Governo do Distrito Federal
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24/04/17 às 12h59 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Aniversário de Brasília reúne 17,5 mil pessoas

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Celebração na Torre e no Panteão reuniram 14 atrações no fim de semana

(24/4/2017 – Atualizada em 5/5/2017) Mais de 17 mil pessoas aproveitaram o fim de semana prolongado do dia 21 de abril para comemorar os 57 anos de Brasília, com uma maratona de shows na Torre de TV e no gramado do Panteão da Pátria. As atividades integram uma programação ainda mais ampla que a Secretaria de Cultura desenvolveu para as festividades, iniciada em 13 de abril, na Casa do Cantador, e que seguiu até o dia 4 de maio, com apresentações artísticas no Catetinho, Museu Vivo da Memória Candanga, Centro Cultural Três Poderes e em três estações do Metrô.

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Confira a programação completa

Na noite do aniversário, sexta-feira (21), o palco da Torre de TV recebeu quatro apresentações. O evento iniciado pontualmente às 18h, contou com abertura da forrozeira Dona Gracinha da Sanfona, que emocionou o público com seu sorriso e o vigor por trás do fole. Em seguida, a banda Ciclone na Muringa trouxe a mistura de maracatu e rock'n'roll, reforçando o caráter popular e as influências regionalistas que formam a própria identidade brasiliense.

O secretário de Cultura, Guilherme Reis, destacou a diversidade de tendências na escolha dos músicos. “Nossa proposta era de fazer uma festa que fosse a cara de Brasília, com estilos diferentes que representam as pessoas que compõem a diversidade de sotaques desta cidade. E foi o que fizemos”, comemorou o secretário.

Às 20h10, a banda convidada Dê um Rolê, formada por tarimbados artistas de São Paulo e da Bahia como Curumin, Márcia Castro e Anelis Assumpção, fez um tributo aos Novos Baianos. Para fechar a noite, a cantora Elba Ramalho subiu ao palco às 22h01 com o show O Carnaval do Brasil. Atração principal do dia, ela disse que tem uma relação muito positiva com o público brasiliense. “Sempre que venho aqui, os teatros lotam”, brincou. “Sei que aqui tem uma comunidade nordestina muito grande e quero agradar quem gosta de forró”, disse.

Durante as trocas de palco entre as atrações, o DJ Nagô garantiu que ninguém ficasse parado.

Raça Negra leva 10 mil pessoas para a Torre de TV

A comemoração do aniversário de Brasília seguiu durante o sábado (22), na Torre de TV, com apresentações . Após os shows de artistas locais, a banda Raça Negra subiu ao palco às 21h55 para encerrar a noite. As atividades gratuitas estão previstas até 29 de abril.

A comemoração do aniversário de Brasília, que completou 57 anos em 21 de abril, seguiu durante este sábado (22) na Torre de TV, no Eixo Monumental, onde levou 10 mil pessoas para o gramado em frente ao palco. O segundo dia de festa começou às 18h20, com a manifestação folclórica do Boi de Seu Teodoro, patrimônio cultural do DF. Com mais de 54 anos e original de Sobradinho, o grupo de bumba meu boi abriu uma roda em frente ao palco para o cortejo que mistura coco e maracatu a outros ritmos populares.

Na sequência, às 19h20, foi a vez dos forrozeiros do Trio Siridó, com mais de 40 anos de carreira na capital. Eles apresentaram clássicos do gênero, com homenagem a Luiz Gonzaga. Logo depois, a cantora Cris Pereira apresentou o show Folião de Raça, acompanhada de um quarteto instrumental. Cris mostrou seu elegante sambajazz cheio de ginga para o público.

Nos intervalos, quem garantiu o som foi o DJ Barata, selecionado por chamamento público da Secretaria de Cultura, assim como Trio Siridó e Cris Pereira.

Considerada a atração mais esperada do dia, o grupo de pagode paulistano Raça Negra reuniu fãs no local desde o fim da tarde. Na festa para celebrar a cidade, o vocalista Luiz Carlos ressaltou o carinho recebido: “A receptividade é muito boa. Brasília está sempre no nosso roteiro, pelo menos duas vezes por ano”.

Com a animação dos brasilienses e a experiência da banda na capital federal, ele previu, pouco antes de entrar no palco, como o show se desenrolaria. “Entramos para agradar, mas o público já faz acontecer pela boa vontade que recebe a gente”, opinou.

Orquestra Sinfônica

O aniversário da cidade é celebrado em 21 de abril, mas as comemorações gratuitas na Torre de TV seguiram até o domingo, com concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. A apresentação reuniu 2,5 mil pessoas no local.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou a relevância do evento para a juventude. “É uma ação muito importante, na qual promovemos a inclusão social por meio da cultura e da arte”, disse o chefe do Executivo, que acompanhou o concerto da Orquestra com participação de conjuntos juvenis de escolas do Gama, Guará II, Santa Maria e da UnB.

Para Rollemberg, a programação dos 57 anos de Brasília expressou a variedade da produção local. “Mostramos como a cidade tem uma grande diversidade de manifestações culturais”, apontou o governador. “É um privilégio vermos a qualidade do som produzido por essas crianças hoje. É uma ação muito importante, na qual promovemos a inclusão social por meio da cultura e da arte”, disse.

A colaboradora do governo Marcia Rollemberg, responsável por estimular a iniciativa, por meio do programa Criança Canganda, definiu a ação como algo essencial para tornar a música acessível aos jovens e crianças brasilienses. “Estamos plantando a semente da cultura aqui hoje, por isso é um momento tão especial”, acrescentou.

Cada escola fez uma apresentação individual, seguida pela Orquestra Sinfônica. Juntos, regidos pelo maestro titular do grupo, Cláudio Cohen, eles executaram Aquarela do Brasil, com arranjo especial criado para o evento pelo maestro Joel Barbosa, arranjador e professor da Escola de Música de Brasília (EMB).

Para se preparar, os estudantes ensaiaram duas vezes com a orquestra, fora os ensaios ordinários nas unidades de ensino. Alunos da escola social da Polícia Militar do DF se apresentaram em frente ao palco entre os espetáculos.

Dia Nacional do Choro

Para fechar os três dias de shows especiais do 57º aniversário de Brasília, que ocorreu em 21 de abril, o palco montado sobre o gramado do Panteão da Pátria teve a presença do violeiro e compositor Renato Teixeira e ainda dos artistas locais Cacai Nunes e Fernando César, prestando homenagem ao Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril, data do nascimento de Pixinguinha.

Segundo Renato Teixeira, o aniversário de Brasília é uma festa nacional. “Em todas as cidades do País se fala da capital nesta data. É um charme.” Além disso, ele vê uma conexão entre a música que canta e a cidade. “Brasília é a capital do choro. O gênero é levado a sério aqui há muitos anos e tem profundas ligações com a história brasileira”, explicou.

Cerca de mil pessoas marcaram presença no único dia de shows no gramado em frente ao Panteão. O pernambucano criado em Brasília Cacai Nunes também tocou viola caipira para abrir as apresentações, mas colocou o instrumento a serviço de um repertório de chorinho. Em seguida, o violonista 7 cordas Fernando César e seu regional mostraram a vocação da capital para o choro.

Foco na educação patrimonial

Durante a última semana de abril, mais de 200 crianças tiveram a oportunidade de conhecer melhor três patrimônios tombados de Brasília, além de aproveitar o momento para assistir a espetáculos teatrais educativos e muito divertidos. Pelas manhãs, a criançada curtiu uma roda de capoeira com o Quilombos da Liberdade, no Catetinho; espetáculo teatral com a Cia. Andaime de Teatro, no Museu Vivo da Memória Candanga; e um teatro literário no Panteão da Pátria. 

De tarde, a programação foi a mesma para cada um desses espaços, sempre recebendo grupos diferentes de alunos da rede pública de ensino do DF: a Cia Mapati apresentou a peça “Da discórdia ao quadrilátero que desescondeu o Brasil”. O espetáculo traz a história da construção de Brasília de um jeito divertido e com muitas risadas garantidas. Foi uma oportunidade de relembrar a história de Brasília com uma dose de humor que levantou o ânimo e reforçou a importância da nossa capital como patrimônio.

Nos trilhos da cultura

Para encerrar a temporada de quase um mês de atividades oficiais para celebrar o aniversário de Brasília, a Secretaria de Cultura em parceria com o Metrô levou para três estações nove atrações artísticas locais no dia 5 de maio. Somente nas três estações que serviram de palco para as performances (Central, Furnas e Praça do Relógio), circulam diariamente 35 mil pessoas.

As atividades se iniciaram pela Estação Central, com o sarau literário Lira que Gira; e seguiu com show dos violeiros Roberto Corrêa e Badia Medeiros com grupo de catira; encerrando com Zé do Pife e as Juvelinas. Em Furnas (Samambaia), o grupo Menino Jesus de Praga de Brazlândia apresentou sua folia de reis, que foi seguida pelo teatro de rua Carriola e a performance poética hip-hop do multiartista Aborígene. Na Praça do Relógio (Taguatinga), as atrações foram A Arte de Ler, Macedo& Mariano e o som afro da Orquestra Percussiva Batukenjé.

Investimentos

Para as apresentações, que se espalham ainda ao longo desta semana, foram destinados R$ 263 mil no chamamento público e mais R$ 10 mil na contratação do grupo Boi de Seu Teodoro. O custo total para a contratação dos artistas nacionais será de R$ 327 mil. O investimento total para mais de 15 dias de eventos, considerando infraestrutura, cachês, passagens aéreas e exposições, ficou em aproximadamente R$ 1,8 milhão.