Governo do Distrito Federal
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25/03/13 às 14h04 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Concerto de Gala da OSTNCS homenageia o compositor Richard Wagner

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A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro titular Cláudio Cohen, realizará grande concerto de gala nesta terça (26/03), às 20h00, na sala Villa Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, em homenagem ao compositor Richard Wagner. No programa: Idilio de Siegried de Richard Wagner; Concerto para Violino em mi menor op.64 de Felix Mendelsohn, tendo como solista o violinista Netanel Draiblate; e encerrando o concerto a Sinfonia nº 7 de Antonin Dvoràk. A entrada é franca obedecendo-se a ordem de chegada do público.
 
Programa

Homenagem a Richard Wagner

Regência – Maestro Cláudio Cohen

R. Wagner – Idilio de Siegried

F. Mendelsohn – Concerto para Violino em mi menor op.64
Allegro molto appassionato
Andante
Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Solista – Netanel Draiblate
(a Chesapeak International Artist)

Antonin Dvoràk – Sinfonia no. 7 em Ré Menor, Op. 70
Allegro maestoso
Poco adagio
Scherzo: Vivace – Poco meno mosso
Finale: Allegro


Richard Wagner – O Idilio de Siegried
As óperas wagnerianas que compõem o ciclo do Anel dos Nibelungos, são, em ordem cronológica do enredo: Das Rheingold (O Ouro do Reno), Die Walküre (A Valquíria), Siegfried e Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses). Apesar delas serem apresentadas como obras individuais, a intenção de Wagner era apresentá-las em série. O que aconteceu em Bayreuth, em 13 de agosto de 1876. Das Rheingold, no entanto, já havia estreado em Munique em 1869, a contragosto de Wagner.O processo de criação da tetralogia O Anel dos Nibelungos foi bastante tortuoso, com muitos detalhes ainda desconhecidos. Sabe-se que a composição do texto tomou forma entre 1848 e 1853. No entanto, muitas revisões foram realizadas até 1872. A ópera Siegifried, a terceira das quatro que compõem a tetralogia somente na estreia do ciclo, em 1876. Apesar de sua dimensão épica (o ciclo ‘Anel’ dura cerca de 16 horas), obteve grande sucesso de pública e crítica, tendo encantado inclusive o Imperador Pedro Segundo, que chegou a convidar Wagner para morar no Brasil. O Imperador no entanto, foi persuadido a desistir da ideia devido às ligações de Wagner com o líder anarquista Mikhail Bakunin o com o emergente movimento socialista da época. 

F. Mendelsohn – Concerto em mi menor op.64, para Violino e Orquestra
O Concerto em Mi menor para Violino e Orquestra, de Mendessohn é o seu último grande trabalho orquestral e também um dos que alcançaram maior popularidade, tornando-se parte importante do extenso repertório de obras para violino. A ideia do concerto foi inicialmente proposta a Ferdinad David, um amigo do compositor que era spalla da Orquestra Gewandhaus de Leipzig, de quem obteve um bom auxílio técnico para a organização da obra. Embora, o Concerto tenha sido planejado em 1838, foi concluído somente em 1844, e estreado no ano seguinte. A obra, tipicamente romântica, influenciou obras de vários outros compositores. Embora o Concerto consista de três movimentos que obedecem à clássica estrutura ‘rápido-lento-rápido’, com cada movimento seguindo a forma tradicional estabelecida desde o período clássico, trouxe uma gama de inovações que o colocaram à frente do seu tempo. Estas incluem a quase imediata entrada do violino no início da obra, o que contrasta com a tendência dos concertos românticos de colocarem uma introdução orquestral onde os temas principais são apresentados e antecipados para depois serem explorados pelo solista. Outra inovação diz respeito à forma. Os três movimentos são conectados melódica e harmonicamente, sem que haja a necessidade de interrupção entre eles. O Concerto em MI Menor foi muito bem recebido desde a sua estreia, tendo logo se tornado um dos grandes concertos para violino de todos os tempos. O Concerto foi gravado por muitos grandes violinistas e é um concerto executado regularmente.

Antonin Dvoràk – Sinfonia n º 7
Dvorák começou a trabalhar na Sinfonia 7 em dezembro de 1884. Ele tinha ouvido e gostado muito da Terceira Sinfonia de Brahms que o inspirou a escrever uma nova sinfonia. Ocorreu também que, no mesmo ano, A Sociedade Filarmônica de Londres o convidou a escrever uma nova sinfonia, elegendo Dvorák para ser membro honorário. Naquele tempo, os Tchecos estavam envolvidos em muitas lutas políticas vinculadas à afirmação do seu Estado Nacional. Dvorák resolveu que a sua nova sinfonia deveria refletir esta luta e conciliar os sentimentos simples e campestres do compositor com o intenso patriotismo vinculado ao desejo de ver a nação Tcheca florescer. Em 15 dias, o compositor concluiu os rascunhos do primeiro movimento e do segundo movimentos, que foram dedicados ao momento triste que estava vivendo, ainda em luto pelo recente falecimento de sua mãe. O primeiro movimento começa descrevendo uma intensa calma e paz que, no entanto, inclui também a agitação forte de um tempo de tempestades. A paz tensa retorna no segunda movimento. Um mês depois, o terceiro e o quarto movimentos foram concluídos. Dvorák disse que o quarto movimento sugere a capacidade do povo Tcheco de resistir à opressão política. A primeira apresentação da obra foi no dia 22 de abril de 1885 em Londres, sob regência do próprio compositor. Apesar do sucesso da obra, a sua publicação foi um pesadelo. O editor alemão Fritz Simrock fez exigências absurdas ao compositor, como, por exemplo, pedir-lhe arranjasse uma versão para duo de pianos e ainda que a dedicatória à Sociedade Filarmônica Inglesa fosse omitida. A Sétima, juntamente com a Oitava e a Nona Sinfonia, representam o melhor de Dvoràk. Cada uma revela diferentes aspectos de sua personalidade. A Sétima é a mais ambiciosa em estrutura e a mais conscientemente internacional em sua mensagem.
(pag 6 e 7 curricula)

Violino – Netanel Draiblate
Netanel Draiblate, recentemente indicado Spalla Annapolis Symphony Orchestra (EUA) é uma estrela ascendente do mundo do violino. Sua experiência orquestral rica e variada inclui convites regulares na Eastern-Western Divan Orchestra, regida por Daniel Baremboim, Solistas de Tel-Aviv, Israel Philarmonic, Chicago, Peabody Symphony Orchestra, entre outras. Netanel Draiblate solou com grandes orquestras como a American Symphony, no Carnegie Hall de Nova Iorque, Bergen Phil, e University of Maryland Symphony Orchestra. Ele já tocou em muitos países, incluindo Estados Unidos, Argentina, Espanha, Noruega, França, Bélgica, Alemanha, Suécia e Itália. Ele estudou com os renomados Pamela Frank, Val Blutner, Hagai Shaham, e Shmuel Ashkenasi. Atualmente estuda com David Salness. Participou de Masterclasses com Isaac Stern, Dorothy Delay, Pinchas Zuckerman, Zachar Bron e Miriam Fried. Ganhou o primeiro lugar do Concurso de Violino da Academia de Jerusalem (1998), o concurso (Ben Haim (1995) e foi finalista do concurso Haifa (1999), entre outras premiações e reconhecimentos.

Maestro Claudio cohen
Cidadão honorário de Brasília, Cláudio Cohen é maestro e violinista. Tem participado de forma ativa no cenário musical do país e exterior, seja como maestro, solista ou camerista ou ainda na condição de artista convidado dos prin- cipais festivais de música e orquestras do Brasil. É membro fundador da Or- questra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, na qual atuou por muitos anos na condição de spalla (primeiro violino). É maestro titular e diretor musical da OSTNCS para as temporadas de 2011 a 2014. Faz parte do Quarteto de Brasília, com o qual já realizou turnês pelo Brasil, pela Ásia, pelas Américas e pela Europa e gravou nove CDs, o primeiro deles vencedor do Prêmio Sharp na categoria de melhor disco Clássico do ano de 1993. É também ganhador do Prêmio OK de Cultura e recebeu indicação para o Prêmio TIM de música, ano 2003, e para o VII Prêmio Carlos Go- mes. Com o Quarteto de Brasília venceu o IX Prêmio Carlos Gomes em 2004 (categoria Destaque – Música de Câmara), o Prêmio Brasil de Excelência Almub em 2006 e o Prêmio Accorde Brasil 2008.? Cohen foi parecerista em projetos culturais do MinC e lecionou Violino no Departamento de Música da UnB, tendo tam- bém ministrado cursos nos principais festivais de música do país. Exerceu, entre 1999 e 2004, a função de diretor executivo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. É membro e foi diretor de Música da Academia Brasileira de Letras e Música (Almub). É detentor da Ordem do Mérito de Brasília no grau de oficial e da Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal no grau de comendador, além do título de ci- dadão honorário, concedido pela Câmara Legislativa em 2009. Trabalhou intensamente a prática da regência com os maestros Silvio Barbato (2002) e Emílio de César (2002–2006). Recebeu também orientações dos maestros Carlo Pales- chi (Itália), Miguel Graça Moura (Portugal), Ermano Flo- rio (EUA), Fabiano Mônica (Itália), Carmine Pinto (Itália), Christian Ehwald (Alemanha), Roberto Montenegro (Uruguai), Francesco La Vechia (Itália) e Abel Rocha (São Paulo), sempre em aulas particulares. Atuou como maestro adjunto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro nas temporadas de 2002 e 2003.