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14/12/20 às 22h42 - Atualizado em 15/12/20 às 0h22

Conheça o Júri que premiará os melhores filmes do 53º FBCB

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Sérgio Maggio (Ascom Secec)

14.12.20

22:29

 

Daniel MarquesA edição 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), que segue desta terça-feira (15.12) até domingo (20.12), no Canal Brasil e na plataforma Canais Globo, terá três comissões de jurados que vão avaliar o melhor filme em cada uma das mostras competitivas. Juntas, vão denominar o Candango de Melhor Filme e atribuir alguns prêmios especiais.

 

“Neste ano, de forma atípica, todos os filmes já entraram no FBCB com o prêmio em dinheiro. Os longas da Mostra Oficial receberam R$ 30 mil e os curtas, R$ 15 mil, enquanto a Mostra Brasília pagou R$ 15 mil aos longas e R$ 5 mil aos curtas, num total de R$ 400 mil. Agora, o que está em jogo é o cobiçado e prestigiado Candango”, destaca a diretora executiva do FBCB, Érica Lewis.

 

Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 21.12, às 20h, no Canal do YouTube da Secec, numa cerimônia ao vivo, onde também serão anunciados os vencedores do júri popular e de prêmios especiais.

 

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Programação paralela

 

JÚRI DA MOSTRA OFICIAL DE LONGAS-METRAGENS

 

Ana Maria Magalhães

Crédito: DivulgaçãoAtriz e diretora, atuou em filmes de importantes diretores como Nelson Pereira dos Santos, Hector Babenco, Glauber Rocha e Manoel de Oliveira.

 

Na televisão, destacou-se nos clássicos “Gabriela” (1975), “Saramandaia” (1976) e “Top Model” (1989).

 

O primeiro filme como diretora, “Mulheres de Cinema”, foi eleito pela crítica um dos 100 melhores curtas brasileiros. A seguir, realizou “Já que Ninguém me Tira pra Dançar”, sobre Leila Diniz, e curtas de sucesso como “Assaltaram a Gramática”. Realizou “Reidy, a Construção da Utopia”, premiado no Festival do Rio e no Cine Eco, em Portugal. Escreveu e dirigiu a série “O Brasil de Darcy Ribeiro”, laureada pela TAL TV como Melhor Série Documental.

 

 

O último filme, “Mangueira em 2 Tempos”, recebeu o prêmio de Melhor Documentário no International New York Film Festival e Menção Honrosa no Los Angeles Brazilian Film Festival. O aguardado filme será lançado em 2021.

 

Joel Zito Araújo

crédito: Cleumo Segond

Mineiro de Nanuque, o diretor, roteirista escritor, professor e pesquisador Joel Zito Araújo é responsável pelo resgate, visibilidade e debate da presença afrodescendente no audiovisual. A luta constante é contra a intolerância racial, tema, aliás, que também norteia seus trabalhos acadêmicos.

 

Formou-se em psicologia pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), fez mestrado em Sociologia da Educação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutorado em Comunicação na ECA/USP e pós-doutorado em rádio, TV e Cinema na Universidade do Texas (EUA).

 

Desde os anos 1980, trabalha com o cinema. A estreia foi em 1989, com o curta, “Memórias de Classe” (1989). Nessa primeira fase da carreira, realizaria ainda “Alma Negra da Cidade” (1990), “São Paulo Abraça Mandela” (1991) e “Retrato em Preto e Branco” (1992). A consagração viria em 2001, com o documentário, “A Negação do Brasil”, vencedor do festival “É Tudo Verdade”.

Em 2005, estreia na ficção com o drama, “Filhas do Vento”, premiado em Gramado. Dois anos depois, lança pela Fundação Cultural Palmares o livro, “O Negro na TV Pública”. Seus trabalhos seguintes no cinema seriam “Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado” (2009), “Raça” (2013) e o premiado, “Meu Amigo Fela” (2019), sobre o músico nigeriano Fela Kuti. Seu mais recente trabalho, o longa de ficção, “O Pai da Rita”, está previsto para ser lançado em 2021.

 

Ilda Santiago

Crédito: Divulgação

Formada em Jornalismo e Cinema pela Universidade Federal Fluminense, Ilda Santiago é sócio-fundadora do Grupo Estação, importante janela exibidora de filmes de arte no Brasil, além de diretora executiva, de programação e relações internacionais do Festival do Rio, um dos mais prestigiados e respeitados eventos cinematográficos da América Latina, nascido em 1999.

 

É uma das responsáveis pela expansão e criação do Espaço Unibanco. A partir do catálogo que montou com mais de 300 filmes à frente do Grupo Estação, organizou várias retrospectivas, tendo como atrações trabalhos de mestres do cinema mundial como Louis Malle, François Truffaut, Ingmar Bergman, Orson Welles, Jean Luc Godard e Nelson Pereira dos Santos, entre muitos outros.

 

Curadora e produtora de diversos eventos de promoção do cinema brasileiro em todo o mundo, Ilda organizou, durante anos, a Premiere Brasil em Nova York (MoMA, de 2003 a 2013), em Berlim (Haus der Kulturen der Welt), em Lisboa (Centro Cultural Belem) e também em Shanghai, Beijing e Washington DC.

 

Como jurada, participou de diversos festivais no exterior e no Brasil. É produtora da comédia, “Bem Casados”, de Aluizio Abranches e produtora associada dos filmes, “Rio Eu Te Amo”, “Marias” e “Todas As Canções de Amor”.

 

Atualmente, é responsável pela distribuidora Pagu Pictures, que já lançou títulos como “Aos Teus Olhos” (2017), de Carolina Jabor, e “Sequestro Relâmpago” (2018), de Tata Amaral.

 

JÚRI DA MOSTRA OFICIAL DE CURTAS-METRAGENS

 

Carlos Marcelo

FOTO:DIVULGAÇÃO

Nascido em João Pessoa (PB), mas, radicado desde 1985, em Brasília, Carlos Marcelo é formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e começou a carreira profissional no caderno cultural do Correio Braziliense, chegando a editor-executivo no diário brasiliense. Em 2005, foi um dos vencedores do Prêmio Esso. Desde 2016, é diretor de redação do Estado de Minas. É um dos criadores do programa de rock, Cult 22, da Rádio Cultura FM (DF).

 

Idealizou e foi curador da primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Brasília (FicBrasília), realizado em 1999. No mesmo ano. venceria o Candango de Melhor Roteiro e Júri Popular no Festival de Brasília com o curta-metragem, “Tepê”, de José Eduardo Belmonte. Em 2000, ganharia o Prêmio de Melhor Argumento no 8º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá com o mesmo curta.

 

Seus trabalhos como roteiristas, foram reconhecidos nos festivais de roteiro em Porto Alegre e Lisboa (Portugal). É autor dos livros, “Eu engoli Brasília – Nicolas Behr”, perfil biográfico sobre o poeta mato-grossense radicado na capital, “Renato Russo: o filho da revolução, “O Fole Roncou! Uma História do Forró”, escrito a quatro mãos com o jornalista Rosualdo Rodrigues, além do romance policial, “Presos no Paraíso”.

 

Graciela Guarani

Crédito: Alexandre Pankararu

Pertencente à nação Guarani Kaiowá, Graciela é produtora cultural, comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual. Mulher indígena pioneira em produções originais audiovisuais no Brasil, já dirigiu e roteirizou oito curtas-metragens, uma série de vídeos cartas realizadas para o Instituto Moreira Salles (IMS), no Rio de Janeiro, além de participar como cinegrafista e codiretora do longa “My Blood is Red (Needs Must Film)”.

 

Também inclui na sua trajetória atuação como facilitadora do curso, “Mulheres Indígenas e Novas Redes Sociais – Da Invisibilidade ao Acesso aos Diretos”, projeto da ONU Mulheres Brasil e do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sues na Mídia e no Cinema”.

 

Liloye Boubli

Crédito: acervo pessoal

 

Liloye Boubli é cineasta e diretora da TV. Formada em Artes pela Universidade de Brasília, iniciou a carreira como assistente de direção em longa metragem de ficção. Dirigiu o documentário de longa, “Ballet Bolshoi, Dois Séculos de História” (2001), que teve distribuição para diversos canais internacionais, além de exibição na noite de abertura do “Dance on Camera Festival”, no Lincoln Center de Nova York.

 

Participou do Sundance Festival com o curta, “Tangerine Girl” (1998). Os trabalhos mais recentes são as séries documentais para TV, “Presença de Villa Lobos na Música Brasileira” (2018), “Na Fita” (2018), “O Que Querem as Mulheres?”, com Heloisa Buarque de Hollanda e, “Maracatus”, filmado no Brasil e Angola.

 

JÚRI DA MOSTRA BRASÍLIA LONGAS E CURTAS

 

Catarina Accioly

Crédito: Naiara Pontes

Produtora, roteirista, diretora e atriz com 25 anos de experiência em teatro, cinema e TV, Catarina Accioly é graduada em Artes Cênicas na Universidade de Brasília (UnB), em 1999, e desde 1994 atua. Só de espetáculos teatrais são mais de 30 participações como atriz ou diretora, contando com a consultoria de mestres do ramo como o uruguaio, Hugo Rodas, e Antônio Abujamra.

 

No cinema, roteirizou, dirigiu e produziu três curtas-metragens: “A Obscena Senhora D”, adaptado da obra homônima de Hilda Hilst; “Entre Cores e Navalhas” e “Uma Questão de Tempo”, que seguiram carreiras em festivais no Brasil e em outros 18 países, abiscoitando prêmios de direção, atriz, montagem e direção de arte.

 

É uma das protagonistas do longa de estreia de André Carvalheira, “New Life S.A.”. Entre 2009 e 2017, atuou como coordenadora de TV, diretora e roteirista de conteúdos audiovisuais, prestando serviços para órgãos governamentais e organizações internacionais.

 

Em 2018 fundou a Stelios Produções, objetivando valorizar projetos com temáticas de gênero, protagonismo da mulher, histórias ligadas à criança e adolescência e o universo do campo.

 

Débora Torres

Crédito: Divulgação

Atriz, produtora executiva, roteirista e cineasta, a goiana Débora Torres acumula 36 anos de carreira e a experiência de trabalhar com importantes nomes do cinema nacional como João Batista de Andrade, Walter Hugo Khoury, Aníbal Massaini, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart, Nicete Bruno, Rubens Ewald Filho, entre tantos outros.

 

É criadora e produtora executiva de festivais em Goiânia, Anápolis e Araxá. Foi diretora do Cine Municipal de Cultura Goiânia Ouro de 2005 a 2010 e Conselheira Municipal da Cultura de Goiânia de 2005 a ‪2010 e nos anos de 2017/ 2018/2019.

Produziu, roteirizou e dirigiu diversos curtas-metragens, destaques os projetos “Wataú” (2000) e “Quadro Negro” (2010), além do longa, “O Servo de Deus Padre Pelágio”. É coprodutora do filme, “Vazio Coração”, de Alberto Araújo, estrelado por Othon Bastos e Murilo Rosa.

 

Sérgio de Sá

Crédito Divulgação

O brasiliense Sérgio de Sá é professor na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Jornalista, mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBa) e doutor em Estudos Literários (UFMG), é autor de “A Reinvenção do Escritor: Literatura e Mass Media (Editora UFMG) e “Roberto Corrêa: Caipira Extremoso (Brasilienses, v. 2)” e coautor de “Os criadores: Athos Bulcão, Burle Marx, Lucio Costa e Oscar Niemeyer (Brasilienses, v. 4)”.

 

Editou três títulos da coleção Brasilienses (Multicultural Arte e Comunicação). Realizou pós-doutorado no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (Pacc-UFRJ). Foi repórter de Cultura do Jornal de Brasília.

 

Foi repórter, subeditor e editor de Cultura do jornal Correio Braziliense. Foi editor do suplemento Pensar, no mesmo Correio Braziliense, e colunista do portal Metrópoles. Produziu e apresentou o programa Sessão das Duas, na TV Brasília.

 

Foi comentarista de literatura na rádio Cultura FM. Publicou artigos, reportagens e resenhas em Veja (Especial 50 anos de Brasília), Continente Multicultural, O Globo (suplemento Prosa & Verso), Estado de Minas e Piauí, entre outros jornais e revistas.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br