Governo do Distrito Federal
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5/07/12 às 13h16 - Atualizado em 13/11/18 às 14h37

Cinema da Argélia ganha mostra no Teatro Nacional

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Duas estátuas de mulheres elegantemente vestidas com trajes típicos da Argélia dão as boas vindas a quem chega ao Teatro Nacional para a mostra de cinema argelino.

Elas estão posicionadas na entrada da Sala Alberto Nepomuceno, onde as películas são projetadas. Ao lado de uma delas, as bandeiras do Brasil e da Argélia simbolizam a parceria entre a Secretaria de Cultura do DF e a Embaixada argelina.

Juntas, as duas instituições promovem, de 6 a 12 de julho, a Semana do Cinema Argelino.
Durante os sete dias da mostra, o brasiliense vai poder conhecer o melhor da sétima arte produzida no país do norte africano em sessões às 15h e às 18h na Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional.


A mostra faz parte das comemorações do quinquagésimo aniversário da recuperação da   independência da Argélia, festejado no dia 5 de julho.

A Semana traz filmes que marcam a luta do povo argelino pela soberania nacional e a conquista da liberdade com sacrifícios reconhecidos por toda a comunidade internacional.

Para o embaixador da Argélia, Djamel Eddine Bennaoum, a Semana do Cinema Argelino é apenas o primeiro        passo para a divulgação da cultura daquele país aqui no Brasil. “Vamos trabalhar também com projetos futuros como apresentações musicais e de dança. O Brasil tem uma forte ligação com a cultura sulafricana, mas muito pouco com a da Áfrida do Norte, que é muito rica”, disse.

 A Argélia

 A Argélia tem mais de cinco mil anos, segundo o embaixador, e ocupa uma área de dois milhões de quilômetros quadrados. A língua oficial é o árabe; e o francês, a segunda língua. Muitos argelinos ainda falam o “berber”, que é considerada a língua nativa dos povos argelinos, especialmente os indígenas.

Os Filmes 

Fazem parte da programação filmes consagrados internacionalmente como Crônica dos Anos de Fogo, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1975; e A Batalha de Argel, Leão de Ouro no Festival de Veneza; além de filmes recentes e inéditos em Brasília.

“A Batalha de Argel”, do diretor Gillo Pontecorvo, talvez seja o mais representativo da história cinematográfica argelina.

A película, que mostra a luta da Argélia para se tornar independente da França, é narrada pela trajetória de Ali, líder da Frente Algeriana de Libertação Nacional (FLN), desde o momento em que ele se une à organização, quando ainda era um pequeno ladrão, até sua captura, juntamente com os últimos líderes do movimento, e por fim a execução de todos pelo governo francês. Construído com um suspense crescente, o filme conta em paralelo a guerra dos rebeldes, fundada em métodos não convencionais, e as medidas cada vez mais extremas tomadas pela França. Banido por muitos anos na França e proibido no Brasil na época da ditadura militar, A batalha de Argel conquistou o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Veneza de 1966 e, em 1969, quando foi lançado nos Estados Unidos, recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de melhor direção e melhor roteiro original.

Programação   

06/07
15h00 – A EPOPÉIA DO CHEIKH BOUAMAMA
18h00 – MOSTEFA BEN BOULAID
 
07/07
15h00 – A BATALHA DE ARGEL
18h00 – O ÓPIO E A VARA 

08/07
15h00 – OS FORA DA LEI
18h00 – MASCARADOS

09/07
15h00 – CRÔNICA DOS ANOS DE FOGO
18h00 – OS FORA DA LEI

10/07
15h00 – MOSTEFA BEN BOULAID
18h00 – O ÓPIO E A VARA

11/07
15h00 – MASCARADOS
18h00 – A BATALHA DE ARGEL


12/07
15h00 – MOSTEFA BEN BOULAID
18h00 – A EPOPÉIA DO CHEIKH BOUAMAMA

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