Governo do Distrito Federal
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13/09/16 às 21h43 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Cultura manifesta interesse em apoiar Mercado Sul Vive

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Documento assinado em conjunto com a Seris fortalece espaço cultural de Taguatinga

Depois de mais de um ano de conversas, visitas técnicas e mobilizações, a Secretaria de Cultura entregou nesta terça (13) uma manifestação oficial de interesse em apoiar a manutenção do espaço cultural Mercado Sul, em Taguatinga.

Local de efervescência da cultura na região administrativa, a ocupação Mercado Sul Vive depende da desapropriação dos imóveis para seguir com suas atividades com mais segurança jurídica. Assim, a equipe da Assessoria Jurídica e Legislativa da Secretaria de Cultura atuou de forma a propor soluções para o local, que inclui ainda a cogestão do espaço para fins de equilíbrio do princípio da impessoalidade com a construção histórica do próprio movimento.

Assinado pelo secretário de Cultura, Guilherme Reis, e pelo secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, a declaração de interesse prevê um prazo de seis meses para avaliação e instrução de processo administrativo, além de mapeamento de plano diretor e inclusão de outras áreas do poder público na discussão.

Abder Paz, um dos ativistas culturais do Mercado Sul, reconheceu o esforço político do governo para dar atenção ao espaço e fortalecer a luta da cultura. “São sonhos e histórias de vida que estão em jogo. Ali tem várias sementes que estão sendo produzidas e hoje a gente passa a ter uma variável a nosso favor. Não somos apenas um grupo, mas a possibilidade de um mundo diferente”, pontua.

O secretário-adjunto da Seris acredita que o governo deve estar alinhado aos interesses da população. “Esse ato demonstra sua vocação para construção de ideias e ações conjuntas com a sociedade, fazendo com que o dinamismo e as oportunidades sejam reconhecidas e efetivadas”, diz.

Guilherme Reis, que desde o início da gestão tem dialogado com o Mercado Sul reconhece a importância de ações como esta. “Representa uma visão moderna do direito a cidade e a possibilidade de requalificação de áreas urbanas degradas por meio da ação cultural”, conclui.