Governo do Distrito Federal
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31/05/19 às 18h34 - Atualizado em 10/06/19 às 17h07

Capital Ibero-americana da Cultura em 2022, Brasília mostra seu potencial criativo

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O projeto que concedeu a Brasília o título de Capital Ibero-americana da Cultura em 2022 foi apresentado na Cidade do Panamá durante reunião do comitê Setorial da Cultura da União das Cidades Capitais Ibero-americanas (UCCI). O secretário executivo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) Cristiano Vasconcelos falou na última quinta-feira (30) sobre as propostas do Governo do Distrito Federal que contemplam a revitalização do patrimônio e a realização de atividades nos espaços públicos.

 

A iniciativa do GDF para concorrer ao título está calçada nos pilares da gestão: patrimônio, economia criativa e difusão cultural. Cristiano Vasconcelos explicou que foi realizado um planejamento para preparar a cidade para receber a programação. Segundo ele, trata-se de um projeto ambicioso que foca na valorização do patrimônio tombado e da pluralidade cultural da capital, bem como na ocupação de espaços públicos. “Vamos construir uma política arrojada de recuperação de equipamentos para torna-los cada vez mais atrativos. A reabertura do Teatro Nacional Cláudio Santoro, por exemplo, vem nessa esteira e é um passo importante para receber grandes espetáculos locais e internacionais”, disse.

 

Para ele, é essencial envolver toda a cadeia produtiva da Cultura nestas ações, o que inclui além das artes visuais, artes plásticas, música, dança, gastronomia, design arquitetura, entre outras. Para ele, Brasília é um caldeirão multicultural, que reúne pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo e ser a Capital da Cultura em 2022 é uma excelente vitrine para expor todo o potencial local. “Essa é uma oportunidade de mostrar aos nossos cidadãos e à comunidade ibero-americana a efervescência resultante da pluralidade da capital do Brasil”.

 

Vasconcelos também comentou que receber o título é um desafio para o Governo do Distrito Federal, uma vez que foram traçadas metas arrojadas para a cultura local. Em 2018, por exemplo, a economia criativa foi responsável por cerca de 3,1% do Produto Interno  Bruto do DF e o objetivo é que em 2023 esse percentual seja de 3,4%. Para isso, está sendo feito um esforço para implementar ações como o Distrito Criativo, projeto que prevê a criação e um polo que concentrará empresas de tecnologia, incubadoras e aceleradoras, além do parque audiovisual de Brasília, com estúdios de cinema, emissoras de televisão e cinemateca.

 

Ações

O projeto para a Capital Ibero-americana da Cultura em 2022 contempla atividades voltadas para fortalecer o produto nacional e local, bem como para ressaltar a diversidade cultural dos países da UCCI.

 

Entre as ações previstas para reforçar o intercâmbio com os outros países, estão a realização de festivais de cinema e dança, exposições e mostras de artes de artistas estrangeiros, feiras gastronômicas e um seminário das línguas ibero-americanas. “Durante um ano inteiro teremos programações internacionais, o que colocará Brasília em destaque no cenário cultural”, comemorou Cristiano Vasconcelos, que também ressaltou a importância de valorizar ações já em curso como a política do graffitti e o Festival Internacional de Brasília do Cinema Brasileiro.

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