Governo do Distrito Federal
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12/07/12 às 13h32 - Atualizado em 13/11/18 às 14h37

Começa a mostra FAC 2012 de Teatro

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a vida impressa em xerox

 A montagem “A vida impressa em xerox”, da Cia Teatro de Açúcar, abre logo mais às 21h, no Teatro Plínio Marcos, na Funarte, a programação da Mostra FAC 2012.

Ao todo foram selecionados três espetáculos que receberam patrocínio do FAC, o Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Além de “A vida impressa em xerox”, fazem parte da Mostra FAC 2012 “Xarará e a mala pra sempre”, da Cia Teatro Payassú; e “Mamulengo Circulador”, de Chico Simões.

A mostra vai até o dia 15 de julho com apresentações às 15h, 16h, 20h e 21h

Sobre 'A vida impressa em xerox'

Esmiuçando a monotonia e o desejo humano através de metáforas sobre o gosto da vida na era contemporânea, o Teatro de Açúcar finaliza com o espetáculo “A vida impressa em Xerox” a Trilogia Sobre o Tédio e o Tempo. O início do projeto, que coincidiu com a criação da companhia, se deu em 2007, quando Gabriel F. e Marco Michelangelo, atores, diretores e músicos, sentiram a necessidade de sair da redoma ociosa do tédio e construir uma peça com dramaturgia original, que fosse ao mesmo tempo tão biográfica quanto universal. Para por em prática essa ambição, Gabriel e Marco elegeram o tédio e o tempo como objetos de estudo, o parapeito para a apreciação artística de assuntos interessantes sobre a condição humana. A trilogia, dividida em “presente”, “futuro” e “passado”, porém sem o compromisso em continuar uma história ou revisitar personagens, foi iniciada com “Além do que se vê”, vencedor de dois prêmios SESC do Teatro Candango, em 2008: melhor atriz (Eli Moura) e melhor cenografia (Gabriel F. e Marco Michelangelo). Essa primeira parte da trilogia, responsável pelo estudo do “presente”, mostrou um grupo de ajuda para entediados, onde os exercícios e terapias diárias sugeriam aos quatros componentes, uma outra maneira de olhar o mundo, as relações humanas e os conceitos de solidão e felicidade. Em seguida, integrando o segundo módulo da trilogia, veio “Tenho febre, mas vou buscar nosso dinheiro”, que sob o signo “futuro”, tratou no texto original de Gabriel F., questões como aquecimento global, feminismo, impessoalidade, teses de mestrado e números de striptease. Em seguida, a companhia desviou o foco da finalização do projeto e trabalhou em outros espetáculos como “Instituto de Ensino Recordar é Viver” (estreado na Cidade Estrutural); “Cine Açúcar” (coletânea de espetáculos com estética cinematográfica inaugurada no Cine Brasília); “Máquina de Gargalhadas”, um retrato descrente e apaixonado sobre a situação teatral na cidade; e as co-produções espanholas “Insomnio”, e “Fácil” (em parceria com a Cía. Cielo Raso). Agora, o Teatro de Açúcar conclui a terceira parte do projeto com “A vida impressa em Xerox”, criando uma alegoria de sonhos e frustrações na forma de um departamento onde cada dia parece a cópia do dia anterior. Na trama, conhecemos e nos envolvemos com Luzia Magalhães (Luiza Guimarães), estagiária a mais de quinze anos; a secretária apadrinhada Alda Eliana (Ada Luana); e a sonolenta concursada Milena Peçanha (Mirella Façanha). O trio feminino trabalha num departamento criado pelo governo para extrair fotocópias para todos os outros órgãos públicos, o problema (ou, dependendo do ponto de vista, a maravilhosa solução) é que todos esses outros órgãos já possuem sua própria máquina de Xerox, e por isso as funcionárias acabam não tendo absolutamente nada para fazer. Luzia, Alda e Milena atravessam a jornada diária de trabalho vivendo a rotina de um inominável estado de tédio puríssimo em tempo integral. Essa situação letárgica é transformada com a chegada de Eliz Maura (Eli Moura), a objetiva e enigmática psicóloga do “Programa Trabalho Feliz”, do Governo Federal. Juntas, no espaço de um dia de serviço, as quatro mulheres revelarão o prenúncio de um impasse entre a realização pessoal e a obsessão pela estabilidade, uma batalha que está prestes a acontecer dentro de cada uma delas.