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19/12/20 às 20h51 - Atualizado em 19/12/20 às 20h51

Cineastas narram histórias de Brasília de ontem, hoje e de sempre

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Texto: Loane Bernardo. Edição: Guilherme Lobão

 

19/12/2020
20:51:00

 

O amor incondicional por Brasília foi tema de uma das mesas da programação de atividades paralelas do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, neste sábado (19). Mediado pela roteirista Renata Diniz, o painel, que foi transmitido pelo YouTube da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), contou com a presença das cineastas que concorrem com produções no festival pela Mostra Brasília: Raquel Piantino e Tereza Padilha, de “Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro”; Maria do Socorro Carneiro, de “Delfini Brasília, Olhar Operário”; e Daiane Cortes, de “Rosas do Asfalto”.

 

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Renata Diniz declarou seu amor por Brasília e pelas histórias passadas nos curtas-metragens, que são vividas por pessoas que carregam e identidade da cultura brasiliense. Durante uma breve apresentação dos convidados do painel virtual a roteirista provocou cada um a dizer o que foi Brasília, ontem, e que é hoje e como será no futuro. “Estou curiosa para saber como surgiu cada declaração de amor pela cidade”, provocou.

 

Jornalista, roteirista e diretora com longa experiência em televisão, Daiane Cortes conta que “Rosas do Asfalto” retrata a vida de mulheres que amam o que fazem e o cenário em que vivem. Cortes afirma que “Rosas do Asfalto” nasceu de uma observação de quando trabalhava como repórter de TV. Durante uma pauta na Praça do Relógio, em Taguatinga, um lugar marcante do Distrito Federal, ela se deparou com mulheres idosas que viviam de atividade sexual. “Comecei a frequentar a casa dessas mulheres, só que chegar até elas sozinha foi impossível. Tive apoio da ONG Tulipas do Cerrado”, observou.

 

Trazendo às telas a história de um homem solitário que se entrega ao amor por Brasília, a roteirista de primeira viagem Maria do Socorro Carneiro apostou em todo o seu amor por sua cidade natal. A brasiliense conhecida como Maria Bonita do Cerrado achou uma memória viva da época da construção: João Batista Delfini, 98 anos, e representante da história de vários pioneiros que, assim como ele, permaneceram no Distrito Federal. “Vi em Delfini o recorte adequado para este projeto. Fizemos um filme focado em toda a força ancestral do cerrado representando todas essas pessoas que fizeram o DF. Quis transformar o concreto em sonho”, enfatizou.

 

Responsável pelo roteiro da animação “Brasília 60+60”, a diretora Tereza Padilha contou que a primeira ideia da produção seria uma peça de teatro. Com a pandemia, ela viu a necessidade de mudar seu projeto para fazer virar realidade. “A partir da ideia de transformação convidei a Raquel Piantino para transformar a história em uma produção marcante, sutil e sensível. Considero Brasília a concentração da cultura brasileira. É uma conexão de todas as almas e culturas do país”, disse.

 

Raquel Piantino apostou em uma animação para falar da Brasília percorrendo três gerações: avó, mãe e filha. Desde a premonição de Dom Bosco feita no século XIX, até a cidade tornar-se realidade pelas mãos de Juscelino Kubitschek, “Brasília 60+60” é uma saga envolvente para todo brasiliense. “Esse trabalho foi uma obra que já tinha nascido e tive a oportunidade de transformar em uma arte por meio da animação. A experiência foi de conexão com a minha cidade”, ressaltou.

 

Apaixonadas pelas cores e valores da capital federal, as cineastas destacaram os pontos positivos e negativos da vida no Distrito Federal. Um dos aspectos de mais impacto que elas têm em comum é de poder homenagear a cidade por meio de produções cinematográficas em um festival brasileiro, mas “de casa”. Ambas destacaram a Mostra Brasília como um veículo de talentos do cinema local. “Brasília é a casa e alma de todos os brasileiros”, pontuou Tereza Padilha.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br

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