Governo do Distrito Federal
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22/06/14 às 20h09 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Circuito Junino chega à Ceilândia e garante a festa dos moradores

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Cerca de 250 dançarinos se apresentaram no evento


A Praça do Cidadão, na QNM 18/20 de Ceilândia, ficou alegre, colorida e virou local de apresentação de nove quadrilhas neste fim de semana. A quadra de esporte foi palco dos dançarinos que, com passos muito bem ensaiados, mostravam suas coreografias no período de 17 a 24 minutos. Do lado de fora, a população acompanhava e se divertia ao som das músicas nordestinas.

O projeto 'Circuito Junino' vai percorrer diversas regiões administrativas da cidade e terá a etapa final nos dias 11 e 12 de julho. “As notas só são passadas no fim do evento, pois é uma maneira de motivar os dançarinos a participar de todo o circuito”, explica Warner Lucena, que é um dos coordenadores de avaliação. A quadrilha vencedora terá vaga garantida no Circuito Nacional de Quadrilhas. Já os cinco finalistas se classificam para a disputa regional do Sesc Senai.

Pendurados na cerca, os pequenos David Kaleb Rodrigues, 4, e Antony Guilherme Rodrigues, 8, assistiam ao evento ao lado dos pais. A família estava em casa quando o forró começou a tocar. “Ficamos curiosos e resolvemos acompanhar. Aqui é bem equipado, gostei das roupas e dos trajes”, conta Vanessa Aparecida, 32, mãe das crianças.

O esposo explica que gostou de levar os filhos e aprovou a organização do evento. “Meu pai é de Pernambuco. Eu já dancei muita quadrilha e vivi isso. Quero que meus filhos conheçam”, conta o técnico ótico Welton Rodrigues, 41.

Kenedy Almeida, 27, é analista financeiro, e um apaixonado por dança. Ele é coreógrafo e explica que as apresentações contam com um trabalho árduo de ensaios que podem durar até quatro horas. “Nos reunimos desde janeiro, de sexta a domingo, mas vários ensaios entraram a madrugada para que tudo desse certo.” Ele diz também que a amizade entre os integrantes é grande e que os jovens são muito animados.

A estudante Mariane Miranda, 21, nunca pensou em dançar até ver a foto de uma amiga dançarina na internet. “Logo fiquei interessada, pedi os contatos e entrei na Quadrilha Amor Junino”, diz. Ela conta que se sente muito bem fisicamente, pois se exercita bastante e que gosta muito da integração da equipe.

Rubens Lopes, 30, aproveitou o evento para vender bastante. Ele e a família fazem doces típicos, como maçã e uva do amor. “O circuito me ajudou e os doces saíram bastante”, conta.

Romance caipira

Ana Flávia dos Santos, 28, e Maxwell Soares, 24, se conheceram dançando quadrilha em 2010 e estão noivos há um ano e meio. A pedagoga e o farmacêutico contam que, no início, tiveram que esconder o romance. “Nós queríamos dançar juntos e se o namoro fosse a público iriam nos separar na coreografia”. Os dois dizem que o amor pela dança é tanto que querem ver os futuros filhos nesse ramo também.

Dona Cléia Liberato, 41, pensa como eles. Ela tem filhos que participam das quadrilhas juninas e os apoia. “Eu gosto da animação e porque assim os jovens ocupam a mente e o tempo ficando longe de coisas ruins”, acredita a cozinheira.