Governo do Distrito Federal
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19/06/14 às 23h22 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Colombianos e brasilienses promovem grande festa na Torre de TV

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Torcedores comemoram resultado da partida ao som de ritmos latinos



A vitória da Colômbia sobre a Costa do Marfim, por 2X1, no Estádio Nacional Mané Garrincha, foi apenas o primeiro passo para a grande festa que aconteceu na Torre de TV. Aproximadamente 1,5 mil pessoas se reuniram no ponto turístico e curtiram uma grande mistura de ritmos. Com gritos de guerra, os colombianos se abraçavam e pulavam. “Se vive./ Se siente./ Colombia esta presente!”. Mas também tinha muita dança ao som de reggaeton, salsa, vallenato. 

A alegria contagiante dos vizinhos sul-americanos culminou em uma das maiores festas ocorridas na cidade. Tudo começou com o pedido do engenheiro mecânico Mário Bolívar de Blanco, 45, para que o grupo de percussão Patubatê fizesse uma serenata para a irmã dele. Como a surpresa não deu certo, o colombiano insistiu para a banda fazer uma nova apresentação, agora com o espaço já tomado pelos torcedores. 

O grupo foi vencido pela insistência e simpatia do engenheiro. Brasileiros e colombianos cantaram, dançaram e festejaram muito. Hinos, música, gritos de guerra e a paixão dos torcedores por seus países e seleções se misturavam ao som do Patubatê, que teve como plano de fundo a imagem da Torre de TV e o céu da capital. 

No meio da multidão, um colombiano se destacava com seu pequeno cachorro no colo. Alejandro Gonzalez, 27, motorista, andava para um lado e outro com Rex, que usava um adereço engraçado com duas pequenas bandeiras do país em cada lateral. Alejandro conta que trouxe o animal de estimação de Bogotá. “O Rex faz parte da torcida colombiana. Ele gosta de tirar fotos e de participar da bagunça. Não posso deixar ele de fora”. 

A jovem Liz Lopes, 18, grávida de nove meses, se divertia com o namorado. Ela é brasileira. E ele, colombiano. Os dois se conheceram ano passado e começaram um romance. Estão felizes porque logo vem uma criança para alegrar a vida deles. “Meu filho é colombobrasileiro!”, explica Emanuel Gonzalez, 20. O casal finalizou recentemente o ensino médio e, depois do mundial, Liz vai decidir se fica no Brasil ou se vai morar na Colômbia.

Um pouco distante da muvuca, a estudante Carolina Ayvazian, 22, e Hamed Correa, 26, administrador, dançaram e aproveitaram o tempo juntos. Eles estão numa espécie de “amor de verão”. Isso porque os dois se conheceram durante um trabalho voluntário em Israel e se separaram quando a missão acabou. Ele voltou para Cali, cidade colombiana conhecida como a capital da “rumba”, e ela para Curitiba. “Agora, com a Copa, a gente se reencontrou, mas ficaremos juntos só até semana que vem”, conta a jovem com tom tímido. Sobre o jogo, ela diz que foi tão emocionante quanto torcer pelo Brasil. 

Eventos paralelos aconteciam por todos os lados. Oito amigos colombianos fizeram um show à parte. Eles carregavam caixas de som e trouxeram para o centro do país um pouco da música do seu país. No ritmo de rumba e salsa, o servidor público Rodolfo Castro, 30, confessou ter se encantado com o Brasil. Além de Brasília, ele passou pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “As pessoas aqui são muito receptivas. Brasileiros torceram junto conosco hoje. Se eu pudesse voltaria todos os anos. Adorei tudo”, destacou.

A festa, no entanto, não era feita só por estrangeiros. Os amigos Ítalo Ferreira, 22, técnico em processamento de dados e Frederico Ribeiro, 23, técnico em suporte de redes, moradores do Distrito Federal, também agitaram e se divertiram no local. Segundo Ítalo, a seleção da Costa do Marfim jogou melhor e merecia ganhar o jogo, “mas a vitória colombiana veio em boa hora, principalmente pela festa que eles estão promovendo na cidade”.