Governo do Distrito Federal
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7/10/20 às 11h06 - Atualizado em 7/10/20 às 11h38

Com fomento do FAC, três filmes são premiados em festivais nacionais e estrangeiros

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Texto: Lúcio Flávio. Edição: Sérgio Maggio (Ascom Secec)

07/10/2020

11:13:17

 

Nos últimos sete dias, três produções cinematográficas com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) foram laureadas em importantes festivais no Brasil e no exterior: “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza de Souza;  “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio; e “Pureza”, de Renato Barbieri. Juntas, tiveram o aporte de recursos da ordem de R$ 1,8 milhão e seguem mostrando a força estética e política do cinema criado em Brasília país afora.

 

Baseado em sucesso homônimo da banda Legião Urbana, a película “Eduardo e Mônica” abiscoitou, no último domingo (04.10), Prêmio de Melhor Filme Internacional na Mostra de Edmonton, no Canadá. “Receber um reconhecimento internacional desse trabalho, que retrata a pluralidade da nossa produção audiovisual, é uma enorme alegria”, diz, animada, a produtora do projeto, Bianca de Felippes.

 

O diretor René Sampaio já tinha bebido na poética de Renato Russo em “Faroeste Caboclo” – 2013). Agora, inspira-se no encontro apaixonado entre o “boyzinho que jogava futebol de botão com o avô”, e “a menina com tinta no cabelo”, protagonizados pelos atores, Gabriel Leone e Alice Braga.  “É um filme que fala de amor, retratando Brasília de uma forma diferente das que estamos acostumados a ver nos noticiários”, explica Bianca, que planeja

lançar o projeto em 2021.

 

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Ao todo, a produção que teve locações no Rio de Janeiro, em Brasília e na Chapada dos Veadeiros (GO), contou com fomento na ordem de R$ 1 milhão do FAC, importante instrumento de fomento ao audiovisual viabilizado pelo Governo de Brasília, via Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF).

 

MULHERES GUERREIRAS

Divulgação

Cena de “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza de Souza

Premiado, também, no último domingo, na categoria Melhor Curta Documentário, na 25ª edição do mais prestigiado festival de documentários da América Latina, o “É Tudo Verdade”, “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza de Souza, traz reflexões sobre a cultura do racismo e sexismo no país. A narrativa acompanha histórias de mulheres guerreiras que triunfaram na vida, graças, aos livros. Rodada no Rio de Janeiro e em Brasília, a produção conta com depoimentos da deputada Benedita da Silva e da atriz Ruth de Souza, falecida em julho de 2019.

 

“São mulheres que, como eu, suas mães foram lavadeiras e, por meio dos estudos venceram essa predestinação passada de geração para geração”, revela a cineasta Edileuza de Souza, formada pela Escuela Internacional de Cine y Television, sediada em Cuba. “É tudo de maravilhoso ser reconhecido nesse festival. Abre portas para outras oportunidades, mas não quero estar sozinha. Que este prêmio traga mais respeito para realizadores negros”, reivindica.

 

Com apoio do FAC-DF no recurso de R$ 120 mil, o curta é baseado em livro homônimo da escritora e pedagoga Maria Helena Vargas. Com essa premiação, a produção tem chance real de concorrer a uma indicação ao Oscar de melhor filme na categoria, já que o Festival “É Tudo Verdade” é um dos 29 eventos cinematográficos nacionais, com a chancela para conseguir tal qualificação. “Isso seria a cereja do bolo”, observa a cineasta.

 

Arquivo pessoal

 

“Não tenho dúvida de que esse filme só pôde ser realizado graças ao FAC,

fundamental para que possamos fazer cultura de qualidade”,

Edileuza de Souza

 

ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA

Vencedor do prêmio do júri popular do FAM – Florianópolis Audiovisual do Mercosul, na última quinta-feira (01.10), o longa-metragem “Pureza” recebeu apoio de R$ 725 mil do FAC.  Estrelado pela atriz Dira Paes, rosto conhecido de algumas produções cinematográficas do Distrito Federal, o filme é baseado em fatos reais e foi rodado em Marabá (PA) e em Brasília.

 

“O prêmio do FAC nos permitiu que o filme fosse realizado com a qualidade que almejávamos, circulando o Brasil e o mundo em um número expressivo de festivais como China, Rússia, França, Itália, Alemanha. Para isso, foi fundamental termos o patrocínio da FAC”, reconhece o diretor, Renato Barbieri.

 

 

“Pureza” conta a história de uma mulher de fibra que enfrentou as diabruras da injustiça social no país. Na trama, passada no coração da selva amazônica, ela luta para resgatar o filho, vítima do “sistema de aliciamento e cárcere de trabalhadores rurais” na região.

 

“Fizemos um filme sobre um tema complexo e muitas vezes invisível: o trabalho escravo. Para que a sociedade brasileira tivesse conhecimento direto e impactante sobre algo que se julgava não existir em nosso país desde aquele maio de 1888”, aponta Barbieri.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br