Governo do Distrito Federal
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1/04/13 às 14h21 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Concerto de Gala da OSTNCS com o maestro Berislav Skenderovic

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A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro convidado Berislav Skenderovic, realizará grande concerto de gala no próximo dia 02 de abril, terça-feira, às 20h00, na sala Villa Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. No programa: Abertura Candide de Leonard Bernstein; Concerto de Aranjuez de Joaquim Rodrigo, tendo como solista o violonista Alberto Salles; e encerrando o concerto Danças Sinfônicas op.45 ­de Sergei Rachmaninoff. A entrada é franca obedecendo-se a ordem de chegada do público.

Programa:

Abertura Candide – Leonard Bernstein

Concerto de Aranjuez – Joaquim Rodrigo

Solista – Alberto Salles

Danças Sinfônicas op.45 ­- Sergei Rachmaninoff

Regente Convidado– Berislav Skenderovic


Leonard Bernstein – Abertura Candide

Candide é uma operetta baseada no romance homônimo de Voltaire. Sua estréia aconteceu em 1956, com o libretto escrito por Lilian Hellman. Em 1974 foi apresentada novamente, com um novo libretto, de Hugh Wheeler. Outras pessoas que contribuíram com o texto foram: John Latouche, Dorothy Parker, Stephen Sondheim e o próprio Bernstein. Hershy Kay, John Mauceri e Maurice Peress contribuíram para a orquestração. Candide foi originalmente concebida por Lilian Hellman como uma brincadeira com a música incidental, no estilo de seu trabalho anterior: The Lark. Bernstein ficou tão animado com essa idéia que convenceu Lilian a criar uma ópera cômica. Candide estreiou na Broadway como um musical em 1 de Dezembro de 1956. A produção foi dirigida por Tyrone Guthrie e conduzida por Samuel Krachmalnick. Os cenários e roupas foram desenhados por Oliver Smith e Irene Sharaff, respectivamente. Anna Sokolow foi a coreógrafa. No elenco estavam: Robert Rounseville (Candide), Barbara Cock (Cunégonde), Max Adrian (Dr. Pangloss) e Irra Petine(Velha Lady). A overture de Candide ganhou rapidamente lugar no repertório orquestral. Após o sucesso da primeira performance em 1957, pela Filarmônica de Nova Iorque, sob a batuta do compositor, a overture foi interpretada por mais de 100 orquestras, em menos de dois anos. Desde então, a peça tornou-se uma das mais interpretadas pelas orquestras, firmando-se como a mais executada peça de concerto de Leonard Bernstein.

Joaquín Rodrigo – Concerto de Aranjuez

Rodrigo (1901-1999) compôs o Concerto de Aranjuez, cujo segundo movimento é tido por muitos como uma das mais belas melodias da música de concerto, inspirado pelos jardins do Palácio Real de Aranjuez, construção do Século 16. A intenção declarada de Rodrigo era transportar o ouvinte para outro tempo e espaço, evocando sons da natureza. De acordo com o compositor, o primeiro movimento é animado por um espírito rítmico e vigoroso. O segundo movimento estabelece um diálogo entre o violão e alguns instrumentos solo da orquestra (corne inglês, oboé, fagote, trompa, entre outros). O último movimento evoca uma dança de corte em que a combinação de tempos duplos e triplos mantem-se inabalável até o final. Houve muitos boatos de que o mundialmente famoso segundo movimento teria sido inspirado pelo bombardeio de Guernica em 1937. A esposa de Rodrigo, Victória, no entanto, afirmou em sua autobiografia que o movimento foi inspirado tanto pelas lembranças da lua de mel do casal, como pela experiência devastadora do compositor devido à interrupção da primeira gravidez da esposa. Aranjuez foi composto em 1939, em Paris e foi dedicado ao violonista Regino Sainz de la Maza que o estreou em 1940, em Barcelona. Rodrigo, que era cego desde os três anos de idade, embora não tocasse violão, conseguiu capturar com rara profundidade o espírito do violão espanhol.

Sergei Rachmaninoff – Danças Sinfônicas

Concluidas em 1940, a suíte orquestral Danças Sinfônicas, Op. 45, foi a última obra de Rachmaninoff e, de certa forma, sumariza toda a criação do compositor. A obra representa o seu estilo mais maduro. As harmonias frequentemente mutantes, o estilo forte, quase rude, dos movimentos inicial e final, que lembra bem certas obras de Prokofieff, e o foco em instrumentos solistas como o saxofone contralto são bons exemplos desse estilo. As três notas da abertura que formam o motivo inicial, reforçadas por pesados acordes estaccatos e responsáveis pela força rítmica do movimento são remanescentes do tema da Rainha de Shemakha da ópera de Rimsky-Korsakov ‘O Galo de Ouro’. As Danças permitiram ao compositor reviver certa nostalgia da Rússia das suas lembranças, algo que já havia feito na terceira sinfonia. Permitiram também explorar o seu antigo fascínio pelo canto eclesiástico. Na verdade, já na primeira dança, o tema de abertura, que já havia aparecido em sua primeira sinfonia, deriva de motivos característicos da música da igreja russa. No movimento final, aparece o Dies Irae e a canção ‘Louvado seja o Senhor’ , da sua obra ‘Vigília da Noite Inteira’. O ritmo enérgico, no entanto, possui influência também da obra ‘A Sagração da Primavera, Igor Stravinsky. Era também intenção de Rachmaninoff que a obra se tornasse um balé. Embora tentativas de coreografá-la tenham ocorrido desde a sua composição, isso só veio a ocorrer em 1980, quando Joseph Albano, diretor artístico do Albano Balé, em Harford, Connecticut, coreografou as Danças e estrou o balé. Desde então outras versões para balé acontecerão, produzidas por diferentes grupos.

Violão – Alberto Salles

Violonista, guitarrista, compositor e arranjador Alberto Sales faz um trabalho instrumental rico e consistente, conseguindo fugir do lugar comum, sem cair nas armadilhas do experimentalismo. Em seus vários anos de experiência em palcos e estúdios pelo Brasil e exterior, já trabalhou com Toninho Horta, Alceu Valença, Manassés, Victor Biglione, Felipe Zau, Hamilton de Holanda, J. J. Jackson, Manduka, Armando Macedo (Armandinho), Antônio Carlos e Jocafi, Monserrát, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, Orquestra Filarmônica de Brasília, Orquestra de Camara SESI de Belo Horizonte e muitos outros. Foi aluno de Toninho Horta, Nelson Farias, Cláudio Guimarães, Ian Guest. Participou de workshops com Dori Caymmi, Paulo Belinartti, Arthur Maia, Hélio Delmiro, Frank Gambale, Victor Biglione e Lula Galvão.

Participou em 2003 do Festival Internacional de Música em Viena. Possui dois álbuns solo; Itajibá, e “QI” quarteto instrumental, além de várias participações em cds e dvds.

Já ministrou vários cursos didáticos com professor, dentre eles, curso de formação para carteira profissional da 0MB (Ordem dos Músicos do Brasil) e desde 2009 é Professor das Oficinas Pontuais da Escola de Musica de Brasília, onde ministra o curso de violão erudito.

Em 2012 realizou 2 recitais na Fundaçao Universa, um com o Quarteto Claudio Santoro e outro Violao Solo.

Maestro Berislav Skenderovic

O Maestro Berislav Skenderovic, natural de Zagreb, Croácia, é regente da Ópera Nacional SNP em Novi Sad. É também fundador e Diretor Musical da Vojvodina Symphony Orchestra e um dos mais atuantes maestros do seu País. Nos últimos sete anos, sob sua liderança a VSO alcançou alto nível europeu de qualidade. O Maestro Skenderovic tem regido muitas orquestras de prestígio, como a Polish Radio Orchestra, Lituanian Chamber Orchestra, Orquesta Filarmonica de la Unam Mexico, Orchestra Sinfonica di Roma. Recentemente, o Maestro estreou no Carnegie Hall de Nova Iorque com a New England Symphony Orchestra. O Maestro Skenderovic estudou piano e regência na Belgrado Music Academy com D. Trbojevic e Z. Zdravkovic. Estudou também na Hochschule fur Musik em Munique, Alemanha, com o Professor M. Hermann e com o Professor W. Sawalisch da Bayerische Opera –Studio. Participou também de masterclasses com Sergiu Celibidache. Começou sua carreira professional em 1974 como regente do coral e maestro assistente da SNP-Opera de Novi-Sad. Em 1979, tornou-se Maestro do Balé da Ópera Estatal da Bavária, em Munique.

Em 1981, foi apontado como regente residente da Ópera do Teatro Nacional da Croácia, em Split, onde pode desenvolver um vasto repertório de óperas e balés. Ao mesmo tempo, tornou-se maestro convidado da Orquestra Sinfônica do Festival de Dubrovnik. Em 1985, tornou-se maestro da Orquestra Sinfonica da Rádio Televisão de Sarajevo, onde também fez muitas gravações para a televisão. Depois, tornou-se maestro principal da Orquestra Filarmônica da Cidade do Cabo. Ao longo de sua carreira, Berislav Skendorivic tem colaborado com muitos artistas internacionalmente aclamados, incluindo Grigory Zhislin, Valery Oistrach, Igor Politkovsky, Maria Kliegel, Ciprian Katsaris, Dubravka Tomsic, Ksenija Jankovic, Lj.M.Talajic, Virginia Davids, Nemanja Radulovic, Katarina Jovanovic, Michael M. Kofler, Sreten Krstic, Aleksandar Madzar, Jasminka Stancul, Nebojsa Zivkovic, Rita Kinka, Roman Simovic, Laura L. Aksin, Sergei Babayan, Chiristoph Berner, Roby Lakatos, Janos Balint, entre outros. Tem participado de grandes festivais internacionais e regido em diversos países como Alemanha, Hungria, Polônia, Grécia, Italia, lituania, Russia, Bulgária, República Tcheca, Mexico, Canadá, Chile, Brasil, Coreia, Israel. Proximamente regerá na Argentina, China e Japão. O Maestro Skenderovic possui um repertório vasto e eclético. Ele regeu todas as obras musicais importantes desde o repertório clássico até o contemporâneo, bem como todas as grandes óperas e balés.

Confira a programação completa da OSTNCS para o mês de abril