Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
10/04/14 às 22h53 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Confira tudo o que aconteceu no I Encontro Ibero-americano de Incentivo e Fomento

COMPARTILHAR

Evento terminou com promessa de continuidade na troca de experiências

O I Encontro Técnico Ibero-americano de Incentivo e Fomento terminou nesta quinta-feira (10) e agradou gestores culturais de outros estados e de outros países que participaram do evento. O subsecretário de Fomento da Secretaria de Cultura do DF, Leonardo Hernandes, afirmou que espera a continuidade das trocas intelectuais e multiculturais entre os diferentes representantes dos governos.

“Portugal tem uma tradição centralista, mas com muito respeito às decisões municipais para a Cultura”, afirmou Samuel Rego, diretor geral das Artes (DGArtes) de Portugal. A instituição é a responsável pela coordenação e execução das políticas de apoio às artes do governo português. Entre os objetivos estão o apoio a agentes culturais independentes, internacionalização da arte e dos artistas portugueses e estímulo à inovação e experimentação.

Ele participou da mesa expositiva sobre os desafios da subvenção direta. Também se apresentaram o subsecretário Leonardo Hernandes e a diretora de Economia da Cultura da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul, Denise Viana Pereira. “Esperamos que o século XXI seja o século da afirmação dos direitos culturais”, disse Leonardo, que explicou aos presentes como funciona o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) no DF.

Denise também explicou o funcionamento do Fundo de Apoio à Cultura, mas como ele opera no Rio Grande do Sul. Um dos grande trunfos da política, segundo ela, é que não há no estado um região em que não há algum projeto cultural financiado acontecendo.

Indicadores
A última mesa expositiva do evento trouxe debates sobre sistemas, indicadores e observatórios de Cultura. Geraldo Luiz Horta, do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), explicou como funciona o desenvolvimento distribuído do sistema e os critérios de governança.

Já Frederico Barbosa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentou os estudos da instituição que envolveram ainda acesso, emprego e financiamento. O diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Luiz Antonio Gouveia fechou a mesa expositiva falando sobre o Observatório Cultural.

Crowdfunding, microfinanciamento e Vale-Cultura
Os desafios das parcerias público-privadas e as novas formas de financiamento e associativismo deram o tom do terceiro dia do I Encontro Ibero-americano de Incentivo e Fomento, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na quarta-feira (9), em Brasília. O evento, que reúne gestores da Europa e América Latina discutiu crowdfunding, bancos de microfinanciamento e o Vale-Cultura, além de experiências do Rio de Janeiro, Espanha e Chile.

“As pessoas também têm o dever de se preocuparem com a sua cultura. Não deve ser um papel exclusivo do Estado, do poder público”, afirmou o subdiretor geral de Promoção de Indústrias Culturais e Mecenato do Ministério da Cultura da Espanha, Faustino Díaz Fortuny. “Ainda há a mentalidade de que a cultura deve ser gratuita. Não. Ela precisa de recursos, precisa de pessoas”, completou.

Cristian Antoine, especialista em mecenato na América Latina, deu um panorama mais otimista para o cenário cultural atual e afirmou que “vivemos na idade de ouro da filantropia privada para a cultura e as artes”. Logo em seguida, ele traçou um paralelo entre a Lei Rouanet, do Brasil, e a Ley Valdés, do Chile, e afirmou que os dois sistemas são os mais consolidados da América Latina.

“Temos que entender que os projetos não nascem na lei de incentivo, eles têm uma dinâmica própria!”, diferenciou a superintendente da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Tatiane Richard. Ela demonstrou ainda, como a superintendência mudou de papel, antes de burocracia e avaliação, para acompanhamento dos projetos para a completa realização.

Na discussão sobre as formas inovadoras de financiamento, parcerias e associativismo, o encontro trouxe a experiência de microfinanciamento do Banco Comunitário da Estrutural. Em seguida, Ignasi Miró trouxe as experiências da Obras Social La Caixa, da Espanha.

Os convidados puderam também aprender mais sobre a experiência dos escritórios de coworking para as pequenas empresas. A professora de Cultura de Tecnologia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explicou que os espaços servem tanto para reduzir custos quanto para reforçar o networking. Além disso, mostrou os sites de crowdfunding, experiências em que a população pode apoiar e financiar projetos com pequenos valores.

A manhã terminou com as explicações sobre o Vale-Cultura, do governo federal. Hermides de Menezes, do Ministério da Cultura, explicou como funciona para usuários e empresas o projeto que fomenta a produção cultural no Brasil e faz girar a economia da cultura em diferentes locais.

Experiências internacionais
Logo na abertura das mesas expositivas, Alberto Fesser, representante empresa de gestão cultural, La Fabrica, da Espanha, mostrou todos os projetos que realizam e incluem gestão de espaço e programação de atividades culturais, estratégias de patrocínio, criação e realização de projetos culturais, design e edição de publicações e conteúdos de internet.

O gerente executivo da Diretoria de Marketing do Banco do Brasil, Delano Valentim de Andrade, falou sobre marketing cultural e a rede de centros culturais da instituição. A experiência da Bahia foi a primeira a ser apresentada no evento, pelo superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura da Bahia, Carlos Paiva.

A segunda mesa foi dedicada à difusão cultural e descentralização e trouxe as falas do especialista em Modelos de Difusão Cultural da companhia de teatro hispano-brasileira La Casa Incierta, Carlos Loredo; do representante da Rede de Festivais da América Latina, Guilherme Reis; do conseiller para o teatro e a dança do governo francês, François Duval; e da representante do Centro de pesquisa e Formação do SESC-SP, Andrea de Araújo Nogueira.