina


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O secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal Adão Cândido participou, nesta segunda-feira (01), em Buenos Aires do Mercado das Indústrias Criativas da Argentina (Mica). Em debate com representantes da Cultura de outros estados brasileiros, ele falou sobre as metas e propostas locais para valorizar e potencializar a cadeia produtiva da Cultura.

A mesa ‘Indústrias Criativas no Brasil – O imaginário cultural  brasileiro: identidade, federalismo, financiamento’ teve como ponto principal o uso dos instrumentos de fomento como  propulsores da Cultura. O debate focou não só nas diversas modalidades oferecidas, mas nas possibilidades de tornar esses mecanismos mais democráticos e acessíveis.

 

Segundo Cândido, é preciso inverter a lógica do uso desses mecanismos, de maneira que eles funcionem como ferramentas para impulsionar os artistas e produtores culturais em início de carreira, fazendo com que cada vez mais pessoas tenham acesso. “Precisamos compatibilizar o fomento público com a economia criativa, para que os agentes culturais sejam gestores de negócios de sucesso”, disse.

Além disso, o secretário enfatizou a necessidade de o Estado fornecer estrutura para fomentar o ambiente de negócios e desenvolvimento no setor. É preciso, de acordo com ele, estimular a formalização de novos negócios e valorizar a Cultura como geradora de emprego e renda. Para isso, o Governo do Distrito Federal está investindo em um bairro criativo de 320 mil m2 em que a matriz é o audiovisual, e onde serão desenvolvidas uma série de atividades para estimular o todo setor. “Para viabilizar esta ação, contamos com uma matriz tributária agressiva, com propostas de isenções que atraiam investidores internacionais”, pontuou.  

 

O espaço de debate, junto a representantes de outros países foi importante para reforçar a importância do acordo firmado pelo Mercosul e a União Europeia para a Cultura. “Esta é uma oportunidade única de levarmos os produtos culturais brasileiros para a Europa, fortalecendo e ampliando nossos mercados”, pontuou o representante do DF.

 

Adão Cândido também apresentou os projetos da Secec para os próximos anos. São ações que focam na valorização do patrimônio, difusão cultural e economia criativa, pilares da gestão. Ele afirmou que para os 60 anos da capital, celebrados em 2020, estão previstas diversas ações que focam principalmente na recuperação e ocupação de espaços públicos, como o restauro e reabertura do Teatro Nacional Cláudio Santoro.

Ele explicou, ainda, que a Secretaria de Cultura e economia criativa do Distrito Federal prepara uma ampla programação que se estende até 2022, ano em que a cidade receberá o título de capital Ibero-americana da Cultura. Além disso, destacou Cândido, serão comemorados o bicentenário da independência do Brasil, e o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, que tem a capital como grande legado. 

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