Governo do Distrito Federal
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7/07/14 às 16h34 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Circuito de Quadrilhas Juninas exibe a cultura popular no Distrito Federal

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Cor, som e muita alegria marcaram a noite de apresentações


Ao som da sanfona, quadrilhas trouxeram uma energia diferente e levantaram os fãs do ritmo nordestino, neste domingo (6). Mais de 400 pessoas agitaram Ceilândia com a quarta etapa do Circuito de Quadrilhas Juninas, que resgata a cultura do povo brasileiro, o folclore e as comemorações juninas.

A festa acontece desde o dia seis de junho e cada uma das cinco etapas ocorre em uma região diferente, entre elas Paranoá, Samambaia e Riacho Fundo II. Assim como no futebol, as quadrilhas são divididas em séries (A, B e C) e a disputa entre os três grupos acontece na mesma época. As categorias B e C competem por um lugar no módulo a frente, enquanto as quadrilhas do grupo A buscam uma vaga no campeonato nacional.

Vanessa Andreotti, 28, chegou cedo para garantir um lugar e trazer os três filhos. “É tudo muito espetacular. A quadrilha e o figurino são incríveis!”, declarou a gerente de loja, que acompanha o evento há dois anos. A caçula, Luana, 3 anos, insistiu em ver as danças. Vestida a caráter, a menina esperava ansiosa as apresentações e confessou que queria dançar com eles.

O grupo Num Só Piscar, de São Sebastião, abriu a festa com a vida de Luiz Gonzaga e uma homenagem a Dominguinhos. Gleison Costa, 28, um dos diretores da equipe, definiu assim o diferencial do grupo: “A animação, a empolgação e o amor de dançar quadrilha faz com que a gente seja diferente no Arraiá”. Aline Alves, 22, e Ailton Guedes, 25, foram os noivos da quadrilha. Eles namoram há cinco anos e pela primeira vez se apresentaram nessa posição. “Cada etapa é um frio na barriga”, confessou a professora.

O grupo Arrocha o Nó também esteve presente. Conhecido pela simplicidade, os quadrilheiros montam todo o cenário apenas com materiais recicláveis e com eles fizeram a festa na quadra. Maria de Lourdes Lima, 65, é membro fundadora da equipe que, há 14 anos, representa o Paranoá na competição. A aposentada dança quadrilha desde os 17 anos e, segundo ela, “O Arrocha o Nó merece ser campeão porque é único.”

O Circuito de Quadrilhas encerra-se no próximo domingo (13), com o anúncio do vencedor de cada um dos três módulos. O evento tem apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal que financiou toda a estrutura do local e o cachê dos participantes. “A relação com a Secretaria de Cultura foi a maior conquista do movimento junino”, declarou Aurélio Sam, Diretor Administrativo da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (Linq-DFE). Para ele, essa é uma forma de reconhecer os artistas locais e gerar crescimento para a cultura do Distrito Federal.