Governo do Distrito Federal
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12/02/21 às 16h32 - Atualizado em 23/02/21 às 12h19

Brasil do Futuro oferece cursos de bastidores

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Texto e edição: Ascom/Secec

22.02.21

12:08:21

 

Quando a pandemia passar, a expectativa é de que a economia criativa volte a aquecer, abrindo uma demanda futura pela busca presencial de espetáculos e shows. Nesse faro, o Instituto de Desenvolvimento, Inclusão Social e Cultural (IDISC), entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, abre cinco cursos profissionalizantes para os bastidores do entretenimento. As inscrições podem ser feitas no portal Brasil do Futuro.

 

O projeto no valor de R$ 300 mil é Termo de Fomento executado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). O formato é o de Ensino à Distância (EAD) com 40 horas cada um. A iniciativa se dá dentro do escopo da ação da Secec de injetar recursos na economia da cultura.

 

Em 2020, a pasta aplicou R$ 18 milhões nessa modalidade de financiamento, gerando 5.321 empregos diretos e 1.782 indiretos, alcançando um público de 3,6 milhões de pessoas on-line, segundo dados da Subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural (SDCD).

 

“Os Termos de Fomento têm aproximando as ações da Secec a praticamente todo o Distrito Federal e Entorno. Aumentamos a nossa capilaridade com esses recursos, expandindo cultura, com intensidade, para a periferia”, avalia o secretário, Bartolomeu Rodrigues.

 

BANCO DE CURRÍCULOS

Gabriel Lucena.A meta dessa edição, que cria 15 empregos diretos, é atingir 500 participantes, com certificação ao final. A faixa etária buscada pelo IDISC é de pessoas entre 15 e 29 anos, que possuam interesse em oficinas técnicas em montagem de show e palco, produção de palco e artística, operação de som, operação de vídeo e técnico em fotografia.

 

Os planos de curso serão divulgados no portal Brasil do Futuro, e as inscrições também serão remotas, mediante cadastro que vai gerar para o participante matrícula, login e senha. Está planejada uma segunda etapa, presencial, quando o controle da pandemia da Covid-19 permitir, nas unidades de internação socioeducativas do DF.

 

Segundo o agente cultural Matheus Rodrigues da Silva, que coordena a iniciativa dos cursos, a ideia do IDISC é lançar ao final das oficinas um banco de currículos dos participantes certificados. Consta do plano de curso a prospecção de vagas junto a empresas para potencializar o acesso a oportunidades de emprego. O plano promete “pedagogia interacionista”, com conteúdos teórico-práticos, “capazes de proporcionar aos alunos entrada e permanência no mercado de trabalho”.

 

MERCADO PROMISSOR

Iago Kieling: fotografia e audiovisual

A reportagem da Secec conversou com dois dos professores convidados para dar as oficinas. Eles acreditam que o fim da pandemia trará uma demanda reprimida por espetáculos e eventos. Ana Sofia Macassi, 21, formada em Publicidade e Propaganda no Iesb, que vai dirigir a oficina de “Produtor de palco e artístico”, afirma que é possível sentir os sinais do mercado.

 

“Quando isso passar, entre um show ou evento e uma ida ao cinema, as pessoas vão preferir os primeiros, mesmo que elas gastem mais, porque essa carência de contato ficou acumulada no período de isolamento. Lives não suprem essa falta”, acredita. E ela tem ajudado a produzir várias.

 

Iago Kieling, oficineiro de “Técnico em fotografia”, diz que o mercado está aquecido porque vive um momento de migração de profissionais para essa área, que se estende da fotografia ao vídeo e cinema.

 

“Tem muita gente que saiu da Arquitetura e da Tecnologia da Informação, por exemplo, e começou a fazer fotos e vídeos sem ter formação teórica. A oficina vai trazer noções que vão ajudá-los. Há uma demanda aí”, garante.

 

O gaúcho de Porto Alegre formado em Comunicação Social pela PUC de Brasília diz que os interessados poderão usar o que tiverem em mãos, incluindo celulares a câmeras mais simples. “O que importa não é o equipamento, mas o olhar de quem o opera e o conhecimento das possibilidades técnicas em cada caso”, assevera.

 

VIVÊNCIA PRÁTICA

Ana Sofia Macassi: segredos da produção

Sobre o perfil dos candidatos, Ana aponta as capacidades de lidar com os problemas quando acontecem, sem deixar para depois, e de organização. “É preciso ter um senso de urgência. Um produtor vive de café, para dar conta das noites viradas, e de checklists, para ter certeza de que não se esqueceu de nada: desde colocar uma fruta no camarim a ter certeza de que as lâmpadas não estão queimadas”, ensina.

 

Ela prevê como maior desafio da oficina o de compartilhar as vivências do ofício, eminentemente práticas. “A gente não aprende produção na faculdade, não existem fórmulas garantidas”, diz ela.

 

Apesar disso, Ana pretende tocar em assuntos como noções de marketing e, dentro disso, assuntos com grande procura pelo mercado, como a ativação de marcas, entre outros.

 

SERVIÇO

Processo de inscrição:

Brasil do Futuro

Início das oficinas: 02/03/2021

Inscrições poderão ser realizadas até o fim da vigência do portal: 30/09/2021

Cursos-oficinas profissionalizantes de 40 horas/aula em:

Técnico de montagem de show e palco;

Produtor de palco e artístico;

Operador de som;

Operador de vídeo;

Técnico em fotografia.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br