Governo do Distrito Federal
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10/06/21 às 12h39 - Atualizado em 18/06/21 às 10h51

“Cultura de Todo Tipo” aposta em acessibilidade

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Texto: Úrsula Rodrigues /Editor: Sérgio Maggio (Ascom Secec)

10/06/2021

12:00:02

 

Cultura de Todo Tipo

Integrante do edital FAC Brasília Multicultural, categoria “Cultura de Todo Tipo” busca ampliar o léxico das vertentes artísticas e proporcionar meios para produção cultural protagonizada também por Pessoas com Deficiência (PcDs) e pela comunidade artística LGBTQIA+. Assim, a a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec)  vai distribuir, nessa linha, mais de R$22 milhões entre 323 projetos para 21 linguagens culturais diversas.

 

São elas: Arte Urbana; Circo; Cultura Digital, Jogos Eletrônicos e Arte-tecnologia; Diversidade e Cultura LGBTQIA+; Manifestações Tradicionais e Originárias; Gastronomia; Manifestações Culturais Gospel e Sacrorreligiosas;  Orquestras; e Gestão, Pesquisa e Capacitação Arte Inclusiva, Artes Plásticas e Visuais, Artesanato, Cultura Popular, Dança, Design e Moda, Fotografia, Leitura, Escrita e Oralidade, Música, Ópera e Musicais, Patrimônio Histórico e Artístico, Material e Imaterial, Radiodifusão, Teatro, e Audiovisual.

 

Para todas essas áreas de interesse, é permitido o desenvolvimento de projetos de criação livre, com vagas reservadas para quem nunca teve contrato com o FAC e para Pessoas com Deficiência (PcDs). Os gêneros incluem também o direcionamento da verba para eventos, ações de qualificações, circulação, montagem de espetáculos e difusão.

 

O FAC Brasília Multicultural é um edital composto por cinco categorias no valor de R$ 53,64 milhões para, ao menos, 802 projetos. As inscrições seguem até 18.6 para agentes culturais com CEAC válido.

 

Leia Mais

Edital 6 – FAC Brasília Multicultural

 

 

 

 

Na sexta-feira (11.6), às 16h, a Secec promoveu live tira dúvidas sobre a categoria Cultura de Todo TIpo, em seu canal do YouTube (clique aqui).

 

COTAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Crédito: acervo pessoal

Carla Maia – Street Cadeirante

Coordenadora do projeto Street Cadeirante, Carla Maia conta que pretende tentar o edital do Meu Primeiro FAC e Arte Inclusiva, por causa das novas políticas. Ela havia inscrito o seu trabalho no início, para tentar algo na Secec, mas não foi contemplada. Com as cotas, sente mais esperança de conseguir o apoio.

 

“Estamos submetendo a proposta para financiar as aulas do grupo, que é um projeto social. Inclusive que trabalha também com audiovisual para difusão do material. Eu achei ótimo agora ter essa questão. É importante mostrar que a sociedade é diversa.”, explica Maia.

 

A companhia de dança foi fundada em 2018 e é composta por um grupo de nove bailarinas e um bailarino. São eles: Mariana Guedes, Ana Fiche, Estevão Lopes, Carla Maia, Juliana Lindsen e Vânia Blessed e Ainda tem Delma Ferro, Walquíria Coimbra e Izabella Gobbi

 

Atualmente, os responsáveis estudam expandir o programa para o público infantil. Antes da pandemia, as aulas ocorriam aos sábados com a reunião do grupo em Brasília. E as apresentações eram gravadas e distribuídas on-line, de forma gratuita às PcDs de todo o Brasil.

 

Carla enxerga como fundamental a iniciativa, principalmente no período da pandemia. “Isso ajuda com a saúde mental das pessoas cadeirantes. Para essas pessoas, que achavam que não podiam dançar, a dança é muito mais. Ela representa o momento em que a gente se conecta com a alma e se sente livre, capaz. Mexe com a autoestima.”, conta.

 

Alê Capone

Uma das fundadoras do Porão do Rock, Alê Capone, mãe de um menino autista, hoje se dedica a assessorar projetos para torná-los mais inclusivos. Desde 2006, Alê está à frente da Associação Cultural de Estudos Sociais e Sustentabilidade Organizada (ACESSO) e, assim, ajudou a promover a discussão de inclusão cultural para PcDs no Brasil.

 

“Acho muito legal e superimportante a inclusão e acessibilidade nos editais, e também a questão das cotas. Porque parte do princípio do protagonismo da pessoa com deficiência: nada sobre nós, sem nós. Mas acho também que as pessoas precisam estudar melhor como atender esse público. Existem diversas outras formas, para além das descritas no edital.”,  diz Capone.

 

A assessora reúne currículos de PcDs em diversas funções da produção e montagem artística, para trabalharem como assessores, brigadistas, limpeza, bar, técnico de som. A empresa trabalha, ainda, com a profissionalização desse pessoal. Monitorando diversos projetos para o FAC, Alê acredita que é preciso criar a cultura de que PcDs frequentam e constroem cultura.

 

Formatos

Além dos projetos livres, eventos, ações educacionais, montagem de espetáculo, difusão e circulação, o “Cultura de Todo Tipo” permite destinação de verba a formatos exclusivos de algumas linguagens culturais.

 

Na área da Radiodifusão, os projetos terão apoio para a criação e manutenção de novos programas radiofônicos tradicionais e comunitários. Além de investimento para o setor de podcasts.

 

Para o Audiovisual, as linhas de apoio serão para o desenvolvimento e manutenção de cineclubes, roteiros de longametragem ou obras seriadas, complementação, finalização com e sem lançamento, comercialização e distribuição de longas. Assim como produção de filmes, séries, telefilmes, jogos eletrônicos, obras cinematográficas, webséries e webcanal.

 

Em Arte Urbana, as propostas podem contar com  o FAC para apoio e realização de batalhas de rimas e slam. Em Dança, pode haver proposições em videodança. Para a linha de Cultura Popular e Manifestações Tradicionais e Originárias, os recursos destinam verba para a produção de adereços e indumentárias.

 

No campo de conhecimento da Leitura, Escrita e Oralidade o agente cultural pode propor planos de pesquisa, publicação e registro. Este proponente pode contar com o FAC para projetos direcionados a bibliotecas comunitárias e pontos de leitura.

Bem como para desenvolvimento e publicação de catálogos, periódicos, livros, revistas especializadas e quadrinhos. Serão aceitas, ainda, propostas para a formação e circulação de profissionais contadores de histórias.

 

A linguagem de Patrimônio Histórico contará com planos específicos para educação patrimonial, pesquisa e inventário e formação de plateia.

 

CULTURA DE TODO TIPO 

A partir da inclusão de 21 distintas linguagens culturais, o “Cultura de Todo Tipo” tem o objetivo de ampliar e diversificar a cultura do Distrito Federal. Manifestações culturais como arte urbana, circo, gastronomia, cultura digital e LGBTQIA+ estão presentes nessa categoria, que vai distribuir mais de R$22 milhões entre 323 projetos.

 

ANEXO_I_Descricao_da_Categoria_Cultura_de_Todo_Tipo

ANEXO VI – Cultura de Todo Tipo – Formulário de Inscrição

 

É obrigatório que todos os proponentes construam propostas que busquem abranger ações de acessibilidade cultural, com ao menos um item de ajuda técnica e tecnologia assistiva para Pessoas com Deficiência (PcDs). Como, por exemplo, interpretação em libras, leitura labial, braile, audiodescrição, elevadores e rampas.

 

As inscrições ocorrem por meio do sistema eletrônico disponível no endereço http://editais.cultura.df.gov.br/#/login. Os projetos culturais devem ser enviados com toda a documentação até às 18h do dia 23 de junho de 2021. Cada agente deverá estar atento às propriedades descritas do espaço escolhido.

 

Haverá reserva de vagas para agentes culturais considerados Pessoas com Deficiência (PcD), assim como para aqueles que nunca celebraram contrato com o FAC.

 

É obrigatório que o proponente tenha inscrição regularizada no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (CEAC). O edital N° 6/2021, a categoria Cultura de Todo Tipo, assim como os demais anexos, estão disponíveis na íntegra no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e no site do Fundo de Apoio à Cultura.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

e-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br