Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
2/08/17 às 13h25 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Decreto institui política do Brasília Junina

COMPARTILHAR

Assinatura foi feita durante Roda de Conversa com o movimento junino

Depois de sete finais de semana consecutivos por sete regiões administrativas, o circuito Brasília Junina encerrou sua segunda edição com um público de 34 mil pessoas. A maior conquista, no entanto, veio na noite desta terça (1º) com a assinatura do decreto que instituiu o projeto da Secretaria de Cultura como política de Estado. “Como política, o incentivo para as quadrilhas continua mesmo depois desse governo. Assim, garantimos o Brasília Junina para outros anos”, justificou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

O ato ocorreu ao final da Roda de Conversa com o movimento junino na Residência Oficial de Águas Claras (Roac), em que o secretário de Cultura, Guilherme Reis, e a subsecretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Jaqueline Fernandes, acompanharam o governador num bate-papo com quadrilheiras e quadrilheiros. O encontro marcou a retomada do programa de governo que, em 2015 e 2016, passou por várias regiões administrativas para ouvir demandas da comunidade escolhidas por sorteio.

Para o secretário de Cultura, o decreto é um reconhecimento do movimento junino como representação cultural de todas as regiões de Brasília. “Ele dá maiores oportunidades, desburocratiza o processo de contratação das quadrilhas e institui chamamentos públicos e parcerias com a sociedade civil”, detalhou Reis.

Entre as demandas dos representantes de quadrilhas estavam questões de segurança para os ensaios, que ocorrem nas ruas e à noite. Como solução, alguns sugeriram a abertura de espaços em escolas para os grupos ou a ocupação de locais abandonados. O governador se comprometeu a estabelecer um diálogo entre os movimentos e a Secretaria de Educação para estudar a viabilidade da ideia de que sejam usadas unidades de ensino públicas para as quadrilhas ensaiarem.

Reivindicações

Presidente da União Junina, Hamilton Tatu cobrou novos avanços para o movimento mas reconheceu a atuação do governo para garantir mais condições aos festejos juninos. “Nestes últimos anos a gente teve vez. Antes, o recurso para a cultura era muito concentrado no Plano Piloto e nós, que estamos na terra batida, não tínhamos acesso”, disse.

Quadrilheiro e um dos representantes da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF, Robson Fusca reforça a importância do acesso aos mecanismos estatais de fomento à cultura: “Sempre tive o sonho de pegar o FAC, mas achei que isso nunca iria acontecer pra gente da cultura popular. Parabenizo ao governo porque agora entramos nesta esfera, ganhamos este reconhecimento. Agora queremos entrar mais nas políticas públicas”.

Membro da Liga, Lucas Martins demonstrou agradecimento pela iniciativa do Brasília Junina. “A gente fica feliz quando vê esse projeto deslanchando. Como é bom saber que teremos uma estrutura para dançar no próximo ano.”

Por parte da União, Márcio Nascimento reconheceu o empenho da atual gestão para o movimento junino crescer. “Somos marginalizados há muito tempo, e esse apoio é muito importante porque transcendemos as quadrilhas. Estamos envolvidos em outras manifestações culturais, como teatro e escolas de samba.”

Outra reivindicação do movimento junino foi pela inclusão de quadrilhas da Rede Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride), mas a subsecretária Jaqueline Fernandes antecipou as boas novas: “Já estamos contemplando a região no decreto, considerando as reivindicações feitas durante todas as conversas que tivemos desde o ano passado”.

Para 2018, o Brasília Junina prevê a seleção via chamamento público de organização da sociedade civil para gerir os recursos para o circuito. Além disso, será lançado o Prêmio Brasília Junina do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), de modo a reconhecer a cultura popular como força motriz da formação da identidade cultural da cidade, além de sua contribuição para a economia criativa.

Brasília Junina 2017

O segmento que trabalha para manter a tradição popular na capital teve o apoio da Secretaria de Cultura por meio do projeto Brasília Junina, criado em 2016 para o fomento da cadeia produtiva dos festejos típicos. O Brasília Junina deste ano contou com o investimento de R$ 1,3 milhão, com apoio a 40 quadrilhas que foram selecionadas via chamamento público. O orçamento foi dividido em R$ 800 mil para montagem das estruturas e R$ 504 mil para contratações artísticas. 

“Tivemos um acréscimo este ano com estruturas físicas iguais para todas as festas. Tenho certeza que ainda vamos crescer mais nas próximas edições”, disse o secretário Guilherme Reis.

*Com informações da Agência Brasília