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17/12/20 às 9h59 - Atualizado em 17/12/20 às 10h04

Documentário sobre expoente do Cinema Novo marca retorno de Betse de Paula a Brasília

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

17/12/2020

10:00:00

 

Ele é considerado um dos maiores diretores de fotografia, por excelência, do Cinema Novo. Expoente do movimento cinematográfico que revolucionou o audiovisual brasileiro, Mario Carneiro tingiu de luz e poesia, entre outros trabalhos ícones, “Porto das Caixas” (1961), de Paulo César Saraceni; “O Padre e a Moça” (1965), de Joaquim Pedro de Andrade; “Todas as Mulheres do Mundo” (1965), de Domingos Oliveira; e o anárquico e vanguardista “Di”, de Glauber Rocha, premiado no Festival de Cannes em 1977.

 

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Figura singular do segmento, o artista, falecido em 2007, aos 77 anos, é tema do documentário “A Luz de Mario Carneiro”, de Betse de Paula, um dos filmes na briga pelo Candango de Melhor Longa-Metragem no 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em exibição nesta quinta (17), às 23h, no Canal Brasil, sob licença exclusiva do Curta!, extraordinariamente cedido para o evento.

 

“A luz de Mario foi uma das bases do Cinema Novo”, sintetiza a diretora carioca e filha do produtor e cineasta Zelito Viana, um dos nomes chaves na produção de clássicos dessa corrente cinematográfica, como “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1968), ambos de Glauber Rocha.

 

“Por ser filha de Zelito, estou desde sempre vivendo no meio do cinema brasileiro, valorizando as outras artes, frequentando pré-estreias, conhecendo muitos filmes e cineastas”, comenta.

 

Ela conheceu Mario Carneiro em 2005, em entrevista que serve de base para o seu documentário, recheado de recordações pontuais e declarações pertinentes sobre os anos mais efervescentes do cinema brasileiro. O documentário, com imagens raras de arquivo do próprio homenageado e de momentos importantes do cinema brasileiro, é o primeiro da sua carreira a ser selecionado para mostra oficial do evento.

 

Betse, que tem uma história afetiva e intensa com cidade, onde morou por dez anos, de 1994 a 2004, se entristece com o ano atípico diante da pandemia, mas encara tudo como um desafio. “Amo Brasília, tenho até um filho candango. Até hoje ainda me perguntam se estou em Brasília, imagina agora minha satisfação e honra de estar pela primeira vez na Mostra Competitiva? Queria muito estar aí”, lamenta.

 

Para ela, é uma conquista poder exibir um filme sobre Mário no mais antigo e dos mais importantes festivais brasileiros. “Tem uma tristeza de estar longe do Cine Brasília – um templo do cinema brasileiro -, e do seu público super participativo, mas também há o desafio de entender como será a participação do público online”, reconhece a diretora.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br