Governo do Distrito Federal
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24/03/20 às 10h07 - Atualizado em 24/03/20 às 11h08

Centro Cultural Três Poderes faz postagens que unem História e Cultura para ajudar a suportar o isolamento social

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“Quarentena Cultural” publica nas redes sociais informações sobre equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

 

O Centro Cultural Três Poderes (CC3P) decidiu apostar na Cultura e na História para contribuir no enfrentamento da pandemia do Coronavírus (Covid-19) e mitigar o sofrimento físico e emocional das pessoas nesse momento de quarentena e incertezas. Para isso, colocou no ar a “Quarentena Cultural”, postagens sobre o acervo do espaço.

 

O equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do DF, composto pelo Museu Histórico de Brasília, o Espaço Lúcio Costa e o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, está publicando em suas redes sociais postagens que falam da história da capital federal no ano do sexagenário, que certamente também será lembrado como o período que uniu o mundo em torno da luta pela sobrevivência.

 

“O Rafael [Rangel Soffredi, gerente do espaço] pediu pra gente intensificar as postagens nas redes sociais durante o período de quarentena. Aí a Isabella, a estagiária que é responsável pelas postagens, falou que seria bom criarmos um nome para a série. A gente discutiu alguns nomes e surgiu Quarentena Cultural”, explica o técnico de atividades culturais lotado no CC3P Ricardo Cardoso de Almeida Machado.

 

Isabella Rodrigues de Carvalho, 18 anos, estudante de Ciências Sociais, estagia há menos de dois meses no equipamento, onde não esconde seu entusiasmo pelo trabalho num dos cartões postais da cidade: “Sim, pelo conteúdo histórico, o CC3P tem muito a ver com meu curso”.

 

A estudante da Universidade de Brasília (UnB) tem como principal tarefa produzir e postar conteúdos nas redes sociais do Centro, que possui Instagram e Facebook. Até o momento, as postagens foram sobre o próprio CC3P, onde aprendemos que o Museu Histórico de Brasília foi edificado em concreto armado, formando um bloco longitudinal que se apoia fora do eixo sobre um cubo. Diz o texto que sua função principal é dar visibilidade a frases históricas em suas paredes externas e internas, que tomam emprestado ao mármore branco alguma eternidade.

 

Outra postagem tratou do Espaço Lúcio Costa, a construção subterrânea que abriga a Maquete de Brasília, circundada por galeria com cópias dos croquis e do relatório do Plano Piloto apresentados pelo urbanista em 1957 ao júri internacional que o considerou o projeto vencedor, entre outros 26, para dar vida ao novo centro de poder da República.

 

Do mesmo modo, a postagem de 19 de março comemora o nascimento de José de Anchieta na Espanha. O jesuíta, autor da primeira gramática da língua tupi e um dos primeiros autores da literatura brasileira, integra o “Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria”, índex de personalidades que dão corpo às narrativas de formação da nação brasileira.

 

“A ideia da gente foi disponibilizar em plataforma digital, neste momento difícil de quarentena, um pouco do que nosso acervo tem a oferecer”, explica Soffredi, que se inspirou em iniciativas semelhantes de vários museus do mundo.

 

Em tempo de dúvidas, certo mesmo é que a iniciativa quer deitar sementes em outros equipamentos. A luta contra o vírus ganha reforço no front em defesa da memória e da cultura. Quem quiser conferir as postagens, clique aqui.