Governo do Distrito Federal
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3/01/17 às 13h26 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Concertos Didáticos levou MPB a 200 alunos em 2016

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O projeto MPB – Concertos Didáticos, apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) reuniu 200 alunos em seis apresentações itinerantes em 2016, levando a eles e forma atraente uma pequena amostragem da rica cultura musical brasileira, através de um repertório composto por clássicos da música popular. Foram ouvidos diversos ritmos populares, da bossa nova ao baião, do bumba-meu-boi ao choro, passando pela valsa e pelo samba-funk.

O primeiro MPB- Concertos Didáticos aconteceu na Escola GISNO, Asa Norte, no dia 15/9/2016, com turna EJA, noturno, de 35 alunos. O segundo, levou música às Escola CEI 01, de São Sebastião, turno vespertino, dia 29/09/2016,com 30 crianças de 5 anos de idade (maravilhoso). Seguido pela Escola CEN Júlia Kubitschek (Candangolândia), o Centro Educacional 1 (Guará).

“A proposta era de convidar o aluno a fazer uma viagem prazerosa através da música brasileira, procurando valorizar o que é do nosso País. É uma busca da confirmação de nossa identidade, diante de tantas influências e informações disponíveis, às quais os jovens estão expostos”, resume o produtor executivo, Ubiracy Culau.

Os concertos foram sempre acompanhados de oficinas de música voltadas para os alunos de escolas públicas, cumprindo a função de democratizar a arte e formar plateias para a música popular brasileira. O MPB – Concertos Didáticos é apresentado por cinco músicos com formação acadêmica e consiste em uma hora e meia de concerto, mais uma hora de oficinas sobre os temas e instrumentos usados, sendo que, entre os alunos participantes, durante as oficinas, serão disponibilizados sete instrumentos de percussão. O que mais se destacar no grupo, terá uma aula particular, dada por um arte educador.

REPERTÓRIO

LAMENTOS – PIXINGUINHA (choro)

“Lamentos é considerada uma obra prima do gênero Choro. Composta em 1922, ao retornar com o grupo “Os Oito Batutas” de uma tournê de grande sucesso na França. A inspiração veio de um ato racista, quando da chegada a um hotel no Rio de Janeiro, onde seriam homenageados. Não reconhecidos, ouviram: “negros entram pela porta dos fundos”. Pixinguinha disse aos companheiros: “lamento, amigos, teremos que entrar pelos fundos”. No camarim , depois das muitas desculpas dos organizadores, pegou um papel e nos deixou por herança esse clássico, uma das mais belas páginas da Música Popular Brasileira.

ABISMO DE ROSAS – AMÉRICO JASCOBINO, o “CANHOTO” (valsa)

Abismo de Rosas, composta em 1905, aos 16 anos, após uma desilusão amorosa, é um dos clássicos do instrumento, considerada por músicos das mais diversas Escolas como a mais linda melodia da música brasileira. Célebre valsa do Cancioneiro Popular, mas que pode ser considerada como uma obra prima da Música Clássica.

VERA CRUZ – MILTON NASCIMENTO/MÁRCIO BORGES (baião)

Vera Cruz representa um momento cultural importante na música de nosso País (final dos anos 60). Influenciados pelos Beatles, jovens passaram a compor, utilizando elementos da percussão da cultura popular brasileira (baião, congado, guarânia, folia de reis e outros), e fundiram com elementos harmônicos sofisticados da Bossa Nova e do Jazz. Estandarte da música instrumental brasileira, foi executada por músicos de jazz como Pat Methehi e Wayne Shorter e por vários interpretes brasileiros, como a cantora Elis Regina.

MARANHÃO MEU TESOURO MEU TORRÃO – HUMBERTO DE MARACANÃ ( bumba meu boi)

“Música considerada um clássico das festas juninas e sua letra evoca as belezas naturais do Maranhão. A sua melodia remete às tradiçoes afrobrasileiras daquele Estado. O seu ritmo possui polirritmias, elementos que podem ser bem explorados no contexto de ensino de música. Humberto de Maracanã, “…Uma voz inconfundível, uma voz eternizada em toadas que embalam a cultura popular do Estado do Maranhão”. “

INSENSATEZ – Tom Jobim (bossa nova)

“Uma das melhores composições do Maestro Tom Jobim, Insensatez, é uma boa representante do gênero Bossa Nova, fundamental para a história da música brasileira. Surgiu em 1958, como uma nova alternativa estética. Propõe um novo uso melódico das tensões harmônicas e uma abordagem orquestral mais enxuta, tendo o violão, junto à voz, como centro da cena. Insensatez, em sua melodia e harmonia lembra Frederik Chopin e tem “…Uma letra dilacerante que reverbera a tristeza do poeta”. “

MARIA FUMAÇA – BANDA BLACK RIO (samba funk)

“A Banda Black Rio, em suas composições, com Maria Fumaça, representou uma fusão da múisica brasileira com as influências da música norteamericana (Soul, R&B, Blues e Funk). O Soul se tornou fenômeno de massa no Rio de Janeiro, em subúrbios e na Zona Norte, principalmente entre a juventude afrobrasileira. Em 1976, milhares de jovens se reuniam em bailes, onde o movimento Balck Power encontrou solo fértil para se manifestar. Nesse ambiente se desenveu uma busca de “…uma identidade “negra” que se oporia fortemente à retórica do mito da democracia racial”. “

FICHA TÉCNICA

MÚSICOS/ARTE EDUCADORES

Léo Torres (consebeu o projeto e é seu Diretor Musical e Pedagógico). É músico profissional desde os 17 anos de idade. Durante esses mais de dez anos de carreira, participou de diversos projetos musicais e pedagógicos. Da sua cidade natal (São Luís – MA) herdou a familiaridade com a cultura popular do bumba-meu-boi e do tambor de crioula. Já em Brasília, desde 2012, se envolveu em projetos de jazz e bossa nova (Trio Veredas e Orquestra Popular Candanga), salsa e outros estilos latinos (Banda Sabor de Cuba), além de ter participado da formulação e execução de oficinas musicais no projeto de extensão Musicar – Música na Comunidade (Brazlândia). Em suas oficinas musicais tenta sempre aproximar o universo do aluno à cultura popular brasileira.

Betinho Rodrigues. Guitarra e Violão. Cursa Licenciatura em Música na UNB. Formou-se Técnico na CEP/ EMB – Escola de Música de Brasília, onde estudou com diversos professores e participou de cursos com grandes nomes da música brasileira, como: Lula Galvão, Genil Castro, Ricardo Silveira, Mike Moreno, Lupa Santiago, Ian Guest, Ademir Júnior, Fátima Guedes, Juarez Moreira, Paulo André Tavares, Marcelo Ramos, Ricardo Baptista, Rodrigo Bezerra, Ely Farias entre outros. Profissional reconhecido no mercado musical, tocando com vários artista de renome e de diversos generos.

Pedro Augusto. Baterista, percussionista e professor de música. Atua em Brasília, sua cidade natal. Formado em Licenciatura em Música, UNB; com intercâmbio em Jazz Performance pela University of Louisville (EUA); Concluiu o curso de Bateria da Escola de Música de Brasília. Conhecido por sua versatilidade musical. Já trabalhou com artistas de diferentes vertentes. Dentre eles destacam-se: Dominguinhos, Rodrigo Teaser, Thiago Espírito Santo, Pedro Martins e Ellen Oléria. Atualmente, PA é baterista dos projetos musicais de Thiago Lunar, Funqquestra, Rogério Midlej, Célia Porto e Tex Quarteto.

Raildo Ratho. Saxofonista formado pela Escola de Música de Brasília, tendo optado pelo estilo Fusion (mescla Funk, Rock, Jazz e ritmos latinos). Influenciado por expoentes da música instrumental: Michael Brecker, Hermeto Pascoal, Chick Corea, Jonh Coltrane e outros. Apresentou-se com músicos como: Carlos Malta, Márcio Bahia e Sérgio Galvão. Participou dos CIVEBRAS de 1994 a 2000, 2004,2010 e 2011, do festival DANI BRAZILA em 2012 e 2013 na Sérvia no Leste europeu . Saxofonista do PROJETO FUNKEANDO, da cantora Negra Li, Akua Naru (rap americana), cantora Jesunton (inglesa), dentre outros. Toca na banda Comfusion. Atualmente é professor da BSB Musical de Saxofone e da Escola São Domingos Sávio da Rede Salesianas. Foi componente da Funkjazz, com vários apresentações e Workshops. Sob a regência do Maestro Manoel de Carvalho , foi 1º Sax Tenor da Brasília Jazz Band e da Brasília Popular Orquestra-BRAPO, participando da gravação do programa talentos da TV Câmara em Brasilia, bem como de vários CD's e DVD's com artistas de Brasilia.

Rinaldi Clayton . Músico, tecladista, pianista, compositor e arranjador. Artista profissional há treze anos, participou do Festival de música instrumental BNB em Fortaleza-CE, Projeto FUNARTE ” Concertos Didáticos” .Gravou e arranjou o CD do percussionista Carlos Pial. Foi premiado no Festival da Rádio Nacional, na categoria melhor arranjo com Carlos Pial. Foi pianista acompanhante do Festival Odery de Bateristas, dezenas de artistas de projeção nacional e internacional. Trabalhou com artistas como Alcione, Michael Sullivan, Fernando Mendes e vários outros.