Governo do Distrito Federal
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9/08/16 às 19h17 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Dona Gracinha circula com o projeto Forró dos Velhinhos

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Shows em asilos levam cultura e alegria para diversas regiões do DF

Aos 74 anos de idade, Maria Vieira da Silva, a Dona Gracinha da Sanfona é uma mulher boa de prosa, seu maior prazer da vida é tocar. Com deficiência visual em um dos olhos e vítima de um acidente que lhe tirou uma perna, ela dá uma lição de vida em cada show e dedica sua vida a levar música e alegria a quem precisa. Um de seus projetos, o Forró dos Velhinhos, chega à terceira edição com patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura (FAC) e com a realização do Beco da Coruja Produções.

O projeto nasceu para incentivar a inclusão social do idoso e promover a expansão do acesso da pessoa com deficiência à produção cultural do DF. O objetivo é visitar os asilos públicos de diversas regiões do Distrito Federal para apresentações de forró, com muita música, animação e dança. A ideia é simples, mas o resultado pode ser visto no sorriso ou nos olhos de cada pessoa que o projeto atinge. Os idosos se identificam muito com o show de Dona Gracinha, pois o repertório conta com serestas antigas, samba canção e chorinhos que fazem com que as lembranças das suas vidas sejam revisitadas por meio das músicas.

Nesta edição, houve a preocupação com acessibilidade nos asilos. “Para os idosos com deficiência visual haverá uma audiodescrição que é a arte de transformar imagens em palavras abrindo uma janela para o mundo das pessoas com deficiência”, explica Cássia Lemes, coordenadora do projeto. Todas as apresentações serão gratuitas e abertas à comunidade. As regiões contempladas com o projeto são Núcleo Bandeirante, São Sebastião, Planaltina, Sobradinho I e Plano Piloto.

Sobre Dona Gracinha

Em 1943, nasce na cidade de Floriano (PI), Maria Vieira da Silva, a “Dona Gracinha”. Aos sete anos de idade, começou a tocar gaita de boca, incentivada por um tio que era músico. Depois passou para o pandeiro, mas logo se interessou pela sanfona.

Com dezoito anos, já tocava em bailes e festas em sua cidade natal. Na década de setenta, veio para Brasília, e desde então marca presença no cenário cultural da cidade realizando shows, apresentações em eventos de cultura popular, casas noturnas, bares e festas locais.

Seu repertório é bastante eclético, contemplando desde o tradicional “pé-de-serra” ao forró mais moderno. Além do xote, baião, coco, xaxado e frevo, Dona Gracinha também toca choro, seresta, marchinhas de carnaval, música caipira, tango e bolero. Sem contar suas composições próprias que transitam por vários desses estilos.

Hoje, ela dissemina a cultura musical com sua sanfona pé-de-bode de oito baixos, instrumento herdado do pai. Não há registro no Brasil de outra mulher que toca a sanfona pé de bode, também chamada de gaita ou de botão, tocada pelo mestre pelo mestre Januário.

PROGRAMAÇÃO

Sábado, 9/7, às 17h, Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes (Sobradinho)

Sexta, 15/7, às 15h, Casa do Vovô (Plano Piloto)

Sábado, 23/7, às 16h, CREVIN (Planaltina)

Quinta, 28/7, às 14h30, COSE – Centro de Convivência e Sócioeducativa (Planaltina)

Sexta, 29/7, às 16h, Casa do Candango – Lar São José (Sobradinho)

Sábado, 13/8, às 14h30, Lar Francisco de Assis (Núcleo Bandeirante)

Domingo, 14/8, às 16h, Lar dos Velhinhos Maria Madalena (Núcleo Bandeirante)