Governo do Distrito Federal
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1/03/17 às 20h32 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Brasília tem seu maior carnaval com 1,5 milhão de foliões

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Edição de 2017 marca início de uma nova política para a manifestação

O ano de 2017 consolidou a vocação da capital federal para o carnaval de rua. De 2005 a 2015, o público do Carnaval de Brasília variava de 300 mil a 600 mil foliões (considerando o público dos tradicionais desfiles das escolas de samba). Em 2016 foram 1 milhão de pessoas nas ruas da cidade (870 mil só nos quatro dias oficiais de folia). Neste ano, o fenômeno carnavalesco alcança seu recorde de público e de blocos nas ruas ao reunir 1,5 milhão de foliões em 128 blocos e 208 eventos, em 24 regiões administrativas.

Somente entre os eventos públicos nos dias oficiais do Carnaval foram registradas 1.148.000 de pessoas nas ruas. A maior parte ocupando o centro de Brasília, que se impõe como novo polo cultural do DF com atividades intensas nos setores bancários, de diversões e comercial, além das grandes concentrações no Eixo Monumental, Eixão Sul e na Praça dos Prazeres (201 Norte).

Com atividades descentralizadas, o Carnaval de Brasília também arrastou muita gente para o Taguaparque, em Taguatinga; a Rua do Lago de Brazlândia, o Estádio Augustinho Lima em Sobradinho e outras tantas regiões. “A gente teve um carnaval democrático, distribuído por todo o Distrito Federal, com 16 regiões administrativas contando com apoio do governo. E as pessoas foram às ruas com chuva e tudo”, avalia o secretário de Cultura, Guilherme Reis.

Para ele, o carnaval foi marcado pela diversidade, a cidadania e o respeito. “Os blocos de rua e a ação do Estado refletiram esse espírito libertário do carnaval, da ocupação do espaço público e da multiplicidade de vertentes musicais e de bandeiras sociais”, complementa.

Nova política

A Secretaria de Cultura entende que quem faz a folia é o cidadão. “Cabe ao governo garantir uma livre manifestação e o direito à cidade. Esse crescimento exponencial do Carnaval de Brasília se impõe como desafio para pensarmos uma nova política de Estado para a folia”, observa Reis.

Em 2017, o governo de Brasília atuou em trabalho conjunto de 18 órgãos, sob a liderança das secretarias de Cultura, Turismo e Segurança Pública e Paz Social. Com planejamento antecipado, realização de audiências públicas e a assinatura de um novo Decreto do Carnaval foram algumas ações realizadas neste ano e que já apresentam resultado.

Uma das primeiras consequências da implementação da nova política se reflete nos horários e itinerários dos blocos, definidos em diálogos diretamente com os carnavalescos e produtores, que se sensibilizaram e flexibilizaram seus trajetos para buscar consenso com as vizinhanças e com a capacidade do governo no fornecimento de serviços públicos.

“As dificuldades a serem enfrentadas nos próximos anos são relacionadas a uma maior segurança, avaliação do impacto nas áreas residenciais, organização de ambulantes e exposição de marcas publicitárias no espaço público. Este novo momento do carnaval de Brasília exige maior responsabilidade de todos para que cresça de forma organizada e sustentável”, diz o secretário de Cultura.

Até o início do segundo semestre deste anos, a Secretaria de Cultura deve lançar o edital de patrocínio para o Carnaval de Brasília 2018. Este processo vai desencadear uma nova relação com a iniciativa privada, que já tem demonstrado interesse em investir mais no carnaval da capital federal.

Entenda a construção da nova política

Investimentos

Como parte de uma nova política, o governo buscou ampliar a participação da iniciativa privada, como forma de tornar o carnaval mais sustentável em 2017. O primeiro passo foi a publicação de uma portaria da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) específica para o carnaval, que abriu possibilidade para uma maior democratização do acesso aos recursos do Estado para apoio ao Carnaval. Foram R$ 1,5 milhão investidos em 47 blocos de rua, via LIC (os projetos contemplaram exclusivamente estrutura e RH, como palcos, trios, som, luz, gradil, segurança, brigadistas, banheiros, ambulância etc).

De investimento direto, a Secretaria de Cultura injetou R$ 880,8 mil assim distribuídos:

– R$ 324.892,90 de investimento direto da Secretaria de Cultura para apoio a 21 eventos em 16 regiões administrativas (5 eventos foram cancelados a pedido dos próprios realizadores e estrutura foi redistribuída para os demais). Importante ressaltar que este investimento foi conferido a todas as RAs que solicitaram apoio à Secretaria de Cultura para realização do carnaval.

– R$ 396 mil de investimento direto da Secretaria de Cultua em contratação artística para os blocos: 6 escolas de samba do Grupo Especial; mais 12 grupos musicais, selecionados via chamamento público.

– R$ 160 mil de investimento direto da Secretaria de Cultura para gastos com produção e proteção patrimonial (gradil e cercas, para evitar degradação do espaço público)

TOTAL: R$ 2.380.892,90 (R$ 880,8 mil de investimento direto)