Governo do Distrito Federal
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19/02/14 às 19h40 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Circuito de Ocupação Cultural leva cordel a Centro de Saúde

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Oficina em Planaltina deu contribuição para a humanização dos servidores

Livros pendurados em cordas, bolas e adereços em forma de chocalho ajudaram a compor o ambiente da Oficina de Leitura de Cordel, atividade do Circuito de Ocupação Cultural para a Saúde realizado na última terça-feira, 18 de fevereiro, no Centro de Saúde nº 01 de Planaltina. Em mais uma edição do Circuito, os servidores participaram de brincadeiras e conferiram a leitura de cordel com a enfermeira Onã Silva.

“Já vão entrando no clima. Eu sei que o serviço solicita a presença de vocês, mas eu gostaria que agora a gente vivesse este momento”, convidou Onã, no início da Oficina. A alegria e descontração tomaram conta da sala. Com chapéu de cangaceiro, enfermeiros, médicos, dentistas, farmacêuticos e agentes administrativos se apresentaram em forma de repente nordestino, com rimas e melodias. Os profissionais da saúde também participaram de dinâmicas e tiveram a oportunidade de criar a própria história de cordel.

A Oficina teve como objetivo mostrar como o cordel pode contribuir com a saúde. “Com o uso de sons, ritmo, musicalidade e rima, o cordel pode ajudar a comunicar assuntos de saúde levando informação de fácil assimilação ao usuário”, explicou Onã.

Cerca de 30 funcionários participaram da atividade. “Todos se prepararam de alguma forma para receber a leitura de cordel”, contou a chefe de enfermagem Vilma Lima. Para a gerente do Centro de Saúde, Luciene Arakaki, a atividade foi interessante e inovadora. “Quando o servidor é humanizado, o atendimento ao paciente é muito melhor. O profissional atende com qualidade e respeito”, disse. A chefe do Núcleo de Apoio Operacional, Ildenete Conrado, também aprovou a iniciativa. “Eu gostei muito e todos se divertiram. A humanização do servidor é ideal”, comentou.

O Circuito é uma parceria do GDF com a Fiocruz, por meio do Programa de Educação, Cultura e Saúde da Fiocruz Brasília (Pecs). As unidades de saúde de Ceilândia, Taguatinga e Planaltina, além da Fiocruz Brasília se alternam para receber as atividades do projeto a cada semana.

Poesia no barbante
De origem portuguesa, o nome cordel nasceu da forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para a venda: pendurados em cordas ou barbantes. Segundo Onã, o cordel é uma estratégia que facilita a relação com o paciente, descontrai o profissional, comunica o assunto com mais facilidade e pode ser aplicado com temas referente à saúde. “Educação, cultura e arte fazem parte do projeto, e como artista estou aqui para estimular os servidores a usarem a criatividade”, afirmou.

A enfermeira é autora do primeiro livro sobre histórias da enfermagem utilizando a literatura de cordel. Em “Histórias da Enfermagem no Universo de Cordel”, ela aborda temas relacionados à vida dos profissionais da área, exaltando as lutas da categoria, os personagens históricos e as experiências vividas ao longo de 26 anos de trabalho.

O próximo local que receberá o Circuito de Ocupação Cultural para Saúde é a Fiocruz Brasília, no dia 26 de fevereiro, às 16h, com o show de voz e violão de Lucas Soledade.